Nem tudo está perdido. Governo agora diz que é contra a terceirização

Carlos Newton

Se fosse no final do ano, poderíamos dizer que se trata de um milagre de Natal. Mas o fato é que as Centrais Sindicais fecharam um acordo com o governo, que prevê a participação de todas as partes (governo, trabalhadores, empregadores e o Congresso Nacional) na discussão dos projetos de terceirização que tramitam na Câmara e no Senado. A ideia é negociar um projeto único, a partir das atuais proposições.

A decisão ocorreu na reunião da mesa de diálogo do governo com as Centrais, com a participação dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), Manoel Dias (Trabalho e Emprego) e representantes da CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CTB.

Segundo o Boletim da Agência Sindical, o próximo passo será chamar empregadores e Congresso para uma negociação quadripartite, visando elaborar um projeto de consenso para votação no plenário. Gilberto Carvalho afirmou que o governo vem apostando em uma solução negociada. “Estamos fazendo um esforço e contando com as Centrais Sindicais para contribuir uma proposta negociada”, disse.

Para as Centrais, a maior vitória foi trazer o assunto para a mesa de negociação. “A proposta de uma mesa quadripartite foi bem aceita pelos trabalhadores”, avaliou o presidente da CUT, Vagner Freitas. Para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, o diálogo sobre o tema pode chegar a uma regulamentação que não atinja o direito dos trabalhadores.

ADIAMENTO

A votação do relatório do deputado Arthur Maia (PMDB-BA) sobre o projeto de lei do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que prevê a contratação de serviços para qualquer atividade da empresa, sem estabelecer limites à terceirização – ampliando assim as possibilidades de precarização, foi adiada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para 9 de julho.

 

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5 thoughts on “Nem tudo está perdido. Governo agora diz que é contra a terceirização

  1. Só pode ter nascido esta proposta do carregador de saco… de farinha. A minha contribuição imediata é de boicotar a compra deste biscoito Mabel. Além de economizar vai trazer-me menos azia. Abaixo ao trabalho escravo!

  2. Puro cinismo; Quem como eu, é aprovado em concuros da CODEVASF, por exemplo, e vê dezenas de terceirizados ocupando a função sabe que é só falácia, balela, mentira.

  3. Maninho concordo contido e acrescento que estas reunioes de centrais pelegas so me deixa mais mobilizado para continuar na luta pois este governo esta tentando porivatizar todos os hospitais federais universitarios e os do ministerio da saude ,abaixo esta pelegada.

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