Nem mesmo o massacre do Batman faz Obama e Romney criticarem a liberalidade na venda de armas e munições.

Carlos Newton

O presidente Barack Obama e seu adversário, o republicano Mitt Romney, suspenderam a campanha presidencial nesta sexta-feira, em respeito ao massacre em Aurora, mas em seus discursos às famílias das vítimas, nenhum dos candidatos tocou no tema do controle da venda de armas, um dos mais delicados em ano de eleição.

A voz dissonante foi a do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, patrono da associação Mayors Against Illegal Guns (Prefeitos contra as Armas Ilegais), que cobrou dos candidatos presidenciais clareza na apresentação de suas ideias sobre o controle de armas:
– Palavras tranquilizadoras são uma boa coisa. Mas talvez seja a hora de as duas pessoas que querem ser presidente dos Estados Unidos dizerem o que vão fazer a respeito, porque obviamente esse é um problema de todo o país. E todo mundo fica dizendo: “Não é uma tragédia?” – disse Bloomberg.
O prefeito tem toda razão. É preciso haver restrições à compra de armas e munições. Por que nos Estados Unidos qualquer cidadão no gozo de seus direitos civis pode ter rifles, escopetas e outras armas. A pessoa ter uma arma para autodefesa é uma coisa, comprar um arsenal é outra coisa, bem diferente. Mas isso os Estados Unidos não conseguem enxergar.

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