Mudança na remuneração da poupança é mínima’, diz Mantega. Mas não é verdade

Carlos Newton

O ministro Guido Mantega, da Fazenda, afirma que a mudança na remuneração da poupança é “mínima” e não afeta os interesses e benefícios dos correntistas da caderneta de poupança.

Não é verdade. A poupança será remunerada pela TR (Taxa Referencial) mais 70% da Selic nos casos em que a taxa estiver abaixo de 8,5% ao ano. Hoje, a taxa está em 9% ao ano.

No caso dos depósitos feitos até a entrada em vigor da nova regra, não haverá mudanças na fórmula de remuneração, destacou Mantega. A remuneração, nesses casos, é de 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, mais TR. O cálculo da Taxa Referencial não será alterado.

“Para todos aquelas cadernetas com depósitos até o dia de hoje, as regras ficam exatamente como estão, remuneração é a mesma de hoje e os benefícios que poupança traz são exatamente os mesmos. Não haverá nenhum prejuízo para os atuais detentores”, disse.

O saldo atual das 100 milhões de cadernetas de poupança ativas é de R$ 431 bilhões, segundo o ministro.

Mantega explicou que a medida foi tomada para garantir o barateamento do crédito. “Teríamos uma invasão da poupança por grandes investidores em títulos do Tesouro [se a poupança se tornasse mais atrativa que investimentos em títulos públicos, lastreados na Selic]. Seria uma pressão para que a Selic suba, e não desça”, disse.

Deveria ter explicado que, para os juros baixarem e o Brasil seguir crescendo, a remuneração da poupança precisava ser menor. Simples assim. Acontece que Mantega é diferente de Dilma Rouseff, porque é totalmente curvado aos interesses dos banqueiros. Chega a ser meio corcunda.

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