Mourão diz que redução do desmatamento na Amazônia no último ano ficou abaixo da meta

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Mourão destaca a importância de reduzir o desmatamento

Guilherme Mazui
G1 — Brasília

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (2) que provavelmente não será cumprida a meta de redução de desmatamento na Amazônia. Contudo, a queda abaixo do esperado representará um “caminho andado” na preservação da floresta.

Ao apresentar em julho a nova operação de garantia de lei e da ordem (GLO) contra crimes ambientais na região, a Operação Samaúma, o vice declarou que desejava atingir até 12% de redução na taxa anual de desmatamento, calculada entre agosto de 2020 e julho de 2021.

FECHOU O CICLO – Nesta segunda, ao ser questionado sobre o andamento da ação militar, Mourão declarou que a redução deve ficar na faixa de 4% a 5%. O vice preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal.

“Fechou o ciclo, o ciclo fechou no dia 31 de julho, provavelmente não vou cumprir aquilo que eu achava que seria o nosso papel de chegar a 10% de redução. Acho que vai dar na faixa de 4% a 5%, uma redução muito pequena, muito irrisória, mas já é um caminho andado”, disse mourão.

O vice tem apontado que apresentar bons resultados no combate ao desmatamento é fundamental para que outros países retomem o financiamento a ações de preservação, como o Fundo Amazônia.

ÁREA DESMATADA – No último ciclo aferido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área desmatada na Amazônia foi de 11.088 km² entre agosto de 2019 e julho de 2020, um aumento de 9,5% em relação ao período anterior (agosto de 2018 a julho de 2019), que registrou 10.129 km² de área desmatada.

O emprego de militares das Forças Armadas foi a principal aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro para reduzir os índices de desmatamento e queimadas na Amazônia, cujas altas geraram críticas de ambientalistas, empresários, políticos, organizações não-governamentais e lideranças estrangeiras.

TERCEIRA OPERAÇÃO – O operação Samaúma é a terceira do gênero na amazônia. A primeira (Verde Brasil 1) foi feita entre agosto e outubro de 2019, e a segunda (Verde Brasil 2) ocorreu entre maio de 2020 e abril de 2021.

Após o término da segunda operação, os órgãos civis de fiscalização deveriam ter o protagonismo no combate ao desmatamento, porém o governo verificou que a estratégia não funcionou e decretou uma nova GLO (Garantia da Lei da Ordem).

4 thoughts on “Mourão diz que redução do desmatamento na Amazônia no último ano ficou abaixo da meta

    • Leão,

      Para com essa artimanha, de querer jogar com o povo cubano.
      Não há quem não torça para os atletas de Cuba, que já tiveram participações infinitamente melhores no passado, ainda mais em se tratando de vôlei masculino e feminino e no boxe.

      A população é vítima de um regime ditatorial, e isso é indiscutível.
      Carece de alimentos, remédios, equipamentos, comunicações, Internet mas, mesmo assim, sempre existem cubanos que se salientam nas competições olímpicas.

      Não é Cuba que deve ser elogiada, porém o atleta, o povo, o competidor, que não tem como se equiparar aos demais em treinamentos, atenções, alimentação e demais cuidados.

      Se temos de criticar um país, que seja o nosso!
      Infinitamente em melhores condições que os cubanos, apesar das dezenas de milhões de pobres e miseráveis, desempregados e analfabetos, que constituem a população brasileira, o nosso desempenho em Tóquio é estritamente pessoal!

      Não temos apoio governamental efetivo, e as grandes empresas que muito lucram no país, se omitem em colaborar para que tenhamos equipes de atletas em vários ramos olímpicos.

      Exemplo?
      O Itaú, bem que poderia patrocinar equipes de atletismo e natação;
      Bradesco seria responsável pela canoagem, surfe, tiros, tênis, tênis de mesa, basquete, … esportes onde temos deficiências por falta justamente de incentivo;
      Grupos de investimentos como a XP, patrocinaria outras modalidades;
      da mesma forma as seguradoras, que lucram bilhões de reais, e cito a Porto Seguro.

      Enfim, se tivéssemos mesmo um ministério que trabalhasse, que fosse criativo, que se interessasse pelo esporte, pelo desenvolvimento de atletas nacionais e o surgimento de promessas para o futuro, certamente estaríamos em níveis de americanos, chineses, australianos, franceses, italianos e russos.

      Futebol e vôlei, vão bem. Há dinheiro em suas confederações.
      Existem torneios permanentemente no Brasil, além de serem os esportes que mais apreciamos.
      Mas, e as demais modalidades?

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