Neste Natal, pense também nos quase 12 milhões de brasileiros que moram em favelas.

Carlos Newton

Esta época faz as pessoas amolecerem, serem mais caridosas, olharem mais pelos próximos. Mas é preciso alargar os horizontes e se preocupar também com aqueles que estão distantes, praticamente desamparados pelo poder público e pela comunidade em geral.

Os políticos e empresários se orgulham de o Brasil já ser a sétima economia do mundo. Mas é triste constatar que no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que mede a qualidade de vida nos 187 principais países do mundo, estejamos na 84ª colocação.

Mais de 11,4 milhões de brasileiros, o equivalente a 6% da população, moram em favelas e outros tipos de assentamentos irregulares no país, segundo os levantamentos do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa indica que o país tem mais de 6 mil aglomerados subnormais, termo que genericamente designa favelas, invasões, grotas, palafitas e outros tipos de comunidades carentes.

O fenômeno se concentra nos grandes centros urbanos: quase 90% desses domicílios estão em 20 regiões metropolitanas do país. O Nordeste é a segunda região com maior concentração de assentamentos irregulares, com 28% dos domicílios brasileiros nessas áreas (9,4% na Bahia e 7,9% em Pernambuco).

A realidade, graças ao bom Deus, é menos dramática do que esses frios números indicam, porque nessas comunidades já existem muitas moradias de excelente padrão, onde vivem famílias de classe média, que não podem ser consideradas desvalidas. Porém, a grande maioria dos moradores ainda enfrenta grandes dificuldades de sobrevivência e precisa ser lembrada pelas autoridades não somente no Natal, mas durante o ano inteiro. Mas quem se interessa? Pense um pouco nisso.

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