Não é um país – e muito menos sério…

Antonio Antunes

Vivemos em um aglomerado que não é um país, e, muito menos sério. Se aprovada a lei da “tolerância Zero”, padres não poderão mais rezar missas ou dirigir carros. Até hoje não há projeto de nosso Senado (este Senado que pensa ser deus), de fazer a “Consagração” com suco de laranja, isto porque para que esta proposta estúpida tenha validade é necessário abolirmos o vinho da “Consagração”.

A proposta é tão idiota que se uma pessoa comer um bombom de licor o teste do bafômetro acusará, portanto essa pessoa não poderá dirigir. Tampouco uma pessoa poderá dirigir se tomar um xarope à base de álcool, e, quase todos o são. Partindo dessa premissa, teremos que colocar na cadeia os responsáveis por crianças que lhe deram o bombom ou o xarope.

O Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), provavelmente não foi à escola, porque senão saberia que quase todos os alimentos são fermentados e produzem alcoóis. Isto significa dizer que nesse caso, qualquer teste de laboratório vai indicar álcool no organismo. Sabe-se também que as pessoas abstêmias, para compensar a ausência de álcool, consomem muito mais alimentos fermentáveis.

Depois aparece outros senadores mais idiotas ainda ou talvez verdadeiros corruptos e dizem que o tolerância zero vale apenas para bebidas alcoólicas. Como irão separar o xarope ou o bombom da taça de vinho? Sou engenheiro químico e não sei como fazê-lo, talvez estas inteligências pensem estar ainda no Senado do Império Romano.

Diante de tanta estupidez, gostaria de saber para que serve o Senado, afora servir para as maracutaias governamentais? Está na hora de extinguirmos este monstrengo que não serve para nada.

Por falar em extinção, está na hora de elegermos deputados como se faz no campeonato brasileiro, por pontos corridos. Sabemos que todos os partidos são iguais. Partidos de direita apresentam propostas mais à esquerda que partidos de esquerda e partidos de esquerda apresentam propostas mais à direita que os partidos de direita. Ora, então por que teremos que eleger deputados sem votos, só porque tiveram um Tiririca em seu partido.

Está na hora desse Senado ser um poder legislativo de fato e não apenas algo para homologar o que o Executivo decidiu. Chega de propostas infantis e sem nexo.

A mídia precisa ser de fato independente e denunciar esses arranjos. Se esta proposta for aprovada, teremos um mar de corrupção nunca visto, ou caso contrário teremos mais da metade da população na cadeia.

Alguém tem que dizer a esses liliputianos como funciona o nosso organismo.

(Artigo transcrito do blog Alerta Total)

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