Nem o New York Time faria melhor


Carlos Chagas

Tivesse a presidente Dilma Rousseff confirmado a visita aos Estados Unidos, em outubro, seria veementemente criticada por não reagir como devia em defesa da soberania nacional, dados os lamentáveis episódios da espionagem permanente praticada por aquele país contra o Brasil. Como cancelou, ou melhor, adiou sua ida a Washington, recebeu ontem outro tanto de violentas críticas por haver suspendido a viagem onde seria homenageada como uma das duas chefes de governo que anualmente se hospedam na Casa Branca.

Quer dizer: Dilma seria condenada por ter cachorro e por não ter cachorro, como na fábula popular. No reverso da medalha, o PT e as esquerdas a aplaudem pelo gesto de reação à impertinência dos gendarmes do planeta, aqueles que se julgam no direito de conduzir os destinos da Humanidade, até espionando seus aliados. Mas os setores conservadores, incluindo-se neles as oposições, botaram a boca no trombone como se tivéssemos, além de perder a oportunidade de tirar vantagem das relações com os americanos, interrompido uma via de relacionamento capaz de favorecer nossos interesses.

Desse labirinto, não há saída. Nem o Lula teria condições de estender um fio de Ariadne para fazer o Brasil entrar nas cavernas do Minotauro, acabar com ele e sair ileso.  Traduzindo: prejuízo teríamos e teremos nas duas hipóteses. Em especial porque os Estados Unidos não pedirão  desculpas por intrometer-se em nossas comunicações e em nossos segredos, e nem se comprometerão  em   interromper  a bisbilhotagem.

Tem sido assim desde que logo depois da Independência um tenente da Marinha americana subiu o rio Amazonas sem licença  do  Império, percebeu o potencial econômico da exploração e sugeriu a seu governo a importância de dividir o Brasil em  quatro ou cinco países, facilitando a exploração e o domínio de nosso território conforme seus interesses. Felizmente não deu certo, para eles, mas nem por isso se imagine que desistiram.

A definição de “nações” indígenas na Amazônia, do esbulho chamado “Raposa-Serra do Sol”, em Roraima, até a ampla região da tribo dos Ianomani na fronteira com a Venezuela e a Guiana, demonstram o perigo que ainda sofre nossa soberania. Montes de ONGs estrangeiras e até brasileiras transformaram esses territórios em enclaves internacionais onde a entrada de cidadãos brasileiros é proibida, em nome de uma trama que logo se transformará num conflito onde as Nações Unidas reconhecerão a independência de territórios governados por um bugre-presidente da República, com PHD na Holanda e ávido de celebrar acordos de cooperação econômica e militar com quem? Ora, com os Estados Unidos…

A defesa da soberania nacional passar por diversos caminhos. Um deles foi o adiamento da visita de Dilma aos nossos irmãos do Norte, mas mil outros terão de ser trilhados. Tome-se a Amazônia, por exemplo. Voltou a conversa de que ela não  pertence ao Brasil, mas “à Humanidade”, devendo ser administrada pelas comunidades internacionais, mero engodo para significar o predomínio da superpotência mundial. Jamais se supõe uma invasão armada, desnecessária por conta da prevalência econômica. Também, não resistiríamos quinze minutos, com ou sem os 36 caças que não podemos comprar. No máximo, transformaríamos nossos guerreiros em guerrilheiros,  mas sem a certeza de sucesso, porque desde o Vietmã que eles terão aprendido alguma coisa.

O confronto é cruel e inevitável, exceção para aquela forte parcela de brasileiros ávidos de aderir aos interesses externos em nome do enriquecimento fácil. Com os meios de comunicação à frente. Basta ver o que estão  publicando desde ontem, a respeito do adiamento da visita de Dilma aos Estados Unidos. Nem o New York Times faria melhor…

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19 thoughts on “Nem o New York Time faria melhor

  1. Desculpe Chagas, sou seu fã, mas v. precisa tomar mais cuidado com o termo “conservador”. Aqui, v. coloca o PT em outra seara. Mas existe um modo mais “conservador” do que a prática da política partidária que o PT tem praticado nos últimos dez anos? Por acaso o PT protege a “soberania nacional” ao apoiar e fechar os olhos à atuação das ONGs em todo o território nacional? Ele não tem fechado acordos com o que há de mais podre e retrógrado entre os políticos brasileiros? Veja que fazem com a Petrobrás, por exemplo. Onde está a conversa que a Amazônia pertence à “humanidade” e não aos brasileiros? Cite as fontes, por favor. E deixe de colocar o PT em um pedestal, pois ele é mais um dos vendilhões que permeiam o Estado brasileiro, gordo, ineficiente, com 39 ministérios (falta apenas um para chegar a um número bastante simbólico), com benesses e privilégios para poucos beneficiados enquanto distribui parcas esmolas para que o povo vote pela continuidade destes. Desde o executivo, o legislativo e o judiciário, em todas as esferas. É aí que a “soberania nacional” se esfarela, e n´~ao entre as “elites conservadoras”. Elas estão apenas interessadas em ganhar dinheiro.

  2. Sou admiradora de suas postagens, Sr Carlos Chagas, mas concordo com o missivista Daniel.
    Não há nada mais conservador, até mesmo jurássico, do que o capimunismo bolivariano que o PT, através de seus líderes do Foro De São Paulo – Fidel e Lula – querem impor ao Brasil.
    Vide o que fizeram com a Venezuela e outros!
    Os direitos humanos e a liberdade de imprensa, atributos da tão decantada Democracia, inexistem em regimes totalitaristas, sabemos muito bem. Tanto a Direitona, quanto o Bolivarianismo petista capimunista são nefastos a um Estado Democrático de Direito, felizmente o regime ainda vigente no Brasil.

  3. Receita para derrubar presidente e dividir um país :
    aproveite algum protesto,dê-lhe um título(pode ser primavera árabe),acrescente um pitada de mercenários,forneça armas à gosto,(pode ser qualquer uma até químicas)misture num refrátario radicais e terroristas (mas atenção no rótulo deve estar escrito oposição ou resistência se não estraga a receita),o tempo de preparo varia ,mas se demorar á ficar pronto,aumente o fogo ,gire o botão para temperatura alta com bombardeios e invasão.Está pronto sirva para a opinião pública como libertação de um povo (eles engolem qualquer coisa).

  4. Jose S. da Silva Filho, saudações
    Esta receita … é a aplicada em todo o mundo, há décadas. Infalível!!! Faltou dizer o nome do chef. E precisa???
    Abraço!!!

  5. Existem outras receitas guardadas,os ingredientes são:envie pessoal especializado para o sul se possível para uma floresta (de preferência Amazônica),no rótulo deve estar escrito ONGs,(pode ser de defesa dos povos índigenas,da floresta ,do pulmão do mundo etc..)se tiver guardado um pacote de nações indigenas, misture aos ingredientes, quando for dividir as porções ficará mais fácil e dá um leve sabor de defesa dos oprimidos ,muita gente gosta, não vão se importar se o seu país está sendo dividido.(a receita só dá certo se o governo local não se importar com defesa nacional )

  6. Que receitas, Zé !!! Graças a elas …
    Sou livre para fazer o que bem quiser !!! Vivo numa democracia!!! Posso ir e vir!!! Meus direitos humanos e minha cidadania estão protegidos e garantidos!!! Tenho a clara sensação de que minha soberania está respeitadíssima, com mais esta receita maravilhosa!!! Ao morrer, estarei gritando VIVA O CHEF!!! VIVA O CHEF!!!

  7. E os povos,pobres povos livres são festejados com o revoar de uma pomba branca.Espera um pouco ,isso não é pomba ,é uma águia!será que ao ver agora a ponta do iceberg, a capitã do nosso “TITANIC”começaria a perceber que esse não é um bom nome para o nosso grandioso barco?não seria a hora de extinguir ums 4 ou 5 imprestáveis ministérios e direcionar verba para a defesa nacional? Aparelhamento e modernização de nossas FORÇAS ARMADAS ? (deixa isso “pra”lá ia esquecendo que logo vem o carnaval ,copa e olimpíadas. O Brasil é um país pacífico)

  8. José S.da Silva Filho
    A Luta prossegue!!! Vamos para o enfrentamento, se necessário for!!!
    OU FICAR A PÁTRIA LIVRE, OU MORRER PELO BRASIL!!!
    ABRAÇÃO, CARO AMIGO!!!!

  9. É SÓ ESCREVER NA BARRA DO GOOGLE: AL GORE E A AMAZÔNIA E…TCHAN, TCHAN, TCHAN, TCHAN…’APARECEM’ VÁRIAS FONTES. DÃ…
    Al Gore (1989): “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós”.
    François Mitterrand (1989): “O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”.
    Mikhail Gorbachev (1992): “O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes”.
    John Major (1992): “As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecológicas internacionais que visam à limitação das soberanias nacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa, que pode, definitivamente, ensejar intervenções militares diretas sobre a região”.
    Henry Kissinger (1994): “Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos”.

  10. Dione, saudações
    Faltou dizer:
    JOE BIDEN (recentíssimamente); “O Brasil é uma Terra de Ninguém”(Brazil is nobody’s back yard)
    E ainda há quem ache que é uma besteira … esse negócio dos Estados Unidos espionarem/monitorarem o Brasil … O nióbio que temos, e só nós temos, é escancaradamente roubado …
    Abraço.

  11. Almério, meu caro,
    Vou te atazanar a vida, agora:
    O roubo do nosso nióbio, tu atribues aos estrangeiros ou às nossas “autoridades”, que nada fazem para impedir mais esta exploração que somos vítimas?!
    De quem é a culpa, verdadeiramente?!
    Um forte abraço, meu caro.

  12. Caro Almério Nunes, saudações recebidas recíprocas. Data Venia, ” o brasil(caixa baixa proposital)é um quintal de ninguém!” Ainda hoje, ao ir trabalhar, pela manhã – de ônibus – tive uma pequena amostra dessa assertiva: um ‘gringo’ mochileiro mal-educado passou abruptamente à minha frente, entrou no coletivo – enquanto eu esperava do lado de fora, na calçada, e passou a indagar ao motorista e cobrador, em inglês, se o ônibus passava em determinada rua da cidade (RJ); como não logrou êxito, desceu da mesma forma abrupta como havia entrado, quase me ‘atropelando’ ao fazê-lo! Quando eu estava pagando a minha passagem, o cobrador comentou comigo: “esses ‘gringos’ são engraçados; falam conosco como se fôssemos obrigados a entendê-los; ora, eles que aprendam a nossa língua!” Dei-lhe razão, até porque no exterior, nós, brasileiros, não temos reciprocidade do tratamento que aqui dispensamos aos estrangeiros, mormente nos EUA, se não falamos o seu dialeto, que eles pensam ser o inglês, ficamos falando sozinhos, eles sequer se dão ao trabalho de tentar nos entender! Até aqui, dentro do nosso ‘quintal’, somos tratados como se fôssemos meros inquilinos, pelos proprietários!

  13. José Guilherme!
    Sugiro que você procure dar uma olhadinha no significado de “Transhumanismo”. É um outro ingrediente incluído na linha de pensamento que está sendo implantada e que você expõe aqui. Os clones estão sendo gestados…

  14. Caro Francisco Bendl, saudações
    Você não me atazanará … nunca!!! (rsrs)
    Todos todos todos todos sabem de tudo. Nossos presidentes, governadores, prefeitos, congressistas, empresários nacionais e estrangeiros … Todos estão milionários com as nossas riquezas; o roubo do nióbio e a exploração de tudo que temos na Amazônia, acontece a céu aberto. Quem rouba, como rouba, quanto rouba, a que horas rouba, para quem vai o roubo, como e onde dividem o roubo, e até mesmo como investem e reinvestem o roubo. Estive pessoalmente em Araxá/Triângulo Mineiro, fazendo palestras num Centro de Assistência para pessoas especiais. Me disseram lá que naquela região havia um vulcão, inativo há séculos ou milênios. Suas lavas (magma) deram origem a minérios de muitos tipos, sendo o nióbio um deles (ouro também). Uma empresa russa é parceira de uma brasileira, e formaram a MMB, controladora do negócio (estou citando de cabeça; se recorrer aos meus cadernos tenho tudo, direitinho). Ouvi também que o dono do Grupo é o Lula. Sem nióbio, caro amigo Francisco, o mundo industrial, em muitos segmentos, ficaria paralisado: aviões, mísseis, navios de guerra, etc, tudo só é fabricado com o nióbio. E … temos praticamente todo este minério em nossas terras. Seu preço internacional é dado pela Inglaterra, que nem nióbio tem!!! Um escárnio total!!!
    Sei que você não aprova a pena de morte. Sei que você chama de assassinos os homens que fizeram (ou tentaram fazer) justiça com suas próprias mãos, e o respeito muito, Francisco. Mas, quando vejo o nosso povo sendo roubado e consequentemente vivendo em grandes dificuldades, não me ocorre outro pensamento.
    Nossos governantes, todos, mereciam um paredão, mereciam um fuzilamento de preferência no meio da rua, e transmitido pela tv. O Brasil não é rico. O Brasil é riquíssimo e roubadíssimo não apenas pelos Estados Unidos; por qualquer um que chegue com um dinheirinho qualquer … e trate diretamente com as “autoridades constituídas”. O Pará, sozinho, possui a maior Reserva Mineral do mundo (poderia ser a terceira ou segunda economia do país), e o salário mensal médio da população de Belém é cem reais. Mas … isto não causa repúdio em ninguém nos governos que temos. Tudo prossegue “numa boa”. O assunto é vasto e igualmente revoltante.
    Não temos um Projeto de Nação, Francisco. Não temos. Não temos sequer leis para botar na cadeia os bandidos(se são eles que as fazem!!!). Hoje um discurso do Tiririca vale mais do que um do Celso de Mello. Nossas diretrizes (?) na Economia mudam assim, ó!, num estalar de dedos, espantando quem quer investir aqui, com seriedade. Há manipulação, há fraude contábil, há de tudo de ruim para nós, nos ministérios, quase todos chefiados por escroques. “O Brasil é um bando”, disse certa vez o (grande!!!) ator Mílton Gonçalves. Chico Buarque escreve para Genoíno para solidarizar-se com ele. Muitos brasileiros riem, diante das criminosas escutas da CIA. Governadores contratam cantoras e cantores com cachês inacreditáveis e patrocinam festas com iguarias raras, com o dinheiro dos pobres. Outros … andam pra lá e pra cá em sete helicópteros do governo. Máfias pilotadas abertamente pela Siemens roubam em São Paulo e onde querem. Todos comem neste banquete formidável.
    ISSO AQUI … é o maior viveiro de ratos. Se reproduzem em velocidade inimaginável. Sabem que o queijo tem um tamanho enorme, roubarão para sempre – é o que pensam. Talvez estejam certos, talvez. Mas vai que … aparece um Maluco Beleza … e manda todos eles para o paredão. Só que não creio nisso. Li o livro Os Miseráveis (Victor Hugo). Um homem desempregado roubou um pão e foi imediatamente preso. Os manifestantes que gritavam contra o rei foram contidos e mortos com canhões. Os donos dos ilibados saberes (argh!!!) ficaram às gargalhadas. Filme velho, porém sempre em exibição nos melhores cinemas (do mundo).
    Abração, Francisco!!!

  15. Almério Nunes,
    Orgulho-me em ser teu amigo;
    Poder trocar idéias com mente tão lúcida e total despojamento de si mesmo, serves de exemplo a ser seguido.
    Uma pena que nosso tempo de incendiário passou, pois somos bombeiros agora, aceitamos ou não esta condição.
    O nosso povo precisa de um líder nato, meu caro, mas não construído pela imprensa ou alicerçado a este nível pelo seu partido. Ele deve ter moral, ética, honra e dignidade. Por acaso, meu amigo Almério, temos alguém na política que sequer se aproxime desta pessoa?
    Não.
    Igualmente no Executivo, a reboque de compromissos e alianças espúrias que o impedem de seguir o caminho devido.
    Muito menos, neste instante, no Judiciário, que se incorporou de vez aos outros dois Poderes em detrimento de sua independência, mas em benefício e interesses corporativos.
    Desta forma, estamos em uma nau sem rumo, ao sabor das correntezas, à mercê de ondas que podem nos afundar se não as enfrentarmos de frente. No entanto, sem leme, sem capitão, sem alguém que saiba para onde estamos indo, nosso destino é uma incógnita, porém nada alvissareiro, certamente, haja vista que os que estão na ponte deste navio não sabem ler as cartas náuticas, muito menos orientarem-se pelas estrelas.
    Enquanto puderem dar esmolas aos tripulantes através de rações não correremos o risco de motins, ms quero ver quando faltar comida para esta gente que hoje acredita que o barco está sendo conduzido razoavelmente bem.
    Entretanto, são pessoas que desconhecem os modos como os oficiais na ponte de comando se entendem. Não imaginam os acordos, os planos, as táticas, no sentido de que sejam mantidos comandando este navio os mesmos que há mais de uma década nos fazem navegar em círculos, sem que avancemos, sem que encontremos um porto para colocar nossas amarras e reabastecer este transatlântico enorme que precisa urgentemente de um estaleiro para consertar seus defeitos, de soldar rebites que se desprenderam das chapas, de reformar seus motores que consomem muita energia.
    Havia, sim, oficiais que diziam que o curso não estava correto, mas foram silenciados por promoções imerecidas; havia, sim, um conselho de marinheiros que apontava não concordar com os erros praticados pelos oficiais, mas também foram neutralizados porque seduzidos em pilotar o navio e sentarem-se à mesa do comandante e comer e beber à vontade nos jantares patrocinados pelo capitão.
    Preocupa-me, sobremaneira, Almério, que a terceira classe, de onde nos originamos, está abaixo da linha d’água, e as portas que nos separam para atingir o convés estão acorrentadas, significando dizer que, diante de qualquer acidente, nossas vidas correm sérios riscos, que a maioria não percebe porque tem alimentos na mesa.
    Como alertar o comandante de que está navegando para destino incerto?
    Como avisá-lo de que suas alianças e intimidades com outras facções não lhe darão mais poderes, ao contrário, gradativamente perde a sua autoridade justamente porque precisa de ajuda para encobrir os erros praticados no comando?
    Como deveremos substituí-lo se estamos vários andares abaixo do tombadilho?
    O Brasil chegou a este impasse, Almério: morto por ter cão, morto por não tê-lo!
    A descrença, o descrédito, a desconfiança, o despreparo, que caracterizam este governo e os Poderes constituídos, determinaram que parássemos no meio do caminho. Nossos comandantes não sabem se seguem em frente, retornam ou se vão pela direita ou esquerda. Estancamos.
    As vozes que clamam por mudanças embargaram os oficiais que não sabem como mover o barco porque estes infringiram as regras estabelecidas nos mapas que, sem bússola, sextante e quadrante, sem saberem calcular a velocidade de um nó e a distância de uma milha náutica não chegaremos a lugar algum, mesmo com o comandante se intrometendo na função de cada oficial deste navio e misturando as tarefas individuais, mais confundindo que esclarecendo as responsabilidades do alto comando.
    Enfim, taifeiros, grumetes e marinheiros querem comandar o barco sem a mínima condição, enquanto os oficiais superiores se divertem com as belas passageiras dançando ao luar que falsamente pinta de prata o convés.
    Mas, a pressão que pode explodir o navio está momentaneamente controlada e trancada; os que viajam sem conforto e dormindo em catres, bastando que se deem conta da armadilha onde estão viajando neste cruzeiro infindável ou que não recebam o seu quinhão de comida diária.
    Parece, Almério, que o pessoal deste cargueiro e misto de passageiros não percebeu este detalhe, concorda comigo?
    Um forte abraço, meu amigo.

  16. Francisco Bendl !!!
    Obrigado pela sua sempre generosa atenção para com este setentão aqui.
    E … VIVA O RIO GRANDE DO SULLLL !!!
    Você é um Bravo Guerreiro, você torna este blog “incomparável”!!! Você é um “guri” (!!!) imbatívellll !!!
    A vida prossegue e prossegue … e lá vamos nós!!!
    Abração !!!

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