Multinacional farmacêutica multada em US$ 3 bilhões por fraude na saúde

O sempre atento comentarista Yuri Sanson nos envia uma dessas notícias da maior importância, mas que a imprensa pouco divulga, os telejornais não mencionam e as rádios desconhecem. A informação foi distribuída por algumas agências internacionais, especialmente a France Press.

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A MAIOR MULTA JÁ APLICADA

A companhia farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) pagará uma multa recorde, de 3 bilhões de dólares, para encerrar os processos movidos pelo governo dos Estados Unidos relacionados com a promoção ilegal de medicamentos e mentiras sobre os preços. A Glaxo é uma companhia farmacêutica multinacional britânica; empresa de produtos biológicos, de saúde e vacina. Apontada em 2009 como a quarta maior empresa farmacêutica do mundo na venda de medicamentos de prescrição (após a Pfizer, Novartis e Sanofi).

A multa de 3 bilhões de dólares – possivelmente a maior de todos os tempos a uma empresa farmacêutica – abrange as infrações relativas a alguns dos medicamentos mais vendidos da GSK, entre 1997 e 2004.

A empresa teria subornado médicos a prescrever Paxil para crianças, embora as autoridades tivessem proibido seu uso para menores de 18 anos.

Seroxat ou Paxil é um anti-depressivo que fora prescrito durante muito tempo por anos à milhões de pacientes do Reino Unido até sua proibição em 2003, por ter sido a causa de suicídios.

As principais acusações remetem ao Wellbutrin (Zyban), outro medicamento para tratamento da depressão, e Avandia, para pacientes com diabetes.

Em 2010, a Glaxo foi multada em US$ 96 milhões depois que um informante denunciou os problemas de contaminação, além de uma operação “abafa” em uma fábrica de medicamentos em Porto Rico.

A maior multa anteriormente paga por uma empresa de saúde foi em 2009 pela farmacêutica americana Pfizer, dos inventores do Viagra, que pagou US$ 2,2 bilhões por promover ilegalmente quatro medicamentos para uso não aprovados.

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