Na Câmara Municipal do Rio, motorista ganha mais do que vereador.

Paulo Peres

Alguns funcionários da Câmara Municipal do Rio recebem supersalários que, em alguns casos, chegam a ser bem maiores que o vencimento de um vereador, atualmente, na faixa de R$ 15 mil.

Para temos uma ideia, um dos 11 motoristas da Casa recebe, brutos, R$ 27.021,55; o líquido chega a R$ 20.629,53. Um dos secretários datilógrafos tem direito, entre salários e vantagens, a R$ 29.062,53; um taquígrafo legislativo fica com R$ 27.244,83. Os vencimentos de um procurador chegam a R$ 48.871,27, com descontos, ele recebe R$ 32.560.08.

As distorções estão em todas as carreiras. Um dos agentes de segurança legislativa recebe R$ 18.895,85 e, um dos três agentes de manutenção de instalações elétricas, tem salário de R$ 16.109,92.

Entre os enfermeiros, há quem receba R$ 19.905,95, um dos assistentes legislativos recebe R$ 33.956,39 e os auxiliares de serviços administrativos têm vencimentos de R$ 14.012,92.

Na verdade, todos os 773 funcionários efetivos da Câmara têm vencimentos altos. O motorista que recebe menos tem contracheque de R$ 11.244,69, já o menor salário é o de um secretário datilógrafo: R$ 12.637,60.

A lista, publicada na última sexta-feira, não é nominal. O Presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB) afirmou que “a procuradoria da Casa sugeriu a não divulgação dos nomes dos funcionários porque ainda haveria discussão jurídica sobre o tema. Além dos estatutários, a Câmara tem 1.428 funcionários comissionados”.

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