Nenhuma solução à vista, nem hoje, nem no Conselho de Ética ou falta de Ética

Acabando de falar, Sarney não olhou para ninguém, não falou com ninguém, não apertou a mão de ninguém. Saiu pela porta do lado, até Marconi Pirilo, que presidia a sessão, ficou confuso. Declarou: “Passo a presidência ao presidente Sarney”, mas este já estava num de seus gabinetes. Por segundos ninguém presidiu o Senado.

Pirilo estava em pé, dando a presidência a Sarney, que acreditava que já estava EXPULSO, não queria assumir.

Depois de Sarney, começou a indecisão a respeito da sessão do Conselho de Ética. Este deveria ter se reunido antes, como o próprio Sarney anunciara na véspera.

Esse Conselho não tem a menor condição de resolver coisa alguma. Depois do discurso de Sarney, me lembrei de duas afirmações do ex-presidente, que publiquei e ontem não saía da memória do repórter.

1 – “Vou para o Maranhão, volto com o DOSSIÊ, que organizei durante 40 anos”. Ontem, ameaças e intimidações eram feitas nessa base.

2 – “Não tenho um só inimigo”. Sarney tentava reviver ou ressuscitar essa realidade, mas viu que não era realidade, as aspas deturpavam a palavra.

Lamentável, mas é preciso constatar: não foi uma sessão histórica, nem um discurso memorável. Hoje mesmo já estava tudo esquecido, ninguém queria o FUNCIONAMENTO do Conselho de Ética, mas oposição e a base, diziam o contrário.

Não era omissão, era a certeza de que a questão não tinha solução à vista, e esse Conselho não possuía autonomia de voo para nada. Podia ter até maioria de votos, mas não de convicções.

Não se lembravam mais da descoberta da HISTÓRIA CENTENÁRIA DE  SARNEY, que todos DESCONHECIAM, mas eram obrigados a conviver com o que tentaram impor ou impingir, o que consideravam realisticamente como o ESTADISTA DO NADA.

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