No tenho qualquer respeito e admirao pelos donos de rgos de comunicao, os Rupert Murdoch brasileiros, mas no admito de forma alguma, CENSURA IMPRENSA, restrio INFORMAO E OPINIO. Na verdade, sempre manejaram contra mim. Os governos e os apavorados jornalistas

Comeando, em tempo e propsito: conheo todos esses DONOS DE RGOS DE COMUNICAO, sei como enriqueceram, juntando todos eles, dizia sem poder ser desmentido: Sou o nico dono de jornal que sabe escrever e escrevo diariamente. Combati abertamente a ditadura, nessa convico, joguei tudo que tinha. Antes de ir para a Tribuna em 1962, fui sempre O MAIOR SALRIO DA IMPRENSA brasileira.

Apesar de tudo isso, SOU CONTRA QUALQUER CENSURA, LIMITAO, RESTRIO OPINIO E INFORMAO. Tudo isso que est no projeto de DIREITOS HUMANOS, no serve coletividade.

Precisamos muito mais de uma PRIMEIRA EMENDA da Constituio americana, respeitada e admirada no mundo inteiro, do que restries vingativas de terroristas de esquerda.

nica satisfao e certeza, como tenho dito: nada que est no projeto chamado pejorativamente de Direitos Humanos, para entrar em vigor. Pelo menos isso.

Logo que surge uma questo polmica mas que atraia votos e promova espaos na mdia, l est o antigo servo, submisso e subserviente aproveitador da ditadura, Miro Teixeira.

Quando sinalizaram sobre a Lei de Imprensa, (certo ou errado) l estava o senhor Miro, campeo do teixeirismo, opinando sem ser chamado.

Agora, quando o projeto de Direitos Humanos, prope descaradamente a CENSURA IMPRENSA, a devassa dos meios de comunicao, vem o senhor Teixeira e diz: Nos meios de comunicao, existe concorrncia, diversidade de veculos e opinies. Ha! Ha! Ha!

Esse teixeirismo diferente do que ele pregava de 1970 a 1982. (At mesmo entre 1974 e 1978, quando aparentemente estavam fora do governo). Por 8 anos, Chagas Freitas foi governador da Guanabara e do Estado do Rio. E na ante-sala, de avental branco, o senhor do teixeirismo, vendia vista, os decretos que o governador assinaria a prazo.

Durante 12 anos, Chagas Freitas e Miro Teixeira pertenciam ao mesmo MDB do que eu. Durante 12 anos, a Tribuna da Imprensa NO PUBLICOU UM CENTMETRO DE PUBLICIDADE DO GOVERNO.

Enquanto isso, Chagas Freitas governador, que era dono de jornal, fez acordo com o Ministro da Fazenda, Mario Henrique Simonsen. (Depois Citisimonsen, quando deixou de ser ministro e passou a ser Executivo do Citibanque).

Chagas se dizia constrangido em faturar publicidade de seu governo, para os prprios jornais. Ento ficou assim: Simonsen encaminhava toda a publicidade federal para os jornais de Chagas, e o faturamento do estado era distribudo da forma como o Ministro da Fazenda determinava, Miro Teixeira executava.

Foi o tempo financeiramente mais feliz de todos eles.

Em 1966 fui cassado 3 dias antes da eleio, festejaram. Chagas deixou o governo pela segunda vez, vendeu os jornais por preo enlouquecido, desapareceu. Miro Teixeira deputado desde 1970. J tentou ser governador, perdeu, a ditadura acabara. Quis ser prefeito duas vezes, derrotado.

Em 1982, candidato a governador, acusou o j morto ex-governador Carlos Lacerda, de ter mandado jogar mendigos no Rio da Guarda. Processado pela brava Sandra Cavalcanti, condenado.

Apelou ento para mim, queria ser candidato a deputado, se Sandra impugnasse sua candidatura, no poderia concorrer. Amigo e admirador de Sandra, falei com ela, me respondeu: Helio, diga a ele que pode ser candidato, no vou impugn-lo.

Fui intermedirio, sem dio e sem vingana. Esses 12 anos sem faturamento estadual, se acumulam com os outros da PERSEGUIO FEDERAL.

* * *

PS Acho que em vez de CENSURA e PERSEGUIO, o Congresso poderia IMPEDIR que donos de rgos de comunicao TIVESSEM NEGCIOS fora desse setor.

PS 2 Poderiam tambm fazer uma Lei, CONSTITUCIONAL, determinando que o faturamento com venda avulsa, PAGASSE PELO MENOS A DESPESA COM PAPEL. O jornal custa 2 reais,paga 35 por cento ao jornaleiro (70 centavos) e 5 por cento ao distribuidor (10 centavos).

PS 3 Entra para a casa, 1 real e 20 centavos, longe de pagar a montanha de papel que usam diariamente. Toda a formidvel despesa do RESTO, tem que ser paga com a publicidade visvel e a invisvel, que vem atravs do sistema.

PS 4 Muito mais fcil e constitucional: em vez de VIOLNCIA, TRANSPARNCIA.

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