MST, CUT e MTST ameaçam parar o País e inviabilizar o novo governo

Barulhos fora de hora

Movimentos populares perderam a fonte de renda

Pedro Marcondes de Moura
IstoÉ

No momento em que o Brasil luta para se reerguer de um traumático processo de impeachment, os movimentos sociais próximos ao PT apostam na velha estratégia do “quanto pior, melhor”. Líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Sem Terra (MST) e do Movimento dos Sem Teto (MTST) ameaçam não dar trégua ao novo governo. Sequer esperaram Michel Temer assumir definitivamente a presidência da República para levar o caos às ruas. Na semana passada, integrantes desses grupos entraram em confronto com a polícia e vandalizaram diversas capitais.

É desejável, em uma sociedade democrática como a brasileira, que organizações de todas as matizes ideológicas possam se manifestar livremente, mas a violência não deve ser admitida em hipótese alguma.

DISCURSO DO MEDO – Agora, com o PT fora do poder, os chamados movimentos sociais ligados ao partido perderam uma milionária fonte de renda e apelam para o discurso do medo. O MST ameaça intensificar as invasões deixadas em segundo plano durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Os movimentos do campo iniciarão, a partir dos próximos dias ou das próximas horas, ocupações de terras, de latifúndios”, afirmou Alexandre Conceição, um dos coordenadores nacionais da organização, após o discurso da ex-presidente no Senado na segunda-feira 29.

Faz coro com o líder do MTST, Guilherme Boulos. O dirigente do Movimento dos Sem Tento cometeu o disparate de atacar a soberania do Congresso Nacional. “Não reconhecemos no Senado a legitimidade para decidir os destinos do País. A resistência seguirá nas ruas”, afirmou.

Na manhã da terça-feira 30, seus liderados partiram para a ação. Paralisaram as principais vias da capital paulista com barricadas de pneus. Foram retirados pela Polícia Militar, que autuou quatro militantes pelos crimes de resistência e dano ao patrimônio público.

CUT SEM RECURSOS – O fundamentalismo equivocado também parece acometer a CUT. Fundada pelo ex-presidente Lula, a central segue o mesmo discurso. Promete não dar trégua a Temer, embora não tenha conseguido reunir mais de mil militantes para acompanharem a votação do impeachment, em Brasília. A CUT culpou a ausência de recursos do PT para pagar a viagem de seus militantes, em uma demonstração pública de falta de independência.

Nos últimos treze anos, os movimentos sociais ligados ao PT foram cooptados e caíram no ostracismo. Assistiram à ascensão de outros grupos mais à esquerda e livres para criticar os antigos governos e reivindicarem suas bandeiras históricas. No meio sindical, a CUT perdeu espaço. Durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma, a taxa de representatividade da central, índice que demonstra o número de sindicatos e trabalhadores sob a sua bandeira, caiu de 38,3% para 34,4%, segundo o Ministério do Trabalho.

MOVIMENTOS EM CRISE – Agora, a radicalização se tornou uma estratégia equivocada de sobrevivência dos movimentos ligados ao PT. Eles tentam reverter a perda de espaço durante os anos do partido à frente do Palácio do Planalto. Foram tempos em que UNE, CUT, MST e MTST deixaram de lado seus discursos. Tornaram-se apêndices do projeto petista e irrigaram seus caixas com financiamento estatal.

O Movimento dos Sem Terra, de João Pedro Stédile, abocanhou R$ 152 milhões no primeiro mandato petista. Uma espécie de compensação pelo fato de a reforma agrária ter deixado a lista de prioridades dos governos petistas. O MTST, de Guilherme Boulos, não ficou para trás. Em 2014, recebeu mais de R$ 80 milhões do programa “Minha Casa, Minha Vida.”

As benesses contemplaram ainda a renda de dirigentes estudantis e sindicais. O melhor exemplo é o do presidente da CUT, Vagner Freitas. Ele engordava seus ganhos com a participação em reuniões do conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Tinha a companhia de outros militantes que descobriram – e agora perdem – as regalias dos cargos de confiança.

GUERRA CIVIL? – Não se pode aceitar que, em nome de um projeto de poder cassado de forma legítima, seus militantes reproduzam com atos descabidos a cólera dos discursos políticos, como o realizado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), que chegou ao absurdo de afirmar que a saída de Dilma Rousseff levaria a uma guerra civil e recomendou à população: “Entrincheirem-se. O conflito será inevitável.”

Para um País que precisa de pacificação, o barulho não poderia vir em hora tão inoportuna.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEste domingo tem manifestação na Avenida Paulista. A radicalização tem apoio dos black blocs, que estão fazendo depredações. Mas a tendência é de que esses protestos percam intensidade. (C.N.)

11 thoughts on “MST, CUT e MTST ameaçam parar o País e inviabilizar o novo governo

  1. Não compreendo a dificuldade da polícia em evitar ao menos uma parte dessas depredações. Outro dia vi na televisão a tropa de choque avançando lentamente para retirar os manifestantes, mas enquanto isso os vândalos corriam e destruíam vitrines, portas e abrigos de ônibus mais à frente e nas entradas das ruas laterais. Meia dúzia de carros da polícia, orientados pelo helicóptero Águia que acompanhava tudo, que partissem pelas vias laterais e cercassem os vândalos mais à frente conseguiriam pelo menos reduzir os danos e prender alguns, sem precisar de aumentar a violência contra os manifestantes legítimos. Tive a impressão de que a polícia queria evitar o conflito, e fazendo isso fez o jogo dos vândalos, que agem tranquilamente sabendo que a repressão não chega até eles.

  2. O arruaceiros desses movimentos ligados ao PT, estão desesperados, que com a saída do PT do governo perderam a boquinha. Agora vão ter que trabalhar. Essa baderna sem justificativa, que está acontecendo em São Paulo e outras capitais por uma minoria com interesse escusos é caso de polícia, trata-se de criminosos que querem completar o que o PT fez com o país: levar definitivamente o país para o precipício.

  3. “MST, CUT e MTST ameaçam parar o País e inviabilizar o novo governo”.
    Aí passa a não ficar somente na esfera da PM.
    É assunto que envolve a segurança nacional.
    Parar é o escambau.

  4. ´Nenhum movimento social terá a coragem de parar o Estado de São Paulo.
    Efeagacê Alckimin-tira tem de manter o Padrão das Estatísticas da ONU com referência a Violência Pública.
    Ainda mais que agora essas estatísticas da tucalãndia hollywoodiana estão mais baixas que da Suiça, Suécia, Noruega, Finlândia, perdendo feio para o Estado de Sãoi Paulo
    Efeagace Alckimin-tira e seu Mágico Mago Secretário da Violência Pública conseguiram ZERAR A VIOLÊNCIA.
    E não é qualquer Movimentozinho de Araque que vai fazer bagunça, arruaça, quebra-quebra, furar o Pato Gigante na Avenida Paulista e se temer a besta com o Bunker da Folha/Estadão/Globo/Veja/Istoé……….

    Corra Que a Puliça TucaNazis Vem Ai…..

  5. Em Paris, a elite petista se manifestou em um show de Caetano Veloso, e gritou “Fora Temer”, em Paris, repito!

    Vagabundos e desordeiros dizem que vão parar o país, pois deveriam parar … Paris!

    Enquanto as “otoridades” continuarem se omitindo quanto às medidas que devem ser levadas a efeito para conter a baderna, quem tiver a fachada de sua loja ou bancos com suas vitrines quebradas, que ingressem na Justiça por damo moral e material contra o governo estadual, simples, pelo fato de não cumprir com as suas obrigações CONSTITUCIONAIS!!!

    Nenhum desses criminosos pertencem a movimentos sociais, mesmo porque esses grupelhos eram a milícia petista, a “infantaria”, que dava a cara para bater ou saía ateando fogo e brigando com quem estivesse na frente.

    Se esta revolta quer dizer que precisam de teto, de terra, de trabalho, não entendo como querem Temer deposto para continuar na mesma merda, ou seja, querendo teto, terra, trabalho, a menos que são profissionais do vandalismo, sendo pagos pelo que ocasionam de balbúrdia, que é o caso, indiscutivelmente.

    Reitero que a polícia está muito branda, molenga, complacente.

    Até um policial militar ser morto ou gravemente ferido para tomarem as atitudes necessárias será tarde demais, e depois não adianta o prefeito ou governador cumprimentar a viúva do policial durante o enterro daquele que foi assassinado por delinquentes, que agiam livremente!

    “INFINITAMENTE “TEMER” PELO FUTURO, QUE VÊ-LO AFUNDADO “Dilma” vez!

  6. rárárá, mídia de merda, o que falta neste país é uma revolução civil, para mostrar a esta elite hipócrita a força e poder de um povo que é maioria. Em todos os países que hoje não há este abismo social, foi necessário pegar em armas e mostrar as elites que elas devem temer .

  7. Marias … Antonias…

    O PT veio formando a milícia nos últimos 35 anos…

    Os governos dos ultimos 35 anos não resolveram a situação social desses militantes. Se o tivesse feito certamente a maioria optaria por desligar-se dos movimentos…
    Deve ter muita gente cobrando a conta de verdade em meio a esses profissionais do vandalismo.

    O ministro careca saiu outro dia cortando pézinhos de maconha com um facão cego….
    Que mensagem de força isso traz?

    O Temer “saiu fora” no dia da posse, com um diálogo na TV que mais parecia um aviso:

    -“Povo Brasileiro, fiquem tranquilos, não haverá gastos com Joãos-Santanas da vida no meu governo, que eu sou meu própio marketeiro e que Deus nos ajude”
    Poupou até nos eu-lo-ei-lo-êi…
    Que mensagem de força isso traz?

    Sinto muito, não estou apelando para o populismo, mas esse governo está mais pra Tang geladinho que pra qualquer outra coisa…

    Como não será possivel acalmar oa animos provendo estabilidade para essa milicia petista (não conseguiram em 30 anos como conseguiriam agora?), a melhor coisa a fazer é reprimir as manifestações drasticamente…
    Como nos tempos do bar da Paulista com a Angélica, fechava-se todo o perímetro de camburão e levava todo mundo pra dar uma ‘vorta’….

    Infelizmente não ha outra solução senão reprimir drasticamente, retomando a ordem, protegendo a maioria dos cidadãos que não quer tomar parte dessa guerra…

    Temer, dessa vez voce entrou no cargo antes do “carandirú” explodir …
    Contenha a baderna antes que o sangue inocente comece a rolar…
    Imagino que voce seja mais competente que o careca… Mostre!

    Nome dessa guerra: “Lula-Solto”

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