Mourão tenta agradar Bolsonaro, mas escorrega e diz que novo ministro do STF precisa ter notório saber…

Exclusivo: Mourão diz que Bolsonaro e Forças Armadas não anseiam ruptura  institucional - YouTube

Mourão deu entrevista e acabou falando o que não devia

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O vice-presidente Hamilton Mourão foi enfático ao declarar que gostaria de concorrer, novamente, numa chapa Bolsonaro-Mourão em 2022, em entrevista à CNN Brasil na noite deste sábado, dia 12. “Estou trabalhando pra isso. Venho apoiando todas as iniciativas do presidente, venho procurando facilitar o caminho dele, sendo leal para todas as coisas que ele necessita”, disse. “Se ele desejar minha companhia para 2022, marcharemos de passo certo.”

Mourão comentou que gostaria de continuar no governo porque isso seria uma forma de prolongar a tarefa de “assentar as bases para que o Brasil tenha um futuro melhor”.

LIVRAR DA CARGA – “Se a gente conseguir terminar todas as reformas que têm de ser feitas de forma que a gente livre o País de toda essa carga que tem de ser retirada, de excesso de tributação, de questão administrativa, que custam muito à Nação… A gente conseguindo fazer tudo isso, deixaria o País num rumo com políticas de Estado bem traçadas.”

De outro modo, Mourão comentou que se Bolsonaro escolher outra pessoa para compor a chapa com ele em 2022, “isso compete a ele”. “Não vou sair chorando, de beicinho. Não é assim que funciona. Se ele quiser escolher (outra pessoa), é Brasil. Vamos em frente.”

Em relação à disputa direita-esquerda nas eleições, Mourão avaliou que, no campo da direita, Bolsonaro “nada de braçada e nisso ele está tranquilo”. Entretanto, o vice disse “não ter dúvidas” de que a esquerda vai tentar construir uma candidatura viável, que “hoje não tem”, declarou. “Mas a esquerda tem 25% do eleitorado que vota nela.”

MORO NÃO AMEAÇA – Sobre o ex-juiz Sergio Moro, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Mourão acredita que ele terá “um longo caminho pela frente” caso queira se candidatar à Presidência. “Ele vai ter de se filiar a um partido… Tem um longo caminho. E se manter no imaginário popular ao combate à corrupção. Temos de aguardar o desenrolar das ações, mas de maneira geral é um nome que sempre é lembrado por parcela da população.”

Mourão acredita que as eleições municipais este ano servirão como um bom “termômetro” do que vai emergir em 2022 e afirmou que, “dentro dos limites da lei (eleitoral)”, deve apoiar os candidatos do seu partido, o PRTB.

CASO QUEIROZ – A CNN Brasil indagou Mourão também sobre o ex-assessor da família Bolsonaro Fabrício Queiroz, suspeito de participar de esquemas de “rachadinha” no Rio de Janeiro.

“Este assunto está sendo investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e temos de aguardar o processo”, disse Mourão. “Porque tudo o que temos recebido até agora são vazamentos, já que é um processo que corre em segredo de Justiça. Temos vazamentos pra todo lado.” Por isso, Mourão disse preferir aguardar que o processo se desenrole.

“Esse episódio é uma coisa que está restrita a um dos filhos do presidente (Flávio Bolsonaro) e, óbvio, uma coisa que atinge sua família é uma coisa que complica. Mas para nós não tem nada a ver. É uma questão particular da família do presidente.”

NOVO MINISTRO – Mourão declarou também que o presidente Jair Bolsonaro “guarda a sete chaves” o nome que indicará para a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, que se aposenta em novembro.

“Isso é um segredo que está nas mãos do presidente e, pelo que eu sei, guardado a sete chaves.” Para o vice, porém, o indicado ao Supremo deveria “ser um jurista de notável saber”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com a óbvia preocupação de agradar ao presidente Bolsonaro e se manter como vice na chapa em 2022, o general Hamilton Mourão vinha se saindo muito bem, na tentativa de defender o que é indefensável. Mas acabou escorregando no final, ao afirmar que o novo ministro do STF deveria “ser um jurista de notável saber”. Era tudo o que Bolsonaro não queria ouvir, porque ele pretender incluir no Supremo um ministro que atenda a seus interesses pessoais e familiares, o que significa que precisa ter pouco saber jurídico, tipo Dias Toffoli, em relação a Lula. Acorde, general, e tente manter a dignidade, por isso é a principal coisa que interessa a um chefe militar. (C.N.)

21 thoughts on “Mourão tenta agradar Bolsonaro, mas escorrega e diz que novo ministro do STF precisa ter notório saber…

  1. O Mourão é um homem público muito e muito medíocre, pois nada que fala tem alcance de serventia. Quando calado, é bem melhor.
    Difícil acreditar que esse sujeito seja general, ou se acreditarmos, aí dá para entender a mediocridade da vida pública brasileira.
    Triste Mourão que consome muito mais do que produz, e deve agradecer a existência da podridão da capital Brasília, tragédia maior da história do nosso país, onde a prostituta é colocada à frente da digníssima capital de fato, a lindíssima e altaneira Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.( aos desagradados que quiserem criticar, Leia-se cidade estado, mas que é lindíssima é)
    Sede cultural do Brasil esquecida pelos covardes “homens públicos” que se dizem políticos, mas não sabem diferenciar um lugar rico, bonito, histórico, fundado à flexa e fogo de um aglomerado de vadios preguiçosos e ladrões.
    Salve a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, berço do maior clube de todos os tempos.
    Viva o Clube de Regatas Vasco da Gama!

  2. O Mourão ingressou em outra fase, a de agradar o boçal mas não é dizendo o que disse que vai fazer a alegria do companheiro. Falar em ministro da suprema corte com notável saber jurídico é o que o boçal não quer ouvir falar, ele quer um cara dócil e extremamente leal, tipo deste Mendonça, evangélico como ele e bastante maleável, a ponto de servir tanto o Tofolli quanto o boçal sem ficar envergonhado. Todos os ministros das cortes superiores tem compromissos com os seus patronos, são salvo condutos sempre prontos a livrarem os patronos da cadeia. E não vai ser diferente desta vez.

  3. “O general Hamilton Mourão vinha se saindo muito bem, na tentativa de defender o que é indefensável. Mas acabou escorregando no final, ao afirmar que o novo ministro do STF deveria “ser um jurista de notável saber””.

    Ora, então basta ignorar a parte que ia bem e contradizer o gajo, insistindo que a CF estaria errada ao exigir notório saber jurídico.

  4. Notável saber abaixo do equador é difícil de encontrar e ainda mais na nossa pátria amada. Experiente e íntegro, sim; o resto é confete.
    Se houvesse um Congresso independente, um Executivo decente e um judiciário competente… seríamos um outro país. Aqui, nesta terra do Nu, em que se toma cachaça e se come angu, só dá essas coisas como o Bozo, o Lula, o Temer, a Dilma e o seu Bessias.
    By the way, em fevereiro vai ter carnaval?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *