Ministra Kátia Abreu processada por não pagar dívida ao BNDES

Kátia Abreu foi avalista do filho, que é deputado caloteiro

Deu no site Terra

A Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, está sendo questionada na Justiça pelo não pagamento de um financiamento de R$ 1 milhão para a plantação de eucalipto na fazenda da sua família no Tocantins, segundo informações publicadas neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a publicação, o empréstimo foi contratado em 2011, quando ela já era senadora pelo PMDB-TO.

A ministra foi avalista do negócio, feito por seu filho, deputado federal Irajá de Abreu (PSD-TO). O dinheiro público foi obtido por meio do Bradesco e o valor inicial era de R$ 902 mil, já liberados. A dívida chegou a R$ 1 milhão em junho de 2014, quando foi ajuizada pelo Bradesco.

NÃO PAGOU NENHUMA PARCELA

Até a data, nenhuma parcela, no valor de R$ 56 mil, havia sido paga. O processo teve sua tramitação interrompida em agosto de 2014 para uma nova tentativa de negociação.

A Folha afirma que Kátia Abreu declarou à Justiça Eleitoral no ano passado que tem um patrimônio total de R$ 4,1 milhões – Irajá de Abreu tem patrimônio de R$ 5,7 milhões. Em contato com a reportagem, a ministra afirmou que a dívida está sendo negociada, mas alegou sigilo bancário.

De acordo com o jornal, na mesma fazenda, a Aliança 1, Kátia foi multada pelo Ibama por desrespeitar embargo imposto pelo próprio órgão ambiental. A autuação, de R$ 10 mil, foi aplicada no dia 10 de julho.

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COMENTÁRIO DE DOROTHY LAMOUR
– Todas as vezes que vejo a senadora e agora ministra Katia Abreu na mídia, lembro do senador cassado Demóstenes Torres.

12 thoughts on “Ministra Kátia Abreu processada por não pagar dívida ao BNDES

  1. ” Aos amigos tudo, aos inimigos a lei ” …
    “O blog Arrastão, da jornalista Janaína Leite, ex-Folha, revelou mais um caso de cortesia do BNDES com o dinheiro do público: a instituição perdoou uma divida de R$ 1.901.297,34 da empresa Dinheiro Vivo, do jornalista Luís Nassif. “Eu teria de trabalhar 272 meses na Folha de S.Paulo”, diz Janaína. “Isso é o equivalente a 23 anos do meu trabalho. E do seu?” Ela informa que se levar em conta o total da dívida, com débitos de R$ 4.284.736,19, “seriam necessários 612 meses de suor. Uns 51 anos, praticamente bodas de ouro com o meu trabalho. E com o seu?”

  2. Está mais do que explicada a aparente confusão ideológica dela. A questão é financeira! Poder e dinheiro, para a NOMENKLATURA e seus amigos! A conta e a ideologia ficam para o proletariado.

    • Vai bem além :
      Luís Nassif diz que “notória especialização” justifica contratação sem licitação pela estatal que mantém TV Brasil O jornalista e empresário Luís Nassif mantém um contrato anual, fechado sem licitação, de R$ 1,28 milhão com a estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação), vinculada ao Palácio do Planalto e responsável pela TV Brasil. A empresa de Nassif, Dinheiro Vivo Agência de Informações, produz um debate semanal, de uma hora, e cinco filmetes semanais de três minutos. Do R$ 1,28 milhão do contrato, o jornalista fica com R$ 660 mil anuais a título de remuneração, o que equivale a salário de R$ 55 mil. Os pagamentos começaram em agosto. O programa estreou segunda-feira. À Folha, por e-mail, Nassif afirmou que os insumos de produção cresceram de forma “não prevista no contrato original”, por conta de “demandas adicionais da EBC”, e que a parte destinada à Dinheiro Vivo corresponde a R$ 49 mil brutos mensais (ou R$ 39 mil líquidos), e não R$ 55 mil. Os outros R$ 558 mil do contrato são destinados ao pagamento de uma equipe de nove pessoas e à compra de equipamentos. A gravação do debate é feita no estúdio da EBC, que também custeia deslocamento e hospedagem de convidados. Em seu blog, Nassif tem se posicionado a favor do governo em várias polêmicas, discussões e escândalos. A página também se caracteriza por críticas a jornais e jornalistas.

    • As 3 empresas estatais do governo federal que lideram os gastos publicitários da administração indireta também são responsáveis por um volume respeitável de publicidade digital em veículos de audiência limitada na internet.

      Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal gastaram, de 2010 a 2013, a soma de R$ 17 milhões publicando anúncios em meios de comunicação como “Opera Mundi , “Dinheiro Vivo”, “Conversa Afiada” e “Carta Maior”.

      Em abril de 2013, o governo publicou um artigo no site “Observatório da Imprensa” no qual a Secom argumentava que praticava o que chama de “mídia técnica”: cada veículo receberia verbas de publicidade de acordo com a proporção de sua audiência.

      Agora, com as informações fornecidas por força da Justiça, fica claro que os critérios não são lineares e a chamada “mídia técnica” não é uma praxe em todos os setores da administração pública federal.

      Empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal usam critérios obscuros para comprar espaços publicitários.

      Tome-se o caso do site “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Sua audiência foi de 236 mil visitantes únicos em dezembro de 2013, ano em que recebeu R$ 618,2 mil em verbas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

  3. Mas como se diz no popular, será o benedito afro descendente (não quero ser processado), será que o Brasil se tornou de vez, num prostíbulo, sem ofensas aos mesmos.

    Pra onde vc olha só vê esculhambação e desonestidade.

  4. Li todos os comentários na esperança de encontrar uma resposta da própria ministra, autora de textos relacionados com a agropecuária, a meu ver, bastante interessantes. Como não a encontrei, continuo na esperança. Esperança de que ela possa provar a lisura no negócio e a honradez no cumprimento de compromissos assumidos. Torso para isso, pois vejo nela valores intelectuais incomuns à maioria das pessoas. Contratempos podem acontecer no mundo dos negócios, mas nunca devem macular a honestidade.

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