Não é apenas na economia que as estatísticas costumam sofrer maquiagens

Charge do Cicero, reprodução do Correio Braziliense

Francisco Vieira

Os ministros do Supremo Tribunal Federal moram em outra realidade, com o conforto do castelo, a comodidade dos serviçais e a segurança das muralhas… O Brasil pensa que está “em desenvolvimento” e que é “o país do futuro”, mas vivemos em um sistema político estilo “Idade Média”, onde uma casta de sangue azul pode tudo e os servos não têm direito a nada. Enquanto o país não romper essas amarras do atraso, tirar os ratos dos tribunais e palácios e devolvê-los aos porões, nunca seremos um país, nem nunca teremos uma vida digna. O negócio aqui no Brasil é roubar, mandar a grana para algum país sério, se mudar para lá e levar uma vida honesta.

Claro que antes você terá que mandar os seus filhos para que não sejam vítimas dos bandidos do andar de baixo deste fuzuê, nem se misture com essa gentalha descabelada…

O que se passa além do carro blindado ou da segurança armada não interessa mesmo para ninguém!

TRÊS QUADRILHAS – Executivo? Legislativo? Judiciário? Até a presente data, não passam de três quadrilhas, nas quais você precisa está inserido, mantendo boas relações com todos e contatos certos com cada um, para se dar bem.

Enquanto as autoridades brasileiras têm direito a foro privilegiado para roubar a população de miseráveis, o americano explora Plutão e Júpiter… E quando um jurista do quilate do Dr. Jorge Béja diz o que disse sobre a Justiça aqui na Tribuna da Internet, não é preciso comentar mais nada sobre o assunto.

RECORDE DE HOMICÍDIOS – Quanto ao número de homicídios, o atual comandante do Exército, General Villas Boas, disse em entrevista que, anualmente, desaparecem 200 mil pessoas no Brasil e destas desaparecidas, 20 mil nunca mais aparecem. Supõe-se que, caso não tenham sido abduzidas por discos voadores, a maioria esteja morta e enterrada sem fazer parte das estatísticas macabras, que registram 60 mil homicídios ao ano.

Outra coisa: em um dos aniversários de Brasília, ainda na gestão petista de Agnelo Queiroz, um jovem tomou um tiro de 38 no peito, no meio dos foliões. Morreu na hora e chamaram o SAMU para removê-lo. O caso foi registrado na delegacia como “tentativa de homicídio”.

Na época do Agnelo, a população andava apavorada com tantos sequestros-relâmpagos. Foi determinado aos delegados que as ocorrências com esse tipo de crime deveriam ser mudadas de “Roubo com Restrição de Liberdade” para “Veículo Roubado e Localizado”. Pronto! Bastou uma canetada para que um grave problema de segurança pública fosse resolvido!

Alguém pode duvidar que o caos reinante seja pior do que as estatísticas oficiais apresentam?

10 thoughts on “Não é apenas na economia que as estatísticas costumam sofrer maquiagens

  1. Suprema é a sua abertura do texto, Francisco:

    “Os ministros do Supremo Tribunal Federal moram em outra realidade, com o conforto do castelo, a comodidade dos serviçais e a segurança das muralhas…”

    É isso aí.

    • A confiança é tanta que a ” transmissão de dados ” da delação do Pedro Corrêa sumiu. Quanto a estatísticas como ficam os 3% do Datafolha?
      Monte para o futuro…kkkaaass.

  2. A maioria da população anda tão desacorçoada com o desgoverno que só uma cachacinha com 400% de tributos pode dar um alento,… 400% que não aparece no cupom fiscal.
    Desenho: 10 reais a garrafa que é a soma de 1,80 da dita cuja mais a trolha de 8,20 reais.
    Como pode crescer sem a equidade?
    “Pai Nosso que……..”

  3. Sr. Vieira, não é só a Capital do Brasil que sofre com as maquiagens da violência Pública
    Quem tem o domínio, conhecimento de “maquiar” todas as estatísticas de viol~encia são os Gênios do Partideco da Rainha da Corrupção
    Com o Secretaria da Violência Pública, o Careca do PCC., agora na interinidade do Desgoverno temer/dilma, conseguiu “ZERAR’ a violência em São Paulo.
    E de uma CARNIFICINA DIÀRIA neste Estado, o Gênio nos transformou numa linda e bela Suiça.

    Je suis Gerarrrrrrrrrrrrrrrrdo…..

  4. Pingback: Não é apenas na economia que as estatísticas costumam sofrer maquiagens – Debates Culturais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *