Na Folha, Ruy Castro mostrou que, se Lula fosse tratado pelo SUS, teria poucas chances de sobreviver.

Carlos Newton

A doença do ex-presidente Lula continua despertando polêmica, com grande número de comentaristas defendendo a tese de que ele deveria se tratar pelo SUS, por ter afirmado que os serviços de saúde pública no Brasil “beiram a perfeição”, o que todos sabem não ser verdade.

Nessa polêmica, aqui no Blog da Tribuna a opinião mais acertada veio do comentarista que se assina simplesmente Gonçalves. Disse ele que, em sua opinião, o mais foi preciso na escrita, abordando o assunto do momento, foi o jornalista Ruy Castro, na Folha de S. Paulo, com a crônica “Aprender a esperar”.

Lula teve sorte de seu tumor ter sido percebido cedo e de poder atacar logo o tratamento. Seu problema acontece uma semana depois das denúncias de que o tempo médio para um brasileiro comum, diagnosticado com câncer, começar a ser atendido pelo SUS é de 76 dias para a quimioterapia e de 113 para a radioterapia. O câncer dos brasileiros tem de aprender a esperar”, escreveu Ruy Castro.

Com isso, parece que o assunto vai demorar a ser encerrado. Talvez jamais venha a ser encerrado, enquanto o direito à vida, através de acesso a uma adequada assistência médico-hospitalar, continue a ser negado aos brasileiros que não têm recursos para pagar um plano de saúde de primeira linha.

Se Lula tivesse se tratado pelo SUS, o tumor, que foi diagnosticado já com três centímetros, aumentaria muito e poderia provocar metástese, espalhando-se pelo corpo, como acontece no câncer da laringe, quando não é tratado a tempo.

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