Na luta contra a impunidade, um caminho para mudar

Mário Assis Causanilhas Rodrigues

A impunidade é o grande mal que assola a sociedade brasileira. Está presente em todas as formas criminosas: sequestros, homicídios, roubos e furtos, colarinho branco, tráfico de armas, munições e drogas. É um mau exemplo.

Assenta-se, basicamente, na nossa legislação que carrega uma cultura do “coitadinho, cometeu um crime porque está desamparado, carente, necessitado”. A vítima, a verdadeira desamparada, fica em segundo plano. Como a sua família ficará, isso não merece atenção.

Temos uma legislação com excesso de direitos e liberdades e com escassez de deveres e responsabilidades. Exemplo: os crimes cometidos pelos “di menor”. Por que aqueles que os cometem com idades inferiores a 16 anos, os seus pais não são indiciados por abandono de incapaz? E os pais dos que têm entre 16 e 18 anos, por que não respondem por cumplicidade com o crime? Afinal, não observam o filho aparecer com objetos caros e fora do padrão habitual de consumo? Quando isto começar a acontecer, creio, que muita coisa irá mudar.

NAS CONDIÇÕES DE HOJE

Se é uma legislação com fulcro no direito romano, na democracia grega ou nos ensinamentos dos seus filósofos, não justifica. Precisa ser atualizada para as condições reinantes no século 21.

Hoje, os pais vão ao Juizado retirar o filho que delinquiu, ouvem uma peroração do Juiz e levam o “bandidinho” para casa. No dia seguinte, ele voltará à rua para cometer mais crimes. E nós, cidadãs e cidadãos, ficamos acuados e ameaçados.

A sociedade não priorizaria a redução da maioridade penal, caso as leis fossem mais duras, as penas mais severas e a impunidade não reinasse.

Mas cabe aos legisladores o principal papel para mudar essa realidade. Eles é que devem ser cobrados prioritariamente e não a Polícia ou o Judiciário. Nas próximas eleições, se você concorda com essa argumentação, escolha candidatos à Câmara e ao Senado que defendam e se comprometam com a revisão e atualização da legislação criminal e penal. E do Estatuto da Criança e do Adolescente, também. Isto representará a nossa parte no processo necessário para a transformação, para melhor, do quadro triste que presenciamos e vivenciamos, diuturnamente.

4 thoughts on “Na luta contra a impunidade, um caminho para mudar

  1. RESSALTO:

    “Mas cabe aos legisladores o principal papel para mudar essa realidade. Eles é que devem ser cobrados prioritariamente e não a Polícia ou o Judiciário. Nas próximas eleições, se você concorda com essa argumentação, escolha candidatos à Câmara e ao Senado que defendam e se comprometam com a revisão e atualização da legislação criminal e penal.”

    -Creio que essa mudança já se iniciou, ainda que timidamente. O PT perdeu dezoito deputados nessas eleições. Se a URNA não for fraudada, perderá muito mais nas próximas (espero). Claro que dirão que os novos deputados serão “fascistas”! Para esse povo, democrata é o deputado que não respeita o resultado de plebiscito e referendo, que é contra o agravamento das penas para traficantes e contra a vontade da maior parcela da população…

  2. Off topic

    Você decide.

    Por Ivan Lima

    Como chamar mais adequadamente os professores em constante estado de greve nas escolas e universidades públicas brasileiras?

    Fraudadores ideológicos?

    Sim, porque querem aumento salarial, mas dizem que o ensino não é mercadoria.

    Destruidores da ordem pública?

    Sim, porque agridem policiais, depredam e saqueiam bens públicos e privados.

    Inimigos dos pobres?

    Sim, porque fazem greve contra o operário, o lixeiro, os de renda mínima, e seus filhos.

    Ruins?

    Sim, porque ensinam e fomentam ódio da luta de classes na juventude.

    Malvados?

    Sim, porque agridem a paz, a ordem econômica, a infância e a juventude.

    Desumanos?

    Sim, porque criminosamente doutrinam com ideologia genocida a infância e a juventude.

    Subversivos?

    Sim, porque ajudam os maus políticos a jogar a sociedade nas trevas do socialismo.

    Espertalhões idiotas?

    Sim, porque são contra a propriedade – alheia – e a prosperidade pela produção.

    Mentirosos?

    Sim, porque ao pregarem a pobreza socialista ás crianças se aburguesam com chantagem de greve.

    Quadrilheiros?

    Sim, porque com a mídia e imposto sindical parceiros, assaltam o “contribuinte” com greve.

    Você achou forte?

    Pois veja, enquanto não se tratar as coisas com a adequação devida o país será escravo do discurso do “bem” que vai de professores malandros que não ensinam a presidentes caras de pau que cultuam a mentira como se não houvesse a verdade.

    Ou não?

    Você decide.

    Ivan Lima, 64, é publicitário.

  3. Porquê, o Brasil é um país com tanta corrupção, imagine o que não se poderia fazer com esta montanha de dinheiro desviado do erário público, fico imaginando como seria, escolas, segurança, melhores salários para o trabalhador da iniciativa privada, o funcionalismo público recebe bem, mas do setor privada é uma miséria, será que um dia teremos um país sem impunidade, para que querem tanto dinheiro, já ganham o bastante, com salários mais do que justo, é uma vergonha o salário mínimo que pagam ao trabalhador brasileiro, daria para pagar bem melhor, é por isso que empresas internacionais querem vir para o Brasil, pagam salário de fome.
    Getúlio Vargas deixou um legado, proteger o trabalhador brasileiro, mas de lá para cá, com exceção de Juscelino e João Goulart, só tivemos aproveitadores, não construíram nada, construíram a corrupção e impunidade.

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