Mudança climática e biodiversidade são temas que não interessam ao Ministério do Meio Ambiente

TRIBUNA DA INTERNET | A realidade que se impõe vai tirar Ricardo ...

Charge do Tacho (site Charge Online)

Marcelo Parreira
TV Globo — Brasília

A auditoria anual das contas do Ministério do Meio Ambiente mostra que a pasta deixou de seguir o planejamento estratégico, executou em 2019 somente uma pequena parcela do orçamento para programas de mudança do clima e conservação da biodiversidade e não lançou editais para pesquisa nessas áreas, informa relatório publicado pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Os auditores analisaram a execução do orçamento de três áreas: mudança do clima, conservação e uso sustentável da biodiversidade e qualidade ambiental.

CRÍTICA E RESPOSTA – Sobre mudança climática, dos R$ 10,3 milhões autorizados no orçamento, apenas 13% foram efetivamente utilizados. O percentual de execução para conservação e uso sustentável da biodiversidade também foi parecido — 14%. Mesmo o orçamento para qualidade ambiental, um tema de interesse do ministro Ricardo Salles por estar relacionado à agenda ambiental urbana, teve somente 6% de execução.

O G1 pediu manifestação do Ministério do Meio Ambiente a respeito da auditoria e recebeu a seguinte nota:

“O relatório da CGU reconhece e destaca que o MMA alterou seu planejamento estratégico, sua estrutura e suas prioridades orçamentárias, com prioridade para recursos destinados aos programas de Qualidade Ambiental Urbana: resíduos sólidos, saneamento e qualidade do ar.”

FUNDO NACIONAL – Um exemplo da reduzida parcela utilizada dos recursos é o Fundo Nacional do Meio Ambiente, criado em 1989 para apoiar projetos socioambientais.

Do orçamento de R$ 4 milhões do fundo, somente uma parcela de 1,4% foi efetivamente liquidada. O empenho, ou seja, o compromisso do governo em usar os recursos, foi de quase 100%, mas somente pela execução de projetos de anos anteriores.

A auditoria aponta que não houve lançamento de editais para uso dos recursos do fundo em 2019, e os recursos de 2020 seriam destinados conforme o previsto pelo novo conselho gestor do fundo — em um dos colegiados em que o governo federal alterou a composição para remover representantes da sociedade civil.

MUDANÇA DO CLIMA – Outro caso é o do Fundo Nacional sobre Mudanças do Clima, que financia desde 2009 projetos e estudos sobre como reduzir a emissão de gases do efeito estufa e a adaptação aos efeitos da mudança do clima.

O relatório aponta que houve um aumento entre 2018 e 2019 nos recursos autorizados pelo Congresso para o fundo, chegando em 2019 a R$ 8 milhões, dos quais 9% executados — contra 94% no ano anterior. “O Fundo Clima não apoiou novas iniciativas em 2019 em razão da revisão do decreto que estabelece a composição do seu Comitê Gestor”, explicaram os auditores.

Como aponta o documento, a regulamentação do novo comitê gestor do fundo também “reduziu o número de assentos destinados à sociedade civil, aumentou a participação de representantes do setor privado e excluiu a representação de Estados e Municípios no colegiado”.

COMITÊS E CARGOS  – As mudanças estruturais no ministério, aliás, também foram abordadas na auditoria. A exemplo do comitê gestor do fundo para o clima, outros 77 colegiados vinculados ao ministério foram extintos, com apenas seis recriados.

Além disso, quase um quinto dos cargos de confiança que só podem ser preenchidos por funcionários de carreira permaneciam desocupados em maio deste ano.

Em algumas áreas, como a Secretaria de Biodiversidade, há até seis cargos de coordenação vagos. O ministério foi questionado pelos auditores sobre o tema e disse que “tem buscado a reforma de sua atual estrutura, considerando o seu novo Planejamento Estratégico, pois avalia que o desenho institucional atualmente em tramitação na Casa Civil promoverá uma estrutura mais enxuta e adequada ao atingimento de suas finalidades”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Está explicado. O ministro não gasta as verbas e devolve o dinheiro, para agradar Bolsonaro. Com essa estranha e ineficaz estratégica administrativa, o ministro está destruindo o meio ambiente e provocando uma perigosa reação internacional contra o Brasil. Se preservarmos o ambiente, só teremos a lucrar. Mas quem se interessa? (C.N.)

4 thoughts on “Mudança climática e biodiversidade são temas que não interessam ao Ministério do Meio Ambiente

  1. Se Deus existe, nos deu de presente um planeta lindo, privilegiado, dos poucos que propicia tudo necessário a termos uma vida. Os seus habitantes, entretanto, multiplicam-se desvairadamente e, hoje, a Terra tem 3 vezes mais gente do poderia sustentar de modo plausível e equilibrado. O mundo precisa entender a necessidade imperiosa do controle de natalidade. Mas o bicho homem é burro demais para entender isso. E quando entra religião no meio, aí o caldo entorna. O resultado é óbvio: logo teremos nossa auto-destruiçlão.

    • Antônio, a explosão demográfica constitui-se uma grave ameaça sim, apesar de insidiosa. Insidiosa, pois, por maior que seja a saga destrutiva, o desequilíbrio ambiental, via explosão demográfica, depende da antropocidade de milhões de seres humanos, em muitas frentes.
      Agora, você quer ver uma pontencial hecatombe, a qual pode depender de pouquíssimos homens, para aniquilar infinitos viventes, é a que resulta deste trio apocalíptico: Inteligência Artificial + Neurociências + Física Quântica!. Já está em andamento, e em estágio avançado! Rússia, China, Israel, EUA, Irã…..

  2. COMENSALISMO NA SUPERPOPULAÇÃO

    Damião e Cosme são irmãos gêmeos. Ambos contraíram matrimônio quase que simultaneamente. Devido à obra do acaso, os dois casaram com mulheres estéreis. Sentindo-se desconfortados por não terem um filho, Damião e a esposa decidiram adotar uma criança. Seguindo o exemplo do primeiro, o casal Cosme também resolveu aderir ao processo de adoção. Mas com uma diferença: como a renda familiar do segundo casal era cinco vezes superior à do primeiro, assim, Cosme tomou cinco guris; todos com a mesma idade do pupilo de Damião.

    DEDUÇÃO ERRÔNEA:

    Certa ocasião, em conversa com Damião, Cosme ouviu o seu mano dizer que o dispêndio com o único filho adotado era de R$ 120,00 ao mês. Cosme, por seu turno, fez uma rápida regra de três direta, através da qual projetou em R$ 600,00 (120 x 5) mensais a despesa com sua meia dezena de pimpolhos. Dali, então, passou a monitorar o gasto médio, mensal, com os seus cinco; chegando a R$ 900,00 (50% além do que havia previsto). Perplexo diante do resultado, Cosme tentou, em vão, contrair os números. Observando, examinando, descobriu o porquê da sua falsa estimativa: ocorre que, quando se trata de um grupo disputando os mesmos interesses, aí entra em cena uma competição predatória (uma forma de esperteza preventiva) entre os indivíduos, cuja consequência principal é a oneração no bolso do provedor. O mesmo fenômeno não se verificava com Damião, porque ele era mantenedor de apenas um dependente, concorrente de si mesmo.
    Agora, comparemos o pobre Cosme à mãe natureza; superlotada com mais de 7,8 bilhões de “humanóides”, distribuídos em famílias diferentes, travando uma luta de vale-tudo para sobreviverem e/ou acumularem bens. E à medida que incha o número de competidores, as oportunidades ficam mais escassas. Tal paranóia sugere a cada elemento a constatação de que valores como: solidariedade, ética, pudor, senso ecológico etc., passam a representar freios àqueles maratonistas, cuja obsessão maior, nesta corrida insana, é deixar seu concorrente para trás. Apenas para ilustrar: quando dois cavaleiros disputam o primeiro lugar, a princípio, os grandes perdedores são os cavalos (a natureza), as vítimas de chibatadas e açoites dos seus montadores. Porém, a “vingança” dos cavalos é, quase sempre, certa. Pois, ao serem superexcitados para competir, muitas vezes, acabam tropeçando e lançando seus montadores algozes (os homens) por terra.
    Isso nos leva à seguinte inferência: as grandes mazelas contemporâneas caminham sobre o tripé constituído pela superpopulação (a causa), pelo consumismo (a concausa) e pela degradação ambiental ou entropia (a consequência). Porquanto, mesmo que não haja mais nenhuma medida capaz de reparar os estragos já feitos, ainda assim, controlar drasticamente a taxa de natalidade global (entre humanos) seria uma forma de evitar o pior (coerente com o que havia preconizado Thomas Malthus e Jeremy Nifkin). Este último defende, para o planeta terra, um contingente ideal de no máximo 2.000.000.000 de pessoas; menos de 25,64% (quase 1/4) da população vigente, estimada em 7,8 bilhões. Embora saibamos que tal “castração” possa-nos parecer inexequível. Pois ela iria entrar em rota de colisão com o próprio instinto de multiplicação da espécie. Ademais, ora, os governos usam seus quantitativos populacionais como trunfos para obter vantagens nas negociações internacionais. Mas, sobretudo, iria enfrentar a sabotagem das forças que movem o mundo: megaempreendimentos, religiões e política. Para essa trindade dominante, cada indivíduo que nasce é um potencial consumidor, dizimista e eleitor respectivamente. Coincidentemente, são estas três vertentes o financiador daquela que se autoproclama a formadora ou manipuladora das opiniões – A GRANDE MÍDIA. Alfim: recusar produtos de origem estadunidense, já que é a única nação a negar-se, sistematicamente, a assinar quaisquer protocolos que tratem de reduzir a emissão de poluentes, ao contrário: os EUA fomentam o consumismo, embora seja o maior degradador do planeta. Foi também o país que inventor uma das piores pragas para o meio ambiente: os artigos descartáveis ou fungíveis.
    Por outro lado, apesar de os eventuais entraves sobrecitados, resta à geração vigente aliar-se, em defesa da sua própria causa, com a lei que revoga as demais – A LEI DA SOBREVIVÊNCIA. Porque, do jeito que a coexistência cosmopolita vem-se arruinando, não vai demorar muito para quem ficar vivo comemorar a morte de mais um que se foi. Ou, na pior das hipóteses, torcer para que as catástrofes reguladoras, naturais, da densidade demográfica, como: pandemias, tsunamis, furacões, inundações, secas etc., ocorram com maior intensidade. Assim, mais do que sempre, a vida passa a ser o acaso duma “roleta russa”. A propósito, se o litoral asiático não tivesse tão povoado, o Tsunami de dezembro/2004 não havia ceifado tantas vidas, como se tivesse ocorrido há cem anos!
    PS: recentemente, pensando apenas no seu faturamento sobre uma população a cada dia crescente, o magnata americano, Elon Musk, incluiu a redução populacional como uma ameaça em prol do extermínio da humanidade.

    O nome COSME significa COSMO, MUNDO, UNIVERSO…

     

  3. Esse ministério deveria se chamar: Ministério da Destruição Ambiental, tal a boiada que esta passando na legislação que protege a Amazônia e a Mata Atlântica. Quando secarem os rios e as cachoeiras e faltar água para o povo beber, quero ver se os militares vão ser chamados para resolver esse pepino, porque, em relação as queimadas na Amazônia, nada fizeram, além de Zero.
    Que tristeza esse país está.

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