Ministro Braga Netto diz que seu indiciamento na CPI da Covid foi “um grande equívoco”

Na Câmara, Braga Netto nega pressão por voto impresso e ameaça a senadores  | Jovem Pan

Braga Netto estava em silêncio desde o dia 7 de setembro

Adriana Mendes
O Globo

 O ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, disse nesta quarta-feira, em audiência pública na Câmara, que seu indiciamento no relatório final da CPI da Covid  “é um grande equívoco”. O ministro afirmou que apresentará documentos quando for solicitado.

— Isso tudo já está documentado, quando for requerido nós temos toda documentação para mostrarmos que aquilo ali é um grande equívoco, que aquilo ali não está correto — afirmou Braga Netto, na Comissão de Relações Exteriores.

SEM DEPOR – No relatório final da CPI, Braga Netto foi indiciado por epidemia com resultado morte. O general, como ex-ministro da Casa Civil atuou como coordenador do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19, órgão central na articulação das ações do governo na pandemia. Braga Netto não chegou a ser convocado para prestar depoimento.

Em relação à carona dada pela ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) a sete parentes da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o ministro preferiu não comentar.

Já o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista Junior, afirmou que as informações sobre voo e quantidade de passageiros foram divulgadas pela FAB. “Cada autoridade solicita o voo, e é dela a responsabilidade da lista de passageiros” — afirmou o comandante, jogando para o ministério de Damares dar explicações sobre o caso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Caramba! Enfim, o general Braga Netto saiu da toca, onde se encontrava desde o Sete de Setembro, quando o esquema do Planalto julgou que ia dar um golpe, calar os ministros do Supremo, subjugar os membros do Congresso e exercer o poder como nos tempos do regime militar. Desde o dia 8 de setembro, porém, quando se viu obrigado a se socorrer junto a Michel Temer, que jamais fora seu amigo, muito pelo contrário, Jair Bolsonaro mudou de atitude, não fala mais em “meu Exército”, “jogar nas quatro linhas”, “comandante-em-chefe das Forças Armadas”, “artigo 142”, nada disso, rigorosamente nada. E seu parceiro Braga Netto também caiu num silêncio constrangedor para quem vivia fazendo ameaças e dando pitacos, como dizia o professor Raimundo Nonato. Nada como um “tranco” do Alto Comando do Exército para mudar as coisas. De tal maneira que de repente até Michel Temer vira amigo velho e conselheiro. São coisas da política brasileira, como diz Pedro do Coutto. (C.N.)  

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