Na Europa, principais jornais destacam protestos e violência durante as manifestações no Brasil

Renata Giraldi
Agência Brasil

Na Europa, os principais jornais da Espanha, da França, da Itália e do Reino Unido estamparam na capa de suas edições impressas e online de hoje (21) os protestos no Brasil e os episódios de violência. As reportagens destacam que mais de 1 milhão de manifestantes foram às ruas, em várias cidades brasileiras, registrando momentos de confrontos e violência com a polícia. Os textos mostram ainda que a presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem ao Japão, marcada para os dias 26 a 28.

O jornal espanhol El País, que vem publicando com destaque os protestos dos últimos dias, trouxe como assunto principal as manifestações nas cidades brasileiras. A reportagem diz que “não bastou” a presidenta ouvir as vozes das ruas e os protestos se intensificaram em todo país. Uma foto da manifestação em Recife ilustra a matéria.

No El País, há referências às manifestações no Rio, em São Paulo, Salvador, Ribeirão Preto (no interior paulista) e em Brasília. O texto destaca a morte de um manifestante, atropelado por um motorista irritado, no interior de São Paulo. Também menciona a invasão ao prédio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores e obra do arquiteto Oscar Niemeyer. A reportagem detalha as reivindicações e também as questões políticas envolvendo o tema.

No italiano Corriere della Sera, há um vídeo com imagens de protestos em vários locais do Brasil. O título da reportagem menciona “protestos em massa” e refere-se a 1 milhão de manifestantes e um morto. Segundo a reportagem, os manifestantes não pretendem suspender os protestos e a tendência é que as manifestações “se espalhem” por todo país.

A exemplo do El País, o Corriere della Sera menciona a reunião convocada pela presidenta Dilma na tentativa de buscar uma solução para o impasse. O destaque da reportagem são os protestos na capital federal intitulados de “Combate em Brasília”, citando o prédio Itamaraty, e os embates entre manifestantes e policiais.

O britânico The Guardian chama as manifestações de “protestos em erupção”. A reportagem diz que pedras foram atiradas pelos manifestantes e que os policiais reagiram com o uso de spray de pimenta e balas de borracha.

No The Guardian, há referências a mais de 1 milhão de pessoas nas ruas em pelo menos 80 cidades brasileiras, destacando as capitais. Só em Brasília, diz o texto, 35 pessoas ficaram feridas. A matéria ressalta que: “a grande maioria das manifestações foi pacífica”. O texto explica que os protestos começaram na semana passada devido ao aumento das tarifas de ônibus, mas agregaram outras reivindicações sociais.

O francês Le Monde menciona a “rendição à pressão popular” por parte de autoridades que anunciaram a suspensão dos aumentos das tarifas dos ônibus em algumas cidades. O texto destaca, entretanto, que a medida não foi suficiente para inibir os protestos.

No Le Monde, é destaque também a morte do manifestante atropelado em Ribeirão Preto, a 330 quilômetros (km) de São Paulo. A reportagem ressalta que os episódios ocorrem no momento em que o país sedia a Copa das Confederações, torneio de futebol que antecede a Copa do Mundo de 2014. O texto menciona ainda o envolvimento de sindicatos e o uso de redes sociais para reunir manifestantes para os protestos.

 

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6 thoughts on “Na Europa, principais jornais destacam protestos e violência durante as manifestações no Brasil

  1. Não sei o que veio primeiro: o inverno ou o ceticismo. O gigante adormecido era, na verdade, uma imensa Caixa de Pandora.

    Desconfio que a classe média, que tem acesso ao ensino superior e às redes sociais, e que deu visibilidade aos protestos, não imaginava os rumos que a onda de insatisfação iria tomar.

    Agora o caos reina lá fora, e a classe média, amedrontada, se recolhe e teme golpes (de direita e de esquerda). Procura o freio de mão. Mas só encontrará consolo na capa da Veja de amanhã.

    E o povo, o povão mesmo, o que mais sente na pele as desigualdades do país, quebra tudo lá fora.

    A classe média não entende mais nada. Claro, nunca teve que passar pelo que o povão passa. Sejamos realistas. O sapato aperta bem mais do lado de lá. Isto é, quando sobra dinheiro pra comprar sapato.

    Antes que me acusem de elitista, afirmo que não estou reclamando, mas apenas narrando os fatos de acordo com minha perspectiva. Seria muito injusto falar que a insatisfação do povão é descabida. Pelo contrário.

    O povo trata o governo, o Estado, o sistema (do qual fazemos parte) com a mesma moeda com que é tratado: violência.

    Como muito bem disse um amigo, pediram para o povo brasileiro ir às ruas. Em seguida, descobriram que o Brasil não é a Vila Madalena.

  2. Pessoas com algum grau de educação (ainda que gramsciana) protestam pela falta de investimentos do governo na educação que geram revolta daqueles que não tem educação que, por sua vez, se aproveitam dos protestos destes que defendem eles próprios ‘excluídos sociais’ para saquearem e ‘se darem bem’ em cima da própria manifestação pacífica que os defendem.

    Como diria a sabedoria popular: “É o poste mijando no cachorro” (e o cachorro pensando que é água tratada).

    SEM MAIS.

  3. A PRIMEIRA SOLUÇÃO PARA OS TRANSPORTES SERIA QUEBRAR O LOBBY QUE ELES EMPREGAM DEPOIS FISCALIZAR ATÉ O TALO. EM SEGUIDA INVESTIR EM TRANSPORTE DE MASSA POIS BRT NÃO É. E MAIS SENHORES EXISTEM ESTUDOS ENGAJADOS DE SOLUÇÕES NO CASO O TREM DE LEVITAÇÃO MAGNÉTICA DA UFRJ É SÓ VER PORQUE ELE NÃO ANDA OU EXIGIR QUE ANDE.
    http://www2.camara.leg.br/a-camara/altosestudos/noticias/maglev-cobra-na-13a-reuniao-do-caeat
    A VERDADE É QUE NINGUÉM DIZ: QUE O BRASILEIRO PERDE 3 MESES DE SUA VIDA EM MÉDIA, NO ANO EM TRÂNSITO PRODUZINDO DE FATO O QUE?

  4. Não entendi o comentário do iternauta Markus, que dizer então que a classe média que paga toda conta do País que é assaltado no imosto de Renda e nos demais impostos que sustenta toda a robalheira, todas as bolsa isso e aquilo tem que aguentar tudo calado deixando como está, faça-me um favor.

  5. Markus, o comentários da Wanda que parece elitista. Para ser contra o Bolsa Família, tem que saber por que é contra se não seu comentário vai parecer reacionário. Cuidado! palavras mal escritas gera discussões desnecessária. Só mostra que a senhora não sabe o que é ser pobre.

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