Movimento Pró-Cracolândia foi desmoralizado pelo povo de São Paulo

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80% dos paulistanos apoiam internação forçada 

Augusto Nunes
Veja

Durante 11 dias, os militantes do Movimento Pró-Cracolândia (MPC) repetiram em incontáveis entrevistas, artigos, reportagens, crônicas, comícios em padaria e conversas de botequim que a retomada do espaço público perdido para traficantes filiados ao PCC fora coisa de um governador elitista e de um prefeito partidário de crueldades higienistas. Muito melhor, insistiu o bando de PhDs em feiras de drogas ao ar livre, seria seguir em frente com o programa De Braços Abertos — outra ideia de jerico da finada administração petista que só serviu para ampliar o tumor encravado no centro velho de São Paulo com a distribuição de mesadas consumidas por viciados em crack na compra de mais pedras.

A lengalenga foi silenciada neste fim de semana pelo Datafolha: uma pesquisa sobre o tema constatou que a operação policial promovida em conjunto pelos governos estadual e municipal teve a aprovação de 60% dos moradores de São Paulo. Como o levantamento abarcou todas as classes sociais, está claro que os representantes do povo foram sumariamente demitidos pelos representados.

DECISÃO DA JUSTIÇA – Durante sete dias, as associações dos inimigos de Geraldo Alckmin e João Doria festejaram a decisão do Tribunal de Justiça paulista que impediu a execução da segunda das inúmeras etapas do plano: com a autorização de psiquiatras incumbidos de avaliar caso por caso, dependentes de crack em situação de risco seriam internados em clínicas especializadas, mesmo que rejeitassem o tratamento. Eufóricos, jornalistas autonomeados porta-vozes da periferia, gigolôs de ONG, jalecos nostálgicos de Fernando Haddad e outras extravagâncias aglomeradas no MPC recitaram de meia em meia hora que só o fim das injustiças sociais pode acabar com cracolândias.

APOIO DE 80% – Foram todos desmoralizados pelos números do Datafolha: as internações involuntárias ou compulsórias, defendidas enfaticamente por Doria, têm o apoio de 80% da população paulistana. Isso mesmo: 80%. Ou oito em cada dez moradores de São Paulo. Só são contra esse método 19% dos pesquisados. Levando-se em conta a margem de erro, o índice de descontentes se equipara ao alcançado por Fernando Haddad na surra eleitoral que lhe aplicaram as urnas de 2016.

Como é improvável que a maior cidade do Brasil se tenha transformado na maior concentração de gente rica do planeta, como é certo que o Datafolha não circunscreveu o levantamento à região dos Jardins, pode-se concluir que os doutores em pobreza lidam tão bem com cabeça de pobre quanto Lula lida com o plural. A pesquisa provou que João Doria e Geraldo Alckmin estão no caminho correto, que passa por medidas que garantam aos resgatados do inferno chances de sobreviver com dignidade. Tudo somado, os números reafirmam que os defensores da Cracolândia nem precisam de pedras para comportar-se como zumbis incapazes de raciocinar com lucidez.

9 thoughts on “Movimento Pró-Cracolândia foi desmoralizado pelo povo de São Paulo

  1. Assim como só existem furtos e roubos porque existem os receptadores, só existe tráfico de entorpecentes porque existem consumidores desses entorpecentes!

    NUNCA se resolverá tal gravíssimo problema enquanto não se cuidar dos usuários, com tratamentos diversos (e multidisciplinares), mas também com SANÇÕES DURAS para os que NÃO queiram aceitar ajuda!

  2. Curiosamente….

    Os que criticam e acusam o Aécio de usar cocaína fazem parte do mesmo grupo que prega a liberação das drogas e a manutenção da cracolândia.

    Deveriam ter, pelo menos, coerência com o que pregam e sair em defesa do suposto hábito do senador.

      • Sr. Vieira,

        O problema da CracoLãndia é quem está por tra´s de mais um “vamos acabar com a Cracolândia”.
        A Cracolândia sempre foi cabo eleitoral dos Tucanalhas Ladrões Corruptos desde quando assumiram o PHODER há mais de trinta anos.
        A cada eleição disputada pelos Tucaladrões Corruptos era a mesma ladainha, “Vamos acabar com a Cracolândia , doa a quem doê-la”.
        Aliás, a Cracolândia está lá desde o primeiro dia do desgovernos Tucaladrões, nasceu do ninho franco-tucanífero…….
        Agora com o Neo-Fascistóide o “Trabalhador Comum com carteira Assinada que ficou bilionário da noite para o dia vai novamente dar fim e cabo da Cracolãndia………
        Não esqueça, o Prefeito Francês-Caviar John-John Henry Phillipy Dorian Grey é “provisoriamente” candidato ao Palácio do Planalto…..

  3. “Senhores,

    Veja este artigo publicado aqui neste espaço DEZ ANOS ATRÁS:

    “IDENTIFICAR OS USUÁRIOS
    Helio Fernandes.

    BRASÍLIA – Bandidos matam bandidos, policiais matam bandidos, bandidos matam policiais e todos matam inocentes. A causa? O narcotráfico. Traduzindo: o comércio de drogas, começando pela cocaína, transformou-se no mais rentável negócio do Rio, do Brasil, do continente americano e, certamente, do planeta.

    -Impossível acabar com essa atividade?
    -Nem tanto.
    -Preciso é ter coragem e atacar o mal na raiz.

    O narcotráfico só existe, prospera e desmoraliza a sociedade porque existem consumidores. São chamados de usuários, de viciados, de vítimas, de drogados e de muitas outras denominações, mas uma palavra resumiria melhor a condição de todos: são os responsáveis pelo horror que nos assola. Cada bala perdida a eliminar uma criança tem no gatilho da arma não apenas o animal que o aciona, mas o consumidor que o sustenta.
    A pergunta que se faz é: por que não atuar sobre o drogado, dificultando e estrangulando a entrega do produto? Os pontos de venda são conhecidos, por eles transitam os carrões e o cidadão que vai às compras a pé. Existe também o serviço em domicílio, geralmente executado por menores que saem das favelas e periferias para o asfalto levando pacotinhos, não raro para apartamentos de luxo, mansões, repartições públicas, redações, escolas e mais uma infinidade de locais.

    Alegam-se os direitos humanos para estabelecer um muro de proteção em torno dos consumidores, tidos como doentes, eximidos de responsabilidade, inclusive penal. Falta coragem para agir diante dos que, conscientemente ou não, são a fonte de recursos para o funcionamento da máquina criminosa e suas conseqüências. Identificá-los não parece missão impossível.
    Como são milhões, não haverá cadeia capaz de abrigá-los todos, sequer Justiça em condições de condená-los por inteiro. Mas expô-los tanto à comiseração geral quanto a constrangimentos públicos e familiares depende apenas de vontade política. A medicina avançou. Por exames e testes cada vez mais simples torna-se possível saber quem usa drogas. Por ação da inteligência policial, quem as entrega e quem as recebe. Vítimas ou não, identificá-los para a sociedade, mesmo com crueza, pode constituir um bom começo.”

    Abraços.

    • O tráfico de drogas é hoje apenas uma das fontes de renda das quadrilhas armadas denominadas facções. Se todo o comércio de drogas parasse abrupta e milagrosamente agora, a violência continuaria e talvez até piorasse. Os marginais com fuzis e armas de guerra continuariam a assaltar pessoas e lojas, roubar cargas, sequestrar famílias e invadir casas. Sem o dinheiro das drogas assaltariam mais e mais para compensar. E como não temos segurança pública, lei de execuções penais ridículas e os cidadãos estão desarmados igual um rebanho de zebras o caos aumentaria. A mídia insiste em chamar qualquer assaltante marginal armado de “traficante” mesmo quando ele está sequestrando e fazendo um latrocínio. Ele não está usando um tijolo de maconha para ameaçar alguém. Está apontando uma arma mortal disposto a matar. Mas é mais light e romântico chamá-lo de “traficante”.

  4. Os artistinhas da Globo fazem parte do tal movimento, pois sem a cracolândia ali, fica mais difícil conseguir comprar as drogas do dia-a-dia para sustentar os seus vícios. Ou alguém duvida que mandavam comprar as “paradinhas” ali?

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