Na terça, governo negou aumento nos combustíveis; na quarta, preços foram elevados

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Charge do Jota A (jornal O Dia/PI)

Pedro do Coutto

Na noite de terça-feira o governo anunciou oficialmente que os preços da gasolina e óleo diesel permaneceriam os mesmos, apesar do aumento do petróleo no plano internacional. A noite de terça-feira foi sucedida pela de quarta-feira. O que aconteceu? A Petrobrás tomou para si uma decisão totalmente oposta àquela determinada pelo presidente Jair Bolsonaro. A colisão nasce da desconexão no Executivo, dando a impressão de que o ministro Paulo Guedes comanda efetivamente um bloco de pensamento liberal na economia, o qual procura ultrapassar as medidas políticas do Palácio do Planalto.

Digo políticas, porque me lembro do ministro Roberto Campos que certa vez afirmou que toda decisão no plano da economia repousa e repousará sempre num contexto político.  Nunca esqueci a frase e ele, avô do atual presidente do Banco Central, ingressaria na política parlamentar ao se eleger senador por Mato Grosso. Mas esta é outra questão.

CONTROVÉRSIA – O essencial é a controvérsia que está dividindo as bases do atual governo com reflexos na opinião pública e causando desgaste na aprovação do desempenho presidencial superado pela percentagem dos que reprovam as ações do Executivo.

Não se sabe, portanto, em quem acreditar a médio prazo, isso porque as tensões na equipe ministerial não poderão se prolongar indefinidamente até 2022. Este é um exemplo marcante produzido pelo choque do petróleo na estrUtura comercial brasileira. Afinal quem estará certo? Jair Bolsonaro ou Paulo Guedes. O presidente da Petrobrás não conta. Roberto Castelo Branco faz o que a área econômica determinar,

independentemente da vontade que flutua na esplanada de Brasília. Inclusive a Petrobrás é vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

CONTRADIÇÃO – Outra contradição na área do governo. O presidente Jair Bolsonaro vetou a criação de novo imposto sem o nome CPMF. No caso, pode-se dizer por ironia que o imposto sobre transações financeiras produzido na mente de Paulo Guedes é tão negativo em matéria de inflação do que a antiga CPMF. Entretanto, reportagem de Lu Aiko Otta e Rafael di Cunto, edição de quinta-feira do Valor, destaca o pronunciamento do ministro Paulo Guedes  na abertura do 4º Forum Nacional do Comércio.

O ministro teve a descontração de deixar claro que o que ele chama de choque de emprego resultará da desoneração da folha salarial. Um completo absurdo já demonstrado por mim em artigo anterior no qual revelei que a contribuição patronal para o INSS é muito maior que a dos empregados. Portanto, o ministro da Economia sustentou que o tema poderá ser colocado na mesa do presidente da República no momento da votação da reforma tributária.

CALIBRAGEM – O ministro Onyx Lorenzoni, por seu turno, disse que a questão fundamental, palavras dele, é calibrar a alíquota do novo imposto de forma que possa financiar o processo que tem o objetivo de reduzir o desemprego no país.

Acrescento: se aumento de impostos influi para elevar o nível de emprego, algo de muito estranho está se passando na consciência do próprio governo.

15 thoughts on “Na terça, governo negou aumento nos combustíveis; na quarta, preços foram elevados

  1. Resumindo: Foi criado um paquidérmico estado, sendo que considerável parte desse monstro usufrui de absurdas mordomias, e não existe mais dinheiro para sustentar tal máquina. A produção nacional está de joelhos pelo consumo de sobrevivência, a arrecadação consequentemente despencou e aconteceu o impasse, um custeio que não existe mais como sustentar… Vai se cortar o quase nada que o estado oferece a população? Uma saúde, educação e segurança que já é de péssima qualidade. Cobrar dos bancos, retirar as isenções fiscais dos satélites do poder nem pensar… Caminhamos para que tipo de solução? O povo cada vez passando mais necessidades e em Brasília lagosta, vinhos safrados, carros zero todo ano, auxílio isso e auxílio aquilo para ELLES…

    • De pleno acordo. Seu raciocínio é muito lúcido. Temos políticos demais, ganhando estupidamente demais e magistrados ladrões. O povo, esse não importa. É desinformado demais e não sabe nem saberá votar tão cedo. E tome peia !!!

  2. Sob as condições catastróficas e até hediondas que a esquerda deixou o país, como é de sua praxe, quem tem um mínimo de bom senso sabe que para colocar este país nos trilhos da normalidade será preciso no mínimo de um Cristo para fazer esse milagre.
    Logo é preciso entender antes de tudo o acima para não se deixar envolver com o desequilíbrio mental que afeta a esquerdinha e não se deixar envolver por sua patologia.
    Enfim, a situação do país exige atitudes inusitadas entre as clássicas que se deve tomar para resolver a desgraça produzida pelas esquerdas que nos governaram.

  3. O governo nunca negou que houvesse aumento cara-pálida mas vocês, esquerdopatas sempre procuram uma forma de desestabilizar o governo, ou pelo menos similar ao Fábio Junior,,tentam,tentam e continuam tentando.

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