Nas grandes cidades, maioria dos candidatos apoiados por Lula tem dificuldades para se eleger.

Carlos Newton

Em sua megalomania galopante, o ex-presidente Lula parece ter se tornado uma mistura de Luiz XIV (“O Estado sou eu”) e Luiz XV (“Depois de mim, o dilúvio”).  Ele julgou que elegeria quem bem entendesse nessas eleições. Mas aconteceu justamente o contrário, quase todos os candidatos apoiados diretamente por ele estão enfrentando muitas dificuldades. Nesse reinado ilusório e delirante do criador do PT, há casos até em que o dilúvio está acontecendo antes do tempo, e de corpo presente.

“L’Etat c’est moi”

A verdade é que a maioria dos candidatos a prefeito pelos quais o ex-presidente petista se empenhou pessoalmente na campanha, participando de comícios e programas de TV, chega à reta final em situação de inferioridade.

Lula apareceu no palanque de apenas dez candidatos a prefeito na campanha deste ano. Somente dois deles lideram com folga a disputa eleitoral em suas cidades: Luiz Marinho, em São Bernardo, e Pedro Reali, em Diadema. Outros dois aparecem em situação de empate técnico: Nelson Pellegrino, em Salvador, enfrentando ACM Neto; e Wanessa Grazziotin, em Manaus, contra Artur Virgilio.

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COM ALGUMA CHANCE

Outros cinco candidatos pelos quais o ex-presidente se empenhou têm chance de chegar ao segundo turno da eleição, mas ainda aparecem nas pesquisas muito distantes dos candidatos que estão em primeiro lugar na corrida. São os candidatos de São Paulo, Belo Horizonte, Campinas (SP), Mauá (SP) e Santo André (SP).

Em Feira de Santana (BA), cidade visitada por Lula, o candidato que ele apóia, Zé Neto, não parece ter nenhuma chance, de acordo com as pesquisas.

Lula havia previsto um périplo por palanques de seis aliados no Nordeste, mas na última semana decidiu concentrar esforços na campanha de Fernando Haddad (PT) em São Paulo – que briga com José Serra (PSDB) por uma vaga no segundo turno.

Em Recife, Lula abandonou Humberto Costa, o nome escolhido pelo PT para desafiar o candidato do governador Eduardo Campos (PSB). Humberto, que liderava a corrida no início, hoje é o terceiro colocado e corre o risco de ficar fora do segundo turno.

Em Belo Horizonte, o PT enfrenta o PSB. Lula esteve no palanque de Patrus Ananias (PT), que corre o risco de ver Marcio Lacerda (PSB) ser reeleito em primeiro turno.

Manaus foi a única cidade em que Lula apareceu para apoiar um concorrente não petista. Vanessa Grazziotin (PCdoB) disputa palmo a palmo com o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), antigo desafeto de Lula, e a decisão será no segundo turno.

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