Ministro Meirelles não terá apoio no Congresso para recriar a CPMF

Meirelles deu uma forte mancada ao defender a CPMF

José Carlos Werneck

Uma das primeiras propostas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para alavancar a arrecadação vai provocar um racha na base de apoio do recém empossado governo Temer. Trata­se da malfadada CPMF, que foi derrubada no governo do PT graças à atuação firme de grandes nomes do PSDB,como o líder na época, senador Arthur Virgílio. Agora, o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy, é enfático ao declarar que o Governo não terá o apoio dos integrantes do partido tucano para a recriação da CPMF.

“Considero um grave equívoco falar de aumento de impostos. A pauta deve ser a drástica redução de despesas, interrompendo a gastança promovida pelo petismo. Quanto à CPMF, não contem com a bancada do PSDB para aprová­la.”

REPERCUSSÃO

A firme posição do deputado Antonio Imbassahy foi muito bem recebida por membros de outros partidos da base governista e principalmente pelos contribuintes e todos os setores produtivos da população, ou seja, o pessoal que trabalha e não quer pagar o pato, já deu sua contribuição por muito tempo e questiona: Por que sempre os mesmos?

Não poderiam, desta vez, pedir que os “pobres banqueiros” deem sua contribuição, já que tiveram os maiores lucros da história, nos governos de Lula e Dilma?

ARREPENDIMENTO

Em Brasília, muita gente que se empenhou firmemente na luta pró­impeachment ficou decepcionada com a infeliz proposta de Henrique Meirelles e já se arrepende de ter apoiado o afastamento de Dilma.

Realmente, parece que Temer, que conseguiu evitar tomar posse na sexta­feira 13, mesmo assim teve um péssimo início de governo, com a desastrada e descabida declaração de seu ministro da Fazenda.

8 thoughts on “Ministro Meirelles não terá apoio no Congresso para recriar a CPMF

  1. Há outras formas de rechear os cofres do governo, sem aumentar ou criar tributos. Em dívida ativa, quer dizer, tributos lançados, à receber, existe acima de R$ 1,4 trilhão (um trilhão e quatrocentos bilhões de reais). Com os infindáveis recursos judiciais dos quais os grandes devedores sempre se valem, o dinheiro não entra para o Tesouro da União. Está mais do que na hora de mexer nessa questão. .

  2. Artigo bem oportuno , poi há muita gente confundido os votos do impeachment com votos fechados para tudo . Até o ITV lançou um envergonhado documento, onde enrola , enrola e não diz se é a favor ou contra a CPMF.

  3. Caro Werneck, não vai acontecer nada para impedir a CPMF. A elite vai deixar entrar devagarinho sorrir e gozar. Se não for assim o Agente da CIA segundo a WIKILEAKS Michel Temer manda o seu ministro da justiça tomar providências: Baixar o pau.

  4. O ilustre Autor, Dr. JOSÉ CARLOS WERNECK estima que o Ministro MEIRELLES não terá apoio suficiente no Congresso para recriar a CPMF 0,38% TEMPORÁRIA. Nós porém, não temos tanta certeza.
    Claro, tudo depois que a Presidenta DILMA for definitivamente Julgada e provavelmente Condenada pelo Senado, +- daqui a 150 Dias.
    Depois, tudo o que o Ministro MEIRELLES falou está contido no Plano “Ponte para o Futuro”, do PMDB, já publicado há quase um ano, e que tem o apoio implícito de TODOS os Partidos que Votaram a favor do Impeachment da Presidenta DILMA.
    O que existe é um Deficit/Endividamento do Governo, que se não revertido aponta para a insolvência do Governo. E tudo o que for necessário para a solvência do Governo, incluso a CPMF 0,38% TEMPORÁRIA, de um jeito ou de outro acabará sendo Aprovado, caso contrário não acabará a RECESSÃO/DESEMPREGO. Abrs.

    • Prezado Bortollotto,
      não sei se será ou não a CPMF, ou só a CPMF, mas se o Congresso recusar um aumento de impostos na atual situação estarão assinando a declaração de falência do Brasil. Claro que esse aumento de impostos tem que ser acompanhado de um esforço real e amplo de redução de custos, até para emprestar credibilidade ao aumento. Mas este esforço de redução de custos também trará sacrifício para a população. Não existe fórmula mágica para criar dinheiro.

      • A majoração tributária é inexorável!

        O corte nas despesas correntes discricionárias e mesmo a redução de despesas obrigatórias com saúde e educação após aprovação de alteração na lei pelo Congresso, não será suficiente para reequilibrar as contas públicas.

        Já mostramos aritmeticamente aqui esses números.

        Ao lada da redução das despesas haverá aumento das receitas com a criação ou majoração de tributos. Não tenham dúvida.

        • Wagner
          Simples e óbvio como escreveste. Se fosse fácil, qualquer Dillma faria!
          Estragar é fácil, arrumar é que são as coisas!
          Abraço e saúde.
          Fallavena

  5. Ingenuidade é algo que não podem mais aceitar.
    Levantados dados sérios que demonstrem a real situação econômica/financeira do país e, uma vez comprovada sua pré-falência, o que fazer?
    Reduzir despesas. Quais? Demissão dos ccs e de outros agregados. Quantos são e quanto custam? Auditagem no bolsa família? Claro que tem de ser feita e urgente. Cobrar os valores distribuidos às entidades/sindicatos e todos os demais que mamaram nas tetas da nação e não prestaram contas? Certamente. Cobrar dívidas ativas? Também. Reduzir despesas em áreas prioritárias? Até é possível.
    Mas, para que tudo isto se torne em valores disponíveis são necessárias ações e tempo. Quanto tempo teremos?
    Não consigo achar saídas mais rápidas do que as propostas de aumento de contribuições. Triste? Terrível? Também acho.
    A outra é fazer o que alguns governadores tiveram de inventar: pagar salário de forma espasmódica. Não pagar fornecedores e tudo mais.
    Aí sobrará dinheiro nos cofres!
    Não acho justo e nem correto, simplesmente dizer-se que “não se pode cobrar mais impostos”.
    Acabo de debater com amigos esta situação. A maioria disse que, a acontecer isto, seria preferível deixar Dillma terminar mandato.
    Olhei-os e conclui conversa dizendo: “não tenho mais nada a argumentar e nem tempo a perder. Boa noite e uma boa semana.”
    Precisamos, URGENTEMENTE, contratar um mágico para solucionar os problemas do país e de seu povo.

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