Morre uma das pessoas atropeladas pelo Subsecretário de Governo de Cabral, que não prestou socorro às vítimas.

Foi confirmada a morte encefálica de Erminio Cosme Pereira, de 58 anos, atropelado na noite de quinta-feira pelo subsecretário estadual de Governo da região metropolitana, Alexandre Felipe Mendes. Pereira estava internado no Hospital Estadual Azevedo Lima.

Integrante da equipe da “Operação Lei Seca” no Rio de Janeiro até fevereiro, o subsecretário de Estado da Região Metropolitana, Alexandre Felipe Mendes, atropelou cinco pedestres no fim da noite de quinta-feira. E não prestou socorro às vítimas. Além de Ermínio Cosme Pereira, que morreu por traumatismo cranioencefálico e cervical, também foram atropelados a dona de casa Silvana Braga de Souza e seus dois filhos, de 2 e 5 anos, que saíam da casa de uma tia. Um jovem de 19 anos foi atingido de raspão pelo veículo.

O subsecretário se apresentou à 81ª Delegacia de Polícia ontem, acompanhado do advogado José Maurício Ignácio, que admitiu que o cliente havia tomado uma taça de vinho antes dos atropelamentos. Alexandre se submeteu a um exame de sangue no Instituto Médico Legal, que, feito mais de 12 horas depois dos acidentes, não apontou presença de álcool no sangue, segundo o advogado.

Alexandre Felipe disse ainda ter atropelado as vítimas ao tentar desviar de uma bicicleta. E tentou justificar não ter prestado socorro às vítimas alegando ter entrado em estado de choque. Segundo testemunhas, Alexandre voltava de uma festa e estava aparentemente embriagado. Ele já foi assessor parlamentar do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), na Assembleia Legislativa e no Senado Federal.

O governo do Rio admitiu, por meio de nota oficial, que Alexandre Felipe havia atropelado uma pessoa em Niterói, na região metropolitana do Rio, e que “caberia a ele responder como todo cidadão comum”.

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