Ninguém apoiou Kadafi, nem mesmo seus irmãos de raça e de religião.

Flavio Jose Bortolotto

Welinton Naveira e Silva está coberto de razão quando diz que a rebelião na Líbia, tem pouco de “espontânea” e muito de “petróleo”. Não pela matéria-prima em si, que o Império compra a vontade em troca de papel pintado de verde (US$ Dollar), mas pela questão do PODER. Na Líbia houve uma luta de Poderes.

O líder Kadafi pode não ter cometido gigantescos crimes contra a Humanidade, mas seguramente cometeu gigantescos crimes de “quebra de Contratos Internacionais de Exploração de Petróleo e Gás”. Veja, eu como brasileiro, não julgo a suas decisões com as multinacionais, mas entendo as consequências (como diz o Sr. José Reis Barata: “Quem não aguenta c/ o peso, que não pegue na rodilha”).

Depois de duas ou três rodadas de expropriações e chamada de novas companhias petrolíferas para tocar o negócio, nessa última vez se preparava para “renegociar” principalmente com a BP inglesa, a Total francesa e a ENI italiana, e convidou empresas da China, Rússia, Índia e a Petrobrás do Brasil, que já tinha uma operação limitada na Líbia, para assumirem os ativos das companhias das antigas Potências Coloniais.

Como os tempos estão “bicudos” para as Potências Ocidentais e como o Sr. Welinton Naveira e Silva sempre nos lembra: Kadafi não tinha “poder de fogo Nuclear, nem mesmo uma unicazinha ogiva”. Desta vez o céu desabou sobre a cabeça de Kadafi. Nós, brasileiros, donos do Pré-Sal, deveríamos botar nossas barbas de molho. É preciso ressaltar que quem “quebra Contrato” contra Poderosos, embora decadentes, “pode ter surpresa”.

Sr. Delmiro Gouveia, devagar com as pedras, a Economia-Política explica 90% da coisa, e indiretamente nesse caso, a meu ver, o petróleo é a causa. Com Fidel Castro, isso nunca aconteceria porque ele é habilidosíssimo, em minha opinião é o político mais habilidoso do Século XX (isso não é juízo de valor, é a realidade), o que não era o caso do arrogante e estranho Kadafi, que foi abandonado até mesmo pela Liga Árabe e por seus vizinhos de raça e religião.

Ninguém moveu um dedo para defender Kadafi. A China, a Rússia e a Índia (todas com Poder de Fogo Nuclear) ficaram olimpicamente em cima do muro.

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