Moody’s demonstra preocupação com a dívida e a mudança no teto de gastos

Dívida Pública Federal ultrapassa R$ 4 trilhões pela primeira vez ...

Charge do Glauber (Arquivo Google)

Rosana Hessel
Correio Braziliense

A agência de classificação de risco norte-americana Moody´s demonstrou preocupação sobre as possíveis mudanças no teto de gastos no ano que vem. Esse é o primeiro sinal de alerta para um possível rebaixamento do rating do Brasil.

“O teto de gastos é uma âncora chave para o perfil fiscal do Brasil. A introdução de mudanças ao teto de gastos levanta preocupações sobre a trajetória da dívida do Brasil e sobre as perspectivas de estabilização e redução gradual do nível de endividamento”, afirmou a vice-presidente e analista sênior da Moody´s, Samar Maziad, em nota divulgada nesta terça-feira (28/07).

REGRA DO LIMITE – A emenda constitucional nº 95, aprovada em 2016 e que trata do Novo Regime Fiscal e cria o teto de gastos, permite que a correção do limite para as despesas primárias sujeitas a essa regra seja corrigidas pela inflação acumulada do mês anterior medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A regra, no entanto, é considerada capenga por muitos analistas.

Conforme dados do Ministério da Economia, o teto deste ano é de R$ 1,454 trilhão e, atualmente, há uma margem de R$ 2,8 bilhões de folga para o cumprimento dessa regra. Contudo, considerando que o IPCA acumulado em 12 meses até junho foi de 2,13%, esse limite terá um acréscimo de R$ 30,9 bilhões no ano que vem.

Como mais de 90% das despesas primárias são obrigatórias, conforme dados do Tesouro Nacional, o governo tem muito pouco espaço para remanejar gastos. Logo, como essas despesas ainda crescem acima da inflação, a margem de manobra está cada vez menor.

ESTOURO DO TETO – Analistas são unânimes em afirmar que o governo precisa começar a discutir com o Congresso uma reavaliação desses gastos obrigatórios para evitar o estouro do teto sem aumentar imposto.

“Índices de inflação significativamente mais baixos aumentam o desafio de cumprimento do teto no próximo ano. De uma perspectiva do rating soberano, elevar o teto de gastos sem medidas de compensação que garantam a sustentabilidade fiscal seria um evento negativo”, destacou a nota da Moddy’s.

O governo prevê que a dívida pública bruta do país chegará a 98,2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Analistas, inclusive da equipe econômica, admite que ela deverá continuar crescendo nos anos seguintes e ultrapassar 100% do PIB, como reflexo do aumento de gastos neste ano e que podem se estender no ano que vem.

PREVISÃO NEGATIVA –  Devido à crise provocada pela pandemia de covid-19, em maio, a Moody’s divulgou um comunicado com uma previsão de retração de 5,2% no PIB brasileiro. E, ao contrário das agências Fitch Rating e Standard & Poor’s, que mudaram a perspectiva da nota do país para “negativa”, a instituição manteve com perspectiva “estável” os ratings dos títulos da dívida do governo do Brasil.

Um dos motivos para isso era que a Moody’s considerava que o ambiente para a taxas de juros baixas favorecem um “colchão adequado” para administrar o aumento do endividamento público.

Atualmente, a classificação dos títulos soberanos brasileiros para a Moody´s está em Ba2, dois degraus abaixo da nota de Baa3, piso em que a agência considera um país com grau de investimento.

8 thoughts on “Moody’s demonstra preocupação com a dívida e a mudança no teto de gastos

  1. O brasileiro ainda é um escravo de consciência: continua caindo de quatro nesse tipo de sugestão mental, apresentada pelos gringos que querem levarmo-nos ao descaminho.
    Deixem essa agência ficar falando sozinha, e continuemos a nossa marcha.
    Os institutos de pesquisa eleitoral usam essa mesma indução: apresentam um algarismo associado a um determinado candidato, o eleitorado acredita e se sente na obrigação de converter o algarismo em número real, em favor do bacana!

  2. Essa Moody’s está é atrasada: com a administração do Bossalnaro a agência deveria estar convencida do desastre econômico em vez de somente preocupada.
    Uma outra piada foi a declaração do Min das Rel Exteriores desta pária amada, aquele indicado para o cargo pelo filho do Bossalnaro: ele afirmou peremptoriamente que não vê problemas nas relações do Brasil com o Biden, se este vencer. Foi um alívio para os americanos. Já pensou se o Brasil não aceitasse o Biden?! Tadinho dos USA…

  3. Moody’s não analisa realidades nacionais:

    Segundo o ministro, o cenário ficou mais atrativo com a aprovação do teto dos gastos, que iniciou uma trajetória de recuperação fiscal, e com a reforma da Previdência. Além disso, a queda dos juros teve continuidade, com a taxa Selic em 2,25%, o que é “extraordinário” para os investimentos em infraestrutura. “Temos o maior programa de concessão do mundo, que trará avalanche de dinheiro privado à nossa economia, transformando nossa infraestrutura nos próximos anos”, destacou Tarcísio de Freitas, ao lembrar que o Brasil tem também “um histórico de respeito a contratos”, que é bem visto pelos investidores. De acordo com Tarcísio de Freitas, o País aprendeu a estruturar suas concessões e, por isso, tem hoje, provavelmente, “a estrutura mais sofisticada do mundo, no que diz respeito a compartilhamento de riscos”.

  4. Aqui no Brasil virou doença “viralática” ouvir agencias norte-americanas para assuntos que eles mesmos se mostraram errados e estúpidos.

    O governo norte-americano HÁ DÉCADAS vem criando empresas estatais que aos olhos dos desavisados parecem ser empresas privadas.

    2 exemplos de empresas estatais norte-americanas (uma antiga e outra recente) que parecem ser privadas:

    SPACE-X (cujo “dono” Elo Musk é apenas um empregadinho)

    Microsoft (onde Bill Gates também é outro empregadinho do governo americano)

    Além do mais o governo norte-americano também se especializou em criar empresas estatais em que parecem ser empresas estrangeiras.
    Do que você está falando? Você pode se perguntar.

    Para dominar mercados em países estrangeiros, o governo norte-americano cria empresas estatais naquele países, mas que para não dar suspeitas, fingem ser empresas privadas estrangeiras.
    Exemplos?
    Em países como o Brasil o governo norte-americano se especializou em criar falsas empresas privadas brasileiras na área financeiras.
    A XP Investimentos é uma empresa estatal norte-americana que aos olhos de todos parecem ser brasileira. Assim como Bill Gates da Microsoft e Elon Musk da Space-X, o “dono” da XP Investimentos (Guilherme Benchimol) é só um empregadinho da Matriz norte-americana.

    Se for seguir a lógica do livre mercado que a XP diz seguir, eles já eram para ter fechado as portas há muito tempo. Por quê?
    Porque a XP Investimentos errou na maioria das suas previsões sobre o momento econômico no Brasil pelo menos nos últimos 6 anos.
    Por que eles não quebraram ainda? Não são bons naquilo que fazem!
    Não fecharam as portas porque a empresa não é deles e muito menos brasileira.
    Como a XP é norte-americana e recebe ordens da MATRIZ nos Estados Unidos, eles ainda estão na ativa.

    Pergunte se Elon Musk, Bill Gates, Guilherme Benchimol de outras empresas estatais norte-americanas, com cara de empresas privadas, que supostamente tem donos, podem vender suas “empresas”?
    Não. Eles não podem vendê-las. A não ser que a Matriz norte-americana permita a venda, que será comprada pelo próprio governo norte-americano através de outro “empreendedor” norte-americano.

  5. O governo norte-americano HÁ DÉCADAS vem criando empresas estatais que aos olhos dos desavisados parecem ser empresas privadas.

    2 exemplos de empresas estatais norte-americanas (uma antiga e outra recente) que parecem ser privadas:

    SPACE-X (cujo “dono” Elo Musk é apenas um empregadinho)

    Microsoft (onde Bill Gates também é outro empregadinho do governo americano)

    Além do mais o governo norte-americano também se especializou em criar empresas estatais em que parecem ser empresas estrangeiras.
    Do que você está falando? Você pode se perguntar.

    Para dominar mercados em países estrangeiros, o governo norte-americano cria empresas estatais naquele países, mas que para não dar suspeitas, fingem ser empresas privadas estrangeiras.
    Exemplos?
    Em países como o Brasil o governo norte-americano se especializou em criar falsas empresas privadas brasileiras na área financeiras.
    A XP Investimentos é uma empresa estatal norte-americana que aos olhos de todos parecem ser brasileira. Assim como Bill Gates da Microsoft e Elon Musk da Space-X, o “dono” da XP Investimentos (Guilherme Benchimol) é só um empregadinho da Matriz norte-americana.

    Se for seguir a lógica do livre mercado que a XP diz seguir, eles já eram para ter fechado as portas há muito tempo. Por quê?
    Porque a XP Investimentos errou na maioria das suas previsões sobre o momento econômico no Brasil pelo menos nos últimos 6 anos.
    Por que eles não quebraram ainda? Não são bons naquilo que fazem!
    Não fecharam as portas porque a empresa não é deles e muito menos brasileira.
    Como a XP é norte-americana e recebe ordens da MATRIZ nos Estados Unidos, eles ainda estão na ativa.

    Pergunte se Elon Musk, Bill Gates, Guilherme Benchimol de outras empresas estatais norte-americanas, com cara de empresas privadas, que supostamente tem donos, podem vender suas “empresas”?
    Não. Eles não podem vendê-las. A não ser que a Matriz norte-americana permita a venda, que será comprada pelo próprio governo norte-americano através de outro “empreendedor” norte-americano.

    • Essa maquiagem suja é velha: quanto maior o sentimento nacionalista, interno, maior a sutileza do invasor. Inclusive, com a participação de quintas-colunas “filhos da pátria”.
      Exemplo: Souza Cruz, dois sobrenomes da onomástica portuguesa. Capital: inglês!

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