Mourão diz que Bolsonaro analisará outros nomes e Pazzuelo deve deixara Saúde em agosto

Mourão diz que “militar é um cidadão como outro qualquer”

Deu na Folha

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve escolher em agosto o nome que assumirá o Ministério da Saúde, pasta que é interinamente ocupada pelo general Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira, dia 15, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), ao Uol Entrevista.

“Pazuello assumiu interinamente e está há dois meses na função. Acredito que em mais um mês, em agosto, Bolsonaro vai retornar da quarentena e analisar outros nomes”, afirmou ao colunista Tales Faria, e ao repórter Antonio Temóteo. Mourão referia-se aos generais que seguem na ativa mesmo com cargos no governo, o que, para ele, não é o caso do interino da Saúde.

RESERVA – “O que diz a nossa legislação é que o militar da ativa, quando colocado fora da força, pode permanecer por até dois anos nessa função. Se desejar continuar, tem que ir pra reserva. Se ele [Pazuello] perde a passagem para a reserva agora, vai para o espaço. O cara tem que estar sempre apoiado”, afirmou.

Em sua visão, a sociedade “tem que parar de discutir determinados assuntos de forma preconceituosa: o militar é um cidadão como outro qualquer, apenas usa farda e tem um raciocínio cartesiano”.”O Ministério da Saúde tem uns 5 mil funcionários. Tem o Pazuello e militares que não estão em funções técnicas, mas em funções ligadas às áreas de licitações, contratos e à questão da contabilidade, que é a especialidade desse pessoal”, afirmou, referindo-se à experiência do general na coordenação logística das tropas nos Jogos Olímpicos de 2016 e na Operação Acolhida, força-tarefa que atuou em Roraima em 2018.

CAPACIDADE DE GESTÃO – “Não acho que exista militarização”, reforçou. “Nós já tivemos no passado ministros da Saúde que não eram médicos. Lembro-me aqui do nosso senador [José] Serra que nunca havia passado pela porta de um hospital sem ser como paciente. Acho que [o desempenho no cargo] depende muito mais da capacidade de gestão, de saber se escorar nos técnicos para as decisões dessa natureza.”

Na última semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes fez duras críticas à presença de militares no Ministério da Saúde, falando em “vazio” no comando e comparando os resultados das ações de combate à pandemia do novo coronavírus a um “genocídio”.

LIGAÇÃO – “O ministro Gilmar Mendes ligou para o ministro Pazuello, eles conversaram. O próprio presidente da República [Jair Bolsonaro, sem partido] orientou o ministro Pazuello a que recebesse a ligação do ministro Gilmar Mendes. Considero que esse assunto está superado”, disse Mourão, evitando críticas aos demais ministros do Supremo.

“Não houve um esgarçamento com o Tribunal; houve um embate com um ministro, que desceu do seu pedestal, que tem que se preservar, e não emitir determinadas opiniões sobre uma instituição de Estado usando um termo que não tem nada a ver”, acrescentou, em referência à expressão “genocídio” usada pelo ministro. “Não pode banalizar, principalmente de um ministro com conhecimento de História. A coisa ficou centrada nele, os ministros não entraram nessa briga. Passados mais alguns dias, esse assunto morre e vida que segue.”

13 thoughts on “Mourão diz que Bolsonaro analisará outros nomes e Pazzuelo deve deixara Saúde em agosto

  1. Militar é cidadão de farda, sem dúvida. Por isso não pode ter mais direitos que os civis, que cidadãos são. Para haver equidade, ambos deveriam ter exatemente os mesmos direitos: militar poderia ser ministro civil e civil poderia ser comandante militar. Taokay?

  2. Na realidade é que já são tantas as trapalhadas, idade e vindas, afirmações e desmentidos, que tudo doravante passou a ser motivo de pergunta, chacota, barraco mesmo. É a nova política.

  3. PADRES CIENTISTAS E INVENTORES: Roberto Landell de Moura (gauchíssimo), Bartolomeu de Gusmão (paulista), Nicolau Copérnico, Gregor Mendel (monge), Ruder Bascovich, George Lamaître,
    Nunca li, em tempo nenhum da história da civilização, um projeto de altíssima complexidade – daqueles que exigem genialidade, tocado por militares – que atigisse o objetivo, em sua plenitude.
    No projeto Manhattan, por exemplo, o único militar de destaque era o gen. “araponga”, Leslie Groves, responsável por monitorar os passos dos técnicos e cientistas civis: Norris Bradbury, John Manley, Enrico Fermi (meu favorito), J. M. B. Kellogg. Robert Oppenheimer e outros.
    -Será se aqueles gestos catatônicos e brados monótonos, como se estivessem a treinar um animal afalado, sem direito a questionar: isso vai atrofiando os cérebros dos milicos? -Ou seria por que a palavra MILITAR é anagrama (tem letras iguais) de LIMITAR?

  4. ENTÃO TÁ, MOURÃO. Melhoremos então a frase do Gilmar Mendes dizendo o seguinte: ” … o exército está sendo associado a um genocídio”. Que tal ? Gostem ou não gostem, é isso que está se passando no imaginário da população, com o governo cheio de militares, inclusive dois ministros generais ainda na ativa, um no comando do exército, etc., etc. e tal, subordinados a um pseudo capitão que só não foi expulso do exército pela famigerada ditadura militar por razões que todos sabemos. E não vem com esse papo de que militar é cidadão de farda porque não é isso que está na berlinda. Não existe esse tal preconceito que vc está dizendo, sou de família de mitares que nunca tiveram problemas de serem aceitos pela sociedade civil. Aliás, cidadão comum que rala o dia todo, a vida inteira e se aposenta com apenas 1 salário mínimo, que é a grande maioria do povo brasileiro, à evidência, não tem os mesmos direitos que vocês militares, cheios de mordomias, vantagens e privilégios, inclusive estendidos às suas viúvas e filhas “solteiras” após a morte por velhice mamando à beça no erário, enquanto o povo morre à míngua e de fome. Ademais, esse excesso de militares no governo o faz sim um governo militarista, e pior ainda, representa a pior espécie de aparelhamento político-partidário-eleitoral de uma instituição de estado cuja reputação tem que ser impoluta , que é o aparelhamento das forças armadas, cooptadas com cargos, soldos e salários, cumulativos, uma vergonha nacional e internacional, à moda Venezuela. Ademais, não estamos preocupados com o que vocês têm mas isto sim com o que vocês não tem, que é solução para o país, ou seja, projeto novo e alternativo de política e de nação, restando claro que o único ideal político notável em vocês, “aposentados”, é apenas acumular soldos, salários, aposentadorias, vantagens e privilégios, sem limites, até morrem de velhos agarrados às tetas do erário. Ademais, se vc acha que estou equivocado nas minhas observações, pois então seja homem de topar um debate público comigo, escolha do dia, o lugar e a hora, pode ser até dentro do seu quartel general, que lá estaremos, porque, a meu ver, vocês, do militarismo e do partidarismo, polítiqueiro$, e seus tentáculos, velhaco$, não são a solução para o país mas isto sim os problemas mais graves e maiores do Brasil, que não deixam o país nem sequer pensar na Solução e muito menos evoluir. E tenho dito. E daí, vai encarar o debate comigo, ou vai tb me ameaçar de processo contra a segurança nacional, não obstante sejam você$ a insegurança maior da nação ? Comigo não tem fake news não, estou assinando a matéria com o meu próprio nome.

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