Na renovação política, o problema é que os indiferentes sempre permanecerão… indiferentes.

Almério Nunes

As renovações políticas, segundo a História, nunca foram feitas com conversas. Os grandes navegadores tiveram, sempre, que enfrentar grandes tempestades. De nada adianta dizer que “a violência deve ser evitada” etc. Seria ótimo, pregar a paz e obter a paz. Mas historicamente isso não funciona desta forma.

Aí está o Papa Francisco, quase que de joelhos, implorando o fim do Deus Dinheiro, rebelando-se contra a Globalização da Indiferença etc. Mas os indiferentes… permanecerão indiferentes, pouco se importando com o destino dos menos favorecidos, cuja missão é trabalhar para enriquecer os “poderosos”.

O mundo capitalista é governado por quadrilhas sanguinárias, totalmente insensíveis aos reclamos dos povos. Ficou faltando alguém perguntar: “Onde, em qual país existe a tal democracia?; Onde, em qual país, existe o livre mercado?; Onde, em qual país, existem os direitos humanos?; Onde, em qual país, as eleições são livres e os povos manifestam-se sem a (fortíssima) interferência de poderosos e decisivos grupos financeiros?”

Aí estão os crimes revelados por Jimmy Carter, por Edward Snowden e pelas confissões da Siemens (que atua em todo o mundo)… E os terroristas, denunciados inapelavelmente, estão em toda a parte mascarados e infiltrados, produzindo a sensação de que o “povo é que decide tudo”, quando não decide nada. É apenas massa de manobra, desde sempre.

Meu tão querido e saudoso amigo João Saldanha costumava dizer: “Não tenham pressa: vocês têm duzentos anos para responder”. Na verdade, isso só muda com uma gigantesca “Rebelião das Massas”, como escreveu Ortega y Gasset.

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9 thoughts on “Na renovação política, o problema é que os indiferentes sempre permanecerão… indiferentes.

  1. Quando leio lixo literário como este parágrafo acima: “O mundo capitalista é governado por quadrilhas sanguinárias, totalmente insensíveis aos reclamos dos povos”, me questiono o quanto alguns, em nome do socialismo, da “causa”, podem mentir, e o pior, enganar a eles mesmos.
    O capitalismo simplesmente permitiu que a expectativa de vida humana dobrasse , e que se produzisse produtos e serviços nunca vistos, já que na sociedade de status que vigorava antes da primeira revolução industrial, só os nobres, abastados, podiam ter acesso a estes bens.

    O socialismo é um fracasso, não só os seus pressupostos teóricos são falácias, bem como, os resultados econômicos, sendo que a tirania , dor, sofrimento, infringido aos povos que adotaram esta doutrina , resultaram na morte de 100 milhões de pessoas, já sendo motivo suficiente para descartar esta ideologia sinistra, se tivéssemos aprendido com a Historia.
    O socialismo é uma praga de difícil erradicação, expulso definitivamente da área econômica por seu fracasso empiricamente comprovado, refugia-se na mística , evocando o seu “alto teor moral”. Confirma, assim, a presunção avançada pela primeira vez por Nietzsche há mais de cem anos, de que a ideologia perversa é um substituto, um Ersatz, um medíocre sucedâneo de uma fé cristã em declínio. Muitos outros filósofos modernos, como H. Arendt, Aron, Kolakowsky, concordam com a tese de que o socialismo representa aquela pseudo “religião civil” que Rousseau pretendeu criar, para substituir a Igreja com o culto patriótico do estado ressacralizado.
    As “profecias” de Marx falharam miseravelmente. As forças econômicas, por si só , não explicam o triunfo do cristianismo no Império Romano, a queda de Roma, as Cruzadas, a Revolução Francesa, o imperialismo moderno, a I Guerra Mundial ou a ascenção de Hitler. As grandes lutas do século XX não foram travadas entre classes, mas entre nações. Os trabalhadores dos países ocidentais não se tornaram a classe oprimida e empobrecida que Marx descreveu nos meados do século XIX. Os trabalhadores ocidentais contemporâneos, por causa do aumento da produtividade e dos esforços dos sindicatos e governos, melhoraram consideravelmente sua condição, desfrutando o mais alto padrão de vida da história. O imenso desenvolvimento de uma classe média constituída de profissionais, funcionários públicos e pequenos comerciantes desmente o vaticínio de Marx de que a sociedade capitalista seria polarizada num pequeno grupo de capitalistas muito ricos e uma grande massa de trabalhadores carentes. Todas essas predições e esperanças do “profeta “, K. Marx, foram fracassadas , e parece contradizer a sua afirmação de que suas teorias se apoiavam em “bases científicas”.
    O historicismo, base fundamental da doutrina de Marx, não se sustenta, como provou K. Popper, na sua obra a “Miséria do Historicismo”. O autor afirma que o progresso não é uma necessidade da História. O historicismo é a base comum do fascismo e do marxismo, segundo Popper, é absolutamente falso acreditar que o futuro está condicionado ao presente. Nada, no presente, permite prever o futuro. Por quê? Porque é na realidade, o contrário: vivemos aspirados pelo futuro, todos os nossos comportamentos de hoje são ditados pela ideia do que temos do amanhã. Se acontece de o futuro parecer com o que anuncia dele, é geralmente porque quem prevê influi também no curso dos acontecimentos. A idéia de Marx de que o socialismo estava fadado a acontecer “com a inexorabilidade de uma lei da natureza” , não tem base alguma.
    O brilhante economista austríaco V. mises, na sua obra magna “Ação Humana”, defende o princípio praxeológico, e constrói um tratado de economia de forma dedutiva. O princípio praxeológico afirma que sempre buscamos um estado maior de satisfação, em todas as esferas da vida, sendo este um dado irredutível. Negar ao homem o direito de empreender livremente, de participar da vida econômica, violenta brutalmente a liberdade humana. Propor o fim do Mercado, o único mecanismo que permite o cálculo econômico não só é um estupidez, como levou ao debacle econômico dos países do Leste Europeu.
    O socialismo foi derrotado. A prova histórica está ai: com exceção da Coréia do Norte e Cuba, mesmo, nações da “fraternidade socialista”, adotaram receitas liberais para sair do marasmo econômico que viviam. O Muro da Vergonha caiu, o império soviético ruiu como um castelo de cartas, Deng Xiaoping privatizou as comunas agrárias chinesas e abriu “novas áreas econômicas” ao capitalismo e comércio internacional.
    Os socialismos, comunismos, coletivismos, et caterva, buscam um único fim: o planejamento central, onde um grupo de pretensos sábios julgam-se aptos a decidir em todas as esferas, na economia, em todas as outras áreas da vida social, criando a chamada engenharia social. O controle, planejamento, de uma empresa é justificável, o controle e planejamento de uma nação é uma monstruosidade, pois o mapa é diferente da realidade. Só a iniciativa individual, de agentes econômicos, sob liberdade política e econômica pode-se gerar riqueza e criar um clima de liberdade. O marxismo é uma miséria moral e intelectual. Uma ideia que se traveste de moderna, mas não passa de ouro de tolo, e faz a humanidade retroceder, buscando as antigas formas de organização tribal onde o indivíduo nada valia.
    P.S A obra Rebelião das Massas de Ortega y Gasset critica de forma contundente o “homem massa” , aquele que não gosta de se submeter a nenhuma moral: só está em busca do prazer e negligencia todos os deveres. Critica aqueles que depositam as suas melhores esperanças ao Estado, este o maior perigo. A obra de Ortega y Gasset aponta o caminho oposto ao socialismo, pois sob o socialismo o individuo nada vale.

  2. Prezado Amério Nunes

    …”produzindo a sensação de que o “povo é que decide tudo”, quando não decide nada. É apenas massa de manobra, desde sempre.”…

    Permita-me acrescentar: ….É apenas massa de manobra, devidamente conformada de acordo com as vontades e objetivos das elites, via de regra, sem escrúpulos nem patriotismo algum.

  3. Em 2 meses de volta ao Brasil(?), com auxílio do meu inseparável Dicionário Aurélio e correlatos virtuais tal Google Tradutor, já não falo “muinta”, agora vou de “muinto”, e tenho para uso no cotidiano já um patrimônio de dúzia e meia de palavras em Português…nem por isso não seja capaz de identificar a origem de textos como o de Mario Leme…Com minha carteira recheada, resta-me o consôlo de debochar do Capeta e de Deus, contudo jamais da luta de um irmão prá se dar bem com a Corte.

  4. Por fim, não existe o não-capitalismo.
    O capitalismo ou é de estado como nos países comunistas e está na mão de tiranos ou é de milhões numa sociedade democrática, onde existem leis para punir os aproveitadores.
    O problema não é o capitalismo e sim os tiranos que o monopolizam nos regimes totalitários ou os aproveitadores dele num regime democrático.
    O capitalismo é uma meio de produção que, se bem aplicado como no Canadá, EUA, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e outros do tipo, produz uma boa divisão de renda, que é o que interessa e é fato nos países citados.
    O capitalismo no Brasil é praticamente de estado, por isso estamos sub-desenvolvidos.

  5. Caro Sr. Mauro Julio Vieira:
    O meu pequeno texto acima é um “resumo da ópera” daquilo que pude depreender das minha leituras sobre o socialismo. Na verdade, Mauro, o socialismo é infinitamente pior do que descrevi.
    Saudações.
    M.L.

  6. Obrigado Mario Lemos.
    O problema de muitas pessoas, e aqui tem algumas, é que não compreendem certos princípios básicos como o caso do poder corromper. Essa gente , crente, acredita no semelhante com suas doces palavras e a eles se submetem. Acha que justiça se faz com um sistema que considera perfeito e não com boas leis. Não percebem que onde há alternância de poder os loucos não permanecem por muito tempo no poder como esses hediondos castros, dono de uma ilha onde escravizam sua pobre população.
    No caso do Brasil, onde o capitalismo é em sua maior parte de estado e com impostos absurdos, e por isso o país cresce pouquíssimo, podemos dizer já vivemos este mal, em que os donos do poder vivem como reis e a população não vê os benefícios prometidos pelo tal socialismo.

  7. Mauro Julio Vieira, devagar que o santo é de barro!

    Como a maioria dos ditos Pensadores Clássicos Ocidentais, Karl Marx e/ou Karl Popper não encontraram imunização suficiente às retóricas das facções políticas partidárias em busca das benesses do poder. Tal, assim, como você, Mario Leme e o professor Almério Nunes, – diga-se, todos com invejável envergadura e ultruísmo -, concederam-se nossos mestres, também o direito de se deixarem arrastar pelo vulgar universo opiniático dominante.

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