Multado em quase 19 bilhões, o Itaú não pagará nada. Ninguém foi cassado em 1948, só o PCB e não o PCdoB, que nem existia. A Câmara se “libertou” do Planalto, Henrique Eduardo confessou: “Ninguém mais vai comprar parlamentares. Para onde vai o dólar de Dona Dilma?

Helio Fernandes

Dona Dilma ficou 68 dias na gaveta com a lista tríplice para indicar o novo Procurador Geral da República. Duas mulheres e um homem. Dona Dilma pensa (desculpem) que tendo que escolher entre um homem e uma mulher, é positivo preferir a mulher e preterir o homem. Não conseguiu.

Na própria Procuradoria (foto) existe um grupo altamente respeitável que defende a credibilidade da Procuradoria, baseado em dois fatos principais: 1) O Procurador Geral não deve ser reeleito, exerce mandato de dois anos e pronto. Em 15 de agosto de 2011, Dona Dilma reconduziu Roberto Gurgel, provocando descontentamento. Mas cumpria ordens de Lula, o que fazer?

2) O outro fato, jamais desconsiderado, é a colocação na lista tríplice. O primeiro é sempre o indicado. Dona Dilma queria escolher uma das duas mulheres, quebraria outra tradição. Foi aconselhada a não consumar o fato. As duas mulheres da lista são competentes, mas igualmente agregam e desagregam. Pertencem a grupos.

FALTA O SENADO REFERENDAR JANOT

A indicação já foi sábado para o Senado, este é sempre dócil e fagueiro no referendo. São raros, perdão, raríssimos, os vetos do Senado, geralmente por vingança ou represália. Em 1962, Jango indicou o velho Ermírio de Moraes para embaixador em Bonn (Berlim ainda não voltara a ser a grande capital).

Criador da grande empresa que o filho Antonio quase destruiu (foi salvo pelo Banco do Brasil, com um escândalo), foi vetado. Não se incomodou, disse na hora: “Vou para Pernambuco (onde nasceu) e volto senador”. Voltou mesmo em outubro, teve excelente relacionamento com todos.

Getulio Vargas nomeou o grande poeta Olegário Mariano embaixador em Portugal. Por vingança contra Vargas (era a única forma de coragem que tinham) aprovaram Mariano por 24 a 23. O poeta pediu audiência a Vargas, disse: “Presidente, fui derrotado, não volta mais para Portugal”.

Pragmático, Vargas abraçou Mariano, falou: “Você foi aprovado por 1 voto, a Constituição diz que tem que ser aprovado, não fala na diferença”. E riu muito. Mariano foi excelente embaixador. Poeta popular, falava e entendia a alma das ruas.

Isso vem provar que talvez depois de amanhã, 4ª feira, Rodrigo Janot já estará na bancada que ocupará por 2 anos. Se não estiver, continua a interina.

O DÓLAR, TOMBINI, MANTEGA, DONA DILMA

A ordem é essa mesma. A moeda americana é incontrolável, leva todos ao desespero. O presidente do BC inunda o mercado de dólares, não consegue estabilizá-lo. Mantega afirma: “Chegou a 2,40, agora não sei mais nada”. Dona Dilma, inócua, inútil, inoperante, não sabe o que dizer.

Quando o dólar estava em 1,70, todos rezavam: “Seria ótimo se chegasse a 2 reais”. Tanto o 1,70, o 2,00 imaginário e o 2,40 surpreendente, unem todos eles pelo não saber. Mas desunem a economia, não a deles e sim a do país.

ATO SIMBÓLICO, MAS EQUIVOCADO.

Decidiram “devolver” o mandato de 14 deputados do PCB, que teriam sido cassados. Eles foram eleitos para a Constituinte de 1945, que promulgou a Constituição de 1946. O mandato deles iria até 1950. Em 1948 o Partido Comunista Brasileiro teve seu registro eliminado pelo Tribunal Eleitoral, por 3 a 2, disputa duríssima.

Pessoalmente não foram cassados, ficaram sem partido. E antes mesmo da decisão do Tribunal, todos já estavam na clandestinidade ou fora do Brasil. Esqueceram de falar em Luiz Carlos Prestes, que em 1945 se elege senador e deputado pelo Distrito Federal , e deputado por mais 6 estados. (Getúlio Vargas, a mesma coisa)

Naquela época, a legislação permitia que o cidadão se candidatasse a deputado e a senador, simultaneamente, por 7 estados. Lógico, não podia assumir ou exercer dois mandatos, tinha que escolher. Prestes e Vargas optaram pelo Senado, renunciaram aos lugares de deputados, deixando as vagas para candidatos com menos de 800 votos.

Na Câmara Municipal do Rio (então Distrito Federal), com 50 vereadores, os comunistas elegeram 19, a UDN, 12, e o PTB, 11.

Os debates diários, magníficos. Os comunistas desapareceram, Lacerda e Adauto Cardoso renunciaram, não tinha mais graça.

Em São Paulo, renunciou o vereador do PDC, Franco Montoro. Assumiu então o primeiro suplente, Janio Quadros, que em 12 anos chegou a prefeito, governador e presidente da República (mas isto é outra história).

Aliás, se é para fazer História, devolvam simbolicamente o mandato de Luiz Carlos Prestes. E corrijam o que saiu errado em jornais e televisões. O registro cassado foi do PCB e não do estranho PCdoB, que só apareceria dezenas de anos depois. Carreirista, nunca passou de 12 deputados, mas que voracidade por cargos.

RIGOROSAMENTE VERDADEIRO

Em 1948 ninguém foi cassado. Os 14 deputados do PCB e o senador Prestes poderiam ter continuado sem partido ou se filiado a outro. Numa análise errada da situação, ficaram com medo de serem presos.

Ora, depois de 15 anos de ditadura (de 1930 a 45), com eleição (falsa, mas eleição), ninguém seria preso. Curiosidade de 68 anos passados: eu ia todo dia à Constituinte (no belo Palácio Tiradentes, hoje ocupado pela mediocríssima Alerj), escrevendo para a revista O Cruzeiro. Via tudo, ficava revoltado quando Prestes (comunista) e Plínio Salgado (integralista), sentados lado-a-lado (não precisavam), conversavam animadamente.

Depois, um ia para a tribuna, o outro para o microfone de apartes, se agrediam com palavras, quase palavrões. Naquela época, não é como hoje, só existiam três microfones. O da tribuna propriamente dita, um na esquerda do plenário, outro na direita.

Hoje, sentados com microfones em todas as poltronas, fazem discursos “paralelos”, que apelidei de “bancada do parabenizo V. Exa.”. O aparte é sempre a favor, sem a menor cerimônia.

A GRANDE INCONSTITUCIONALIDADE

Quase na madrugada, deputados aprovaram por maioria esmagadora o que chamam de “orçamento impositivo”, para emendas de parlamentares. O que entrava no toma lá, dá cá, agora é recebido na hora. O Senado aprovará com a mesma facilidade. Como é emenda, supostamente constitucional, não vai à presidente, mas irá ao Supremo. Embora este só mereça confiança restrita, tem que fulminar o que foi votado, e que o presidente da Câmara saudou (ou SALDOU) desta forma: “Agora ninguém mais vai comprar parlamentares”. Quer dizer que antes compravam?

Os parlamentares até poderia votar e aprovar o ORÇAMENTO IMPOSITIVO para a União. No total, podem. No particular, é sinônimo de corrupção e abuso do poder de legislar em causa própria.

Durante anos e anos, parlamentares que fizeram História, nada a ver com os de hoje (Raul Pilla, Milton Campos, Afonso Arinos), na Câmara e no Senado, tentaram aprovar todo o Orçamento como IMPOSITIVO e não apenas AUTORIZATIVO, não conseguiram.

Nenhum presidente aceitava isso. Mas nenhum deles, “nunca, jamais, em tempo algum”, tentou PEC para os seus próprios interesses. A função principal do Supremo é defender e salva a Constituição.

(Parece que apoio os EUA. Bem longe, mas admiro sua Constituição de 225 anos com apenas 24 emendas. E algumas delas, como a Primeira, aliás, da Primeira à Sexta, já planejadas na própria Constituição de 1788. Rui Barbosa, quando redigiu o projeto da Constituição de 1891, se baseou na Constituição americana).

A SONEGAÇÃO DO ITAÚ

Publiquei aqui, como todos os órgãos (uma surpresa o fato de não terem escondido o banco, que em 2012 teve lucro limpo e livre de 13 bilhões). Mas na segunda-feira o Itaú será escondido, protegido, redimido.

Não pagará nada, tudo será uma espécie de clone da “faxina” de Dona Dilma. Perguntinha ingênua, inócua, inútil: se a sonegação é de 2008, porque a multa e a revelação demoraram até 2013?

Data vênia, tudo será devidamente e democraticamente acertado. O Itaú vai dizer que não houve sonegação, apenas técnica diferente de”contabilizar”. E A Receita, que não quer perseguir potências como o Itaú, vai reconhecer, “como é que não percebemos a diferença nos “lançamentos”? E pedirá desculpas ao Itaú.

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PS – Roberto, você está certíssimo ao dizer que logo,logo nos dicionários, Lula e Maluf, estarão como sinônimos de roubar.

PS2 – Lembro que em 1946, depois de promulgada a Constituição, mocíssimo, fiz minha primeira viagem à Europa, completamente devastada. A televisão ainda não tinha sido inventada, era um horror ao vivo.

PS3 – Fiquei mais de 1 mês, vi muita coisa. Em matéria de destruição, Colonia (Alemanha) e Coventry (Inglaterra) desapareceram. Não demorou muito e foram popularizados os verbos “colonizar” e “coventrizar”, o que acontecerá com os personagens citados por você.  

PS4 – O homem é um insensato, qualquer que seja o setor em que atue. No atletismo, treina 10 anos para se transformar em herói correndo 10 segundos.

PS5 – Usain Bolt, cada vez em maior velocidade, coloca a Jamaica no topo do mundo. (A mesma Jamaica que a Rainha Vitoria mandou o pirata Morgan queimar, hoje, transformadas em ruínas históricas e atrações turísticas).

PS6 – Bolt é uma lenda. No Mundial de Moscou, que acabou ontem, disputou três provas, recebeu três ouros. O mais premiado das pistas de atletismo do mundo todo.

PS7 – Não consigo entender a estratégia (?) do Barcelona. Paga uma carroça de dinheiro a Neymar, ao Santos e seus acionistas, e deixa o craque no banco. Nos três amistosos, ele jogo poucos minutos.

PS8 – Ontem, abertura do campeonato oficial, ele fica no banco qté os 19 minutos do segundo tempo, entra quando o Barcelona já ganha de 6 a 0.

PS9 – Tem 26 minutos para a incógnita. Se fizer um gol, dirão, “mas já estava 6 a 0”. Se não marcar, como não marcou, implacáveis: “Nem entrando com 6 a 0?”

PS10 – Parece que não há dúvida: “Messi tem mais influência no Barcelona do que Rogério Ceni no São Paulo”.

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10 thoughts on “Multado em quase 19 bilhões, o Itaú não pagará nada. Ninguém foi cassado em 1948, só o PCB e não o PCdoB, que nem existia. A Câmara se “libertou” do Planalto, Henrique Eduardo confessou: “Ninguém mais vai comprar parlamentares. Para onde vai o dólar de Dona Dilma?

  1. José Ermírio de Morais, um dos financiadores da campanha de Jânio, em 1960.

    Em 1961 o presidente Jânio o indicou para embaixador ao Senado, que não o rejeitou.

    Jurou José Ermírio que em 1962 seria eleito senador, o que ocorreu, por Pernambuco, seu estado natal, onde tinha negócios.

    Foi senador aguerrido de 1963 a 1970, defendendo o setor mineral nacional, denunciando multinacionais. como a Hanna Corporation.

    Foi ministro da Agricultura do Governo João Goulart – jan a jun/1963.

  2. A meu ver não é tanto o Dólar que é incontrolável, mas o fato da Economia Brasileira quase sempre operar em duplo Deficit. Deficit no Balanço de Pagamentos Internacional (+- US$ 80 -100 Bi/ano), e Deficit Fiscal(Orçamentário) de +- 3,5% do PIB (R$ 175 Bi/ano). Nosso Governo gasta muito com Juros, Custeio e Aposentadorias/Pensões principalmente do Funcionalismo. Cobrimos esses Deficits, que são frutos de Custeio da Máquina e não de Investimentos, com Capital Internacional, em outras palavras, desnacionalizando nossa Economia Nacional (Privada e Estatal). Só de 2004 – 2008 conseguimos reduzir nosso Déficit no Balanço de Pagamentos e formamos uma bendita Reserva de US$ 420 bi, que agora temos que ir queimando para tentar controlar o Câmbio, e estamos hoje com Reservas de +- US$ 370 Bi. Quando a conjuntura era favorável ao ingresso de Capital Internacional, pois ganhavam no Juro e no Câmbio com o Real se valorizando, eles investiam aqui, agora que perdem mais no Câmbio do que ganham de Juros, retornam para o Exterior. Estima-se que o Dólar chegará a R$ 2,70 até o fim do ano. É triste a vida de quem depende dos outros. Precisamos ir reduzindo nosso Duplo Deficit, e ir nos INDEPENDIZANDO do Capital Internacional. Capital bom é Capital Nacional. Abrs.

  3. Jornalista Hélio Fernandes:

    O cassado foi o Partido Comunista do Brasil com a sigla PCB que depois da cisão em 62 mudaram a denominação para Partido Comunista Brasileiro permanecendo com a sigla PCB. Os contrárfios a mudança se reagruparam e mantiveram a denominação Partido Comunista do Brasil e adotaram a sigla PCdoB como forma de diferenciação. O Partido Comunista Brasileiro – PCB mais adiante se subdividiu e um grupo continuou no PCB e outro, liderado pelo Roberto “Traíra” Freire fundaram o PPS.

    Cruz Alta RS

  4. Quanto aos verbos lular e malufar serem sinônimos, nada a contestar. E quem decidiu que seriam sinônimos foi o próprio Lula, que escolheu voluntariamente associar sua imagem e sua história ao Maluf. …e tudo pra ganhar uma eleição.

  5. 18/08/2013 às 22:55 \ Feira Livre 9Augusto Nunes)
    ‘Um governo preso numa teia de erros’, de Rolf Kuntz

    Publicado no Estadão deste sábado

    ROLF KUNTZ

    Trem-bala, conta de luz, câmbio, Copa, inflação, pré-sal, gasolina, orçamento – por onde começar? Com pouco mais de um ano de mandato pela frente, a presidente Dilma Rousseff só realizará alguma coisa se romper uma teia de trapalhadas construída por ela mesma, com a colaboração de um dos Ministérios mais incompetentes da História e com material em parte próprio e em parte deixado por seu antecessor. Algumas decisões serão especialmente complicadas. Se continuar reprimindo os preços dos combustíveis, com ajustes insuficientes, agravará a situação da Petrobrás, já complicada por erros acumulados em vários anos – incluída a obrigação de controlar pelo menos 30% dos poços de petróleo do pré-sal.

    Se atualizar os preços da gasolina e do diesel, as pressões inflacionárias ficarão mais soltas. Isso será melhor que represar os índices, mas será preciso apertar e talvez ampliar a política anti-inflacionária. Outras decisões serão tecnicamente mais fáceis, como o abandono do projeto do trem-bala. Mas falta saber se o governo estará politicamente disposto a admitir o recuo e reconhecer a acumulação de custos inúteis. Mesmo sem sair do papel, o projeto custará pelo menos R$ 1 bilhão até o próximo ano, somadas os valores acumulados a partir de 2005 e o do projeto executivo, segundo informou O Globo.

    O trem-bala é só um exemplo de objetivos mal concebidos, mal planejados e perseguidos com invulgar incompetência, A Copa do Mundo, com projetos em atraso e custos multiplicados, talvez seja o caso mais visível de um compromisso assumido de forma irresponsável e sem avaliação de prioridades.

    Parte da herança recebida pela presidente Dilma Rousseff, esse compromisso, além de impor despesas crescentes e graves constrangimentos ao governo, limita seu espaço de ação. A menos de um ano do começo dos jogos, um recuo parece impensável. Para garantir a conclusão pelo menos das obras mais importantes o governo terá de intervir com dinheiro. Quando o prazo ficar muito apertado, será inútil jogar a responsabilidade sobre os parceiros privados. Será preciso gastar e ampliar o buraco nas contas públicas.

    Essas contas já vão muito mal e tendem a piorar nos próximos 12 meses também por causa das eleições. Mas o governo, até agora, tem exibido muito mais preocupação com a aparência do que com a situação efetiva de suas finanças. O quadro tem piorado com o uso crescente de maquiagem para enfeitar o quadro fiscal e os números da inflação.

    Essa maquiagem, a mais cara e menos eficiente do mundo, tem borrado os limites das políticas fiscal, de crédito e de combate à inflação. Um dos grandes retrocessos dos últimos anos tem sido a crescente promiscuidade entre o Tesouro e os bancos federais, principalmente com o BNDES. Recursos fiscais também têm sido usados na maquiagem de preços. Para disfarçar os custos, em vez de combatê-los de forma efetiva, o governo criou uma embrulhada com as empresas de energia elétrica.

    As tarifas foram contidas e isso se refletiu por algum tempo nos índices de inflação, mas a conta para o governo está saindo bem maior do que as autoridades haviam calculado. O custo para o Tesouro, segundo informou o Estado, pode chegar a R$ 17 bilhões, o dobro do valor estimado pelas autoridades no começo do ano. O novo cálculo, mais completo, é atribuído ao consultor Mário Veiga, um especialista em energia. Só esse acréscimo anularia 85% do corte de R$ 10 bilhões prometido na última revisão do Orçamento – se esse corte fosse para valer.

    A isso ainda seria preciso somar, entre outros itens, os R$ 6 bilhões anunciados pelo governo para emendas orçamentárias, principalmente, é claro, de parlamentares aliados. Mas os desembolsos com as emendas ficarão maiores e mais difíceis de comprimir, nos próximos anos, se o projeto de orçamento impositivo, já aprovado na Câmara, passar pela etapa final, Os vereadores federais, também conhecidos como congressistas, poderão mais facilmente realizar sua política paroquial, mais uma forma de pulverizar e desperdiçar recursos do Tesouro Nacional.

    Sem apoio firme no Congresso, sem competência gerencial, sem ministros capazes de planejar e de executar políticas e sem coragem de reconhecer e de enfrentar os desafios mais sérios, o governo da presidente Dilma Rousseff criou e deixou acumular-se a maior parte de seus problemas, Por mais de dois anos insistiu na prioridade à expansão do consumo, sem cuidar da eficiência econômica e da capacidade produtiva. Foi incapaz de reconhecer o esgotamento da política de ampliação do mercado interno – um objetivo importante, mas insuficiente quando tratado de forma isolada.

    Inflação, descompasso entre importações e exportações e erosão das contas externas foram as consequências mais visíveis desse erro. Em vez de atacar a inflação, o governo manteve a gastança, tentou maquiar os preços e ainda promoveu de forma voluntarista uma prolongada redução dos juros.

    Uma política mais prudente, mais corajosa e mais voltada para o longo prazo teria tornado a economia nacional mais eficiente e menos dependente do câmbio para a competição global. Ao mesmo tempo, uma inflação mais baixa, como em outras economias emergentes, tornaria mais fácil absorver os efeitos da depreciação do real.

    Como toda a política foi errada, também nesse caso a escolha é muito custosa: o País fica mais competitivo com o dólar bem mais caro, mas o combate à inflação, nesse caso, tem de ser mais duro.

    Não há decisão fácil e confortável num ambiente de erros acumulados por muito tempo. Com a aproximação das eleições, quantos erros o governo estará disposto a atacar seriamente, em vez de apenas continuar disfarçando?

  6. ATÉ QUANDO VAMOS ATURAR ESSA IMENSA DESIGUALDADE DA NAÇÃO PARA COM OS CIDADÕES POBRES TODOS DEVEMOS TER DIREITOS E DEVERES IGUAIS PELO VISTO A CF/88 SÓ EXISTE PARA BENEFICAR OS PODEROSOS, CHEGA DE DESCRIMINAÇÃO PARA COM OS POBRES FINANCEIRAMENTE FALANDO.

  7. Hélio, corretíssima tua observação sobre a cassação do PCB em 1947, o PC do B é a frau8de comunista, na época não existia. Com o golpe interno no PCB em 1962 isolaram Prestes. No mesmo momento Marighella retirou-se do partido passando a agir individualmente. Quanto a cassação dos mandatos a Câmara não poderia tê-los cassado,mas prevaleceu a solução do Judiciário e quatorze parlamentares de todo o Brasil foram cassados. Além de Prestes, João Amazonas, Maurício Grabois, Carlos Marighella, Claudino Silva, Alcides Sabença, Gregorio Bezerra, Trifino Corrêa, Agostinho Oliveira, Alcedo Coutinho, José Crispim, Oswaldo Pacheco Silva e Milton Cayres de Brito. Hoje o suspeito PC do B usa o nome de Prestes e Marighella como se eles tivessem pertencido ao PC do B.

  8. Atenção com as datas. Marighella só rompeu com o PCB dois anos após o golpe de 64 e pouco antes do grupo do Gorender e Mario Alves que formou o PCBR. Naquele período da reunião da OLAS. O PCdoB é que foi criado antes do golpe no comecinho dos anos 60 pelo Amazonas, Grabois, Pomar, etc. Quando o Marighella foi preso e baleado no cinema, logo após o golpe pelo DOPS do Lacerda, ainda era do PCB.

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