Ninguém responsabilizará Toffoli? Onde estão o presidente e o corregedor do CNJ? 246 Planos de saúde roubam milhões dos ‘segurados’. O ministro Barroso jogou tempo fora, a Câmara pode CASSAR logo o Donadon-ladrão. O fim do voto secreto já é um avanço.

Helio Fernandes

O voto do ministro Luis Roberto Barroso sobre o ladrão Donadon, insosso, inseguro, inócuo, incipiente, até contraditório, nenhuma importância. Prolixo (cuidado com a leitura da palavra), complicado, tentativa de exibir cultura ou erudição, puro desperdício de tempo. Aquela elocubração, vá lá, cálculo de 1/6 da pena “maior do que o resto do mandato”, data vênia, não merece nem gargalhada.

A frustração fica mais do que visível, quando afirma: “Quem devia CASSAR o deputado presidiário (textual) era a Mesa da Câmara e não o plenário”.

Ora, ministro, o PLENÁRIO É SOBERANO. A Mesa, mais vulnerável, incompetente, maleável. Provavelmente livraria o deputado com muito mais facilidade, irresponsabilidade e até incredibilidade.

O relator Luis Barroso é que não podia deixar com mandato um cidadão (?) que teve os direitos políticos suspensos. Sem direitos, alguém pode disputar qualquer cargo? O próprio Barroso diz que não.

Mas apenas SUSPENDEU a sessão vergonhosa. O que é uma SESSÃO SUSPENSA? Pelo menos podia ANULÁ-LA, mais racional, compreensível e objetiva.

A Câmara logo se apressou em colocar na pauta uma das emendas à Constituição que acabam com todas as votações secretas no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e nas câmaras municipais. A escolhida foi a PEC 349, que recebeu 452 votos favoráveis à proposta. Apenas o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) se absteve, por questão regimental. A proposta segue agora para a apreciação do Senado Federal.

Mas a discussão do caso Donadon prossegue no Supremo, onde surgiu um desentendimento de certa gravidade entre dois ministros, Gilmar Mendes e Luis Barroso, que se aborreceu com as críticas à sua contraditória decisão.

Gilmar Mendes disse que Barroso criou o “mandato-salame” e reclamou da criatividade do mais novo ministro do Supremo. Barroso logo protestou, dizendo que o Supremo não deve debater suas decisões na imprensa, e sim no plenário. Hoje, os dois estarão frente a frente, votando o mensalão (Ação Penal 470), os ânimos estão exaltados e podem voltar a se desentender.

MINISTRO TOFFOLI INSUSPEITO

O Estadão, do alto de seus 5 mil anos de jornalismo, fez denúncias seriíssimas sobre a conduta do ministro Toffoli. E criticou o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, por não denunciar Toffoli.

1 – Toffoli comandou a Advocacia-Geral da União, antes de surpreendentemente ir para o mais alto tribunal do país.

2 – Adams, que agora ocupa o cargo, não quer quebrar o silêncio. Também foi acusadíssimo no caso das ilhas de São Paulo, ninguém sabe a razão de não ter sido demitido.

Explicação desnecessária-necessária: como coloquei no título dessas notas, “Toffoli insuspeito”, muita gente me perguntaria: por que apoio Toffoli? Nada disso, apenas respeito ao vernáculo: se ninguém acusa Toffoli de ser SUSPEITO, então ele é INSUSPEITO.

O Brasil é tão contraditório que Toffoli poderia até tentar ser incluído no magistral filme do italiano Elio Petri, “Um cidadão acima de qualquer suspeita”. Comprometidíssimo.

A EXTORSÃO DOS PLANOS DE SAÚDE

O governo suspendeu 246 “planos” de saúde, por excesso de irregularidades (centenas de milhares de possuidores desses planos, passando da casa dos milhões, pagam e não têm direito a coisa alguma. Levam semana e até meses para conseguirem atendimento, e muitas vezes são mandados para o SUS, que é estatal).

É um sistema criminoso, altamente rentável. E se os clientes não pagam no dia do vencimento, imediatamente são “desatendidos”, uma redundância, pois sempre foram desprezados. Esses “planos” custam caríssimo, os mais baratos (?) ficam entre 360 e 400 reais mensais, quase um salário mínimo.

O QUE FARÁ O GOVERNO?

“Proibiu” de contratarem novos clientes, POR 3 MESES. Explicam: “Os clientes atuais continuarão sendo atendidos”. Ninguém pode viver sem um plano de saúde, já que o SUS (uma boa ideia) não cumpre suas funções.

Esses planos (246 foram suspensos, mas 142 acabam de ganhar o direito de voltar a fazer vendas, através de liminar aceita pela Justiça) voltam mais ricos do que nunca. E muitos são multinacionais, vieram para o Brasil, sabem que somos a oitava maravilha do mundo em matéria de corrupção e subserviência.

APENAS DOIS EXEMPLOS

1 – Um riquíssimo e poderoso plano de saúde dos EUA mandou representantes para cá, compraram uma empresa, que na ordem de importância nem existia. Logo começou a comprar tudo, ficou importante. O Hospital Samaritano, o Pró-Cardíaco e outros passaram à sua propriedade.

Criminosa, irresponsável e impunemente, fizeram remanejamento entre os clientes. Quem havia comprado plano com 3 ou 4 hospitais, ficou com 1, e outro que ninguém sabe onde será.

2 – A cumplicidade é total entre médicos, hospitais e os que se dizem empresários. O grande cineasta americano Michael Moore (que havia feito “Tiros em Columbine” e faria o terrível libelo sobre as criminosas “SUB-PRIMES”, que deram início à crise atual, que começou no governo de George W. Bush) revelou que milhões perderam suas casas enriquecendo mais de 5 mil donos de bancos (Isso mesmo, MAIS DE 5 MIL).

O CRIME DOS PLANOS DE SAÚDE

“Sicko – SOS Saúde” é um filme que todas as autoridades do setor deveriam ver pelo menos uma vez por semana, até saber tudo de cor. O que Moore conta é vergonhoso. E não é só nos EUA, aqui também.

Só para que ninguém se engane: A Amil, que não existia no Brasil, depois de comprar tudo o que queria, foi “vendida” para os EUA por 2 BILHÕES.

Mas continua aqui, explorando milhões de brasileiros, que não têm quem os defenda. Os planos NÃO SERÃO PUNIDOS, o governo dirá: “Não houve IRREGULARIDADE, apenas IMPOSSIBILIDADE de atendimento”.

E continuarão roubando, é de ROUBO que se trata, os incautos e indefesos trabalhadores, M-I-L-H-Õ-E-S.

PS – Afirmação provada e comprovada por Moore: “Os EUA têm 300 milhões de habitantes, 150 milhões não têm plano algum. E os outros 150 milhões têm planos, mas não conhecem seus direitos. São frustrados pelos donos dos planos, com a COLABORAÇÃO dos médicos”.

Não foi refutado, desmentido ou processado.

AGNELO, GOVERNADOR DO
PCdoB, PERDÃO, DO PT

Acusado de irregularidades, mas protegido, muitos falavam de seus bens, da linda mansão, restrições gerais. Queria ser governador do DF, pediu ajuda a Lula. Resposta: “Você é do PCdoB, não posso apoiá-lo”.

Rapidíssimo, falou: “Eu entro no PT imediatamente”.

O presidente disse que assim “talvez” fosse possível. Foi, se elegeu. Mas quase naufragou na CPI mista que começou barulhenta, acabou silenciosa para salvar o próprio Agnelo, Serginho (Cavendish) e o governador de Goiás Marconi Perillo.

Agora, Serginho não sabe o que fazer, atormentado pelo “fora Cabral”. O de Goiás tenta fingir que não existe nada contra ele. Agnelo volta às manchetes negativas. Pedem seu impeachment. Se conseguissem, que maravilha viver.

###
PS – João Batista, tua pergunta sobre os 92 milhões de processos na Justiça precisa ser repetida e retumbada: “Onde está a Corregedoria do CNJ?”.

PS2 – João, foi o próprio presidente do CNJ que criou o sistema de redução da morosidade, quer que pelo menos 50% deles tenham solução, mas não toma a iniciativa.

PS3 – Com a proibição de esconderem o rosto, os manifestantes reagiram carnavalescamente. E promoveram na Cinelândia, ontem à noite, concorrido e entusiasmado baile de máscaras.

 

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

26 thoughts on “Ninguém responsabilizará Toffoli? Onde estão o presidente e o corregedor do CNJ? 246 Planos de saúde roubam milhões dos ‘segurados’. O ministro Barroso jogou tempo fora, a Câmara pode CASSAR logo o Donadon-ladrão. O fim do voto secreto já é um avanço.

  1. Os petistas plantam Narcissus para ver se transforma o chavascal em jardim. É mais uma ação de enfeite no STF para impedir a atuação da justiça. Lula e o bando de malfeitores estão aos poucos aniquilando e desmoralizando todas as instituições.

  2. Advertência:
    O artigo abaixo de Jose Maria e Silva, só deve ser lido pelos homens fortes, honrados e com índole ilibada, pois o mesmo é equivalente a uma espada contra aqueles que carregam a tocha redentora do fracasso, dos traidores e mentirosos. Errar é humano, persistir no erro é diabólico.
    Aqueles que insistem por capricho ou apego ao amor juvenil de uma causa pode até ser bonitinho, mas é muito ordinário (ponto para Nelson Rodrigues).
    Apoiar em nome do povo, o delírio dos dirigentes do Foro de São Paulo é intolerável e pernicioso, além de muito prejudicial. As instituições, estão uma a uma, sendo aniquiladas desmoralizadas e submetidas ao esculacho de biltres cheios de sanha contra o ordenamento democrático. Nem é preciso de radiografia para ver o que está exposto aos olhos nu. Para estatísticas trágicas não fazem nada e para a ideologização da cretinice sempre fazem tudo, com o custo muito maior que o combinado. A infiltração é antiga e está difundida em todas as direções.
    Segue artigo do professor José Maria e Silva.

    MÍDIA SEM MÁSCARA
    Marilena Chauí transforma inocentes em utilitários da revolução
    ESCRITO POR JOSÉ MARIA E SILVA | 02 SETEMBRO 2013

    O marxismo é uma ideologia política para a maioria das pessoas comuns. Já para a maioria dos intelectuais, ele é uma teoria científica, um instrumento de interpretação da realidade que continua atual, especialmente no campo da história e da sociologia, com ramificações em muitas outras disciplinas. O alemão Karl Marx (1818-1883) divide com o francês Émile Durkheim (1858-1917) e com seu compatriota Max Weber (1864-1920) o título de “Pai Fundador” da sociologia.

    Além disso, ele é praticamente o único cientista social que, diretamente ou por intermédio de seus discípulos, influencia as chamadas “ciências duras”, como a biologia e a física. Todavia, o marxismo é mais do que uma teoria filosófica ou científica. Emendando Jean-Paul Sartre (1905-1980), o marxismo não é a filosofia insuperável de nosso tempo — ele se tornou a cultura da nossa época. Mesmo quem nunca abriu um livro de Marx, usa cotidianamente seus conceitos por força da hegemonia das ideias socialistas, começando pela concepção de capitalismo, que é um derivado marxista.

    Um exemplo da força do marxismo é sua incrível capacidade de se adaptar ou distorcer a realidade, conforme sua conveniência. Como oficiante de um ritual religioso, o intelectual marxista realiza cotidianamente a transubstanciação da realidade, criando verdadeiros universos paralelos, através dos quais julga vivos e mortos. É o que faz, por exemplo, a filósofa Marilena Chauí, professora titular da Universidade de São Paulo (USP), em uma longa entrevista à “Cult” do mês de agosto. A capa da revista traz a foto da filósofa metida numa blusa “vermelho-dilma” com uma manchete encomiástica: “A lucidez de Marilena Chauí”. E o título da entrevista não é menos laudatório, transformando a fala da entrevistada numa admoestação: “Pela responsabilidade intelectual e política”. Aos 71 anos de idade e 46 de magistério superior, a filósofa — que, desde a crise do mensalão, parou de escrever na “Folha de S. Paulo” e de conceder entrevistas à grande imprensa — tornou-se uma espécie de oráculo da “Cult” e é saudada pela editora da revista, Daysi Bregantini, como “a maior referência intelectual do País”.

    A afirmação é questionável, mas não deixa de ser verdadeira. Marilena Chauí talvez seja o único intelectual brasileiro que transita, com a mesma desenvoltura, tanto na ciência esotérica da pós-graduação quanto na didática do ensino médio, ajudando a formar gerações desde a década de 70. Ela foi um ícone da “Coleção Primeiros Passos”, da Editora Brasiliense, alcançando mais de 40 edições com o opúsculo “O Que É Ideologia”. Colaborou na Coleção Pensadores, da Editora Abril, e seu livro “Convite à Filosofia”, destinado ao ensino médio e publicado pela Editora Ática, já está na 14ª edição. Na outra ponta, é autora do que talvez seja o mais ambicioso tratado filosófico já escrito no Brasil: o livro “A Nervura do Real”, um estudo sobre Espinosa, com 1.240 páginas, anunciado como primeiro volume de sua reflexão sobre o filósofo holandês, filho de judeus portugueses. Para se ter uma ideia do prestígio da filósofa, “A Nervura do Real” foi publicado pela Companhia das Letras, com ampla divulgação na grande imprensa, quando o destino normal de tratados do gênero é o gueto de uma editora acadêmica, sem circulação comercial.

    Filósofa patrocinada pela “mídia burguesa”
    A despeito desse invejável currículo, que inclui o título de “doutor honoris causa” na Universidade de Paris (o primeiro conquistado por uma mulher brasileira), Marilena Chauí se mostra cada vez mais caótica em sua vã tentativa de conciliar o saber filosófico com a militância política. A filósofa uspiana parece viver num universo paralelo, ao ponto de atribuir ao fantasma do general Golbery do Couto e Silva os males da política atual, mesmo depois de dez anos de poder do PT. E Marilena só não se saiu pior porque o entrevistador, Juvenal Savian Filho, estudioso da filosofia medieval, foi seu orientando no doutorado de filosofia da USP e não fez nenhuma pergunta crítica para sua mestra, por quem nutre profundo respeito. O mote da entrevista são as manifestações de junho e, a partir delas, a filósofa discorre sobre a política brasileira, fazendo uma apaixonada defesa do Partido dos Trabalhadores. O que fica claro na entrevista é que Marilena Chauí nunca foi levada a sério pela cúpula do partido, que a vê como uma figura excêntrica, incapaz de compreender o pragmatismo da política. Quan­do ela atacou violentamente a classe média, no lançamento de um livro organizado por Emir Sader, Lula estava no encontro e se limitou a sorrir, condescendentemente.

    Felizmente para Marilena Chauí, marxistas como ela não precisam do governo do PT — a sociedade capitalista os financia fartamente. Seu “Convite à Filosofia” é publicado por uma das maiores editoras didáticas do País, a Editora Ática, que integra o Grupo Abril, amaldiçoado pela esquerda por publicar a revista “Veja”, e suas palestras são regiamente financiadas pela direita, que gosta de pagar para apanhar. Em 13 de março deste ano, Chauí esteve em Goiânia, no “Café de Ideais” do Centro Cultural Oscar Niemeyer, órgão do governo de Goiás, proferindo a palestra “Democracia e Sociedade Autoritária”. Como sempre, ela atacou a democracia liberal e o capitalismo — e foi paga para isso (provavelmente de modo régio) por um governo capitalista, ainda por cima do PSDB, partido que ela costuma incluir, raivosamente, na “direita”. Pela lista de patrocinadores do evento, percebe-se que ela cuspiu no prato de um dos melhores restaurantes da cidade, onde deve ter comido, e se hospedou no mesmo hotel cinco-estrelas onde o músico Paul McCartney também ficou quando cantou em Goiânia. Além disso, teve o apoio da “mídia burguesa” (e põe burguesa nisso), representada pelo Grupo Jaime Câmara.

    A palestra de Marilena Chauí na capital de Goiás ilustra o universo paralelo em que vivem os intelectuais de esquerda. Mesmo sendo financiada pela “burguesia” do Estado e falando para uma plateia de classe média (“desgraça” de seu imaginário), a filósofa não se mostrou capaz de compreender a essência da democracia, que ela reduz a um sistema de criação de “direitos” de mão única, sem se dar conta da contrapartida dos deveres. Bastava Chauí ter atentado para o nome do centro cultural em que pronunciou sua palestra — Oscar Niemeyer, típico representante da “esquerda caviar”, que morreu defendendo o comunismo à revelia de seus mais de 100 milhões de cadáveres. Se até um governo tucano, ao construir seu mais ambicioso centro cultural, rende culto a um comunista impenitente, e nele proliferam palestrantes de esquerda, com as bênçãos de dois intelectuais conceituados (os professores Nars Chaul e Lisandro Nogueira, da UFG), como é que Chauí ousa se encolerizar com o suposto poder hegemônico da direita, desmentido pela aceitação que ela e sua obra desfrutam?

    Na entrevista à “Cult”, Marilena Chauí comporta-se da mesma forma. Ela demoniza a grande imprensa, acusando-a de ser porta-voz da “direita”, mas, já na primeira resposta, sem querer, ela reconhece que foi justamente a grande imprensa que deu vida para os manifestantes de junho atacarem os bancos e outros símbolos da elite burguesa.

    “Gatos pingados” da USP fomentam badernas
    Senão vejamos. O professor Juvenal Savian lhe pergunta: “Qual foi a sua primeira reação ao ver tanta gente nas ruas durante as manifestações de 2013?” Marilena responde: “Um susto! Acompanhei as tentativas de manifestação do Passe Livre na USP e vi que o movimento não conseguia mais do que três gatos pingados para escutar. Nem digo participar da manifestação, mas escutar. Imaginei que iram para as ruas com cinquenta, cem pessoas. Então, levei um susto, pois não tinha entendido a relação entre o que eles estavam fazendo, ou seja, a fórmula clássica da mobilização, e o uso das redes sociais. Se eu soubesse que eles iriam usar as redes sociais, não teria me assustado, pois associaria com outros eventos que vi no mundo”.

    Marilena Chauí é decana da USP e, como se sabe, a universidade pública é um dos ambientes mais informatizados do País. Ela própria se mantém em dia com a Internet, pois seu currículo Lattes foi atualizado em 12 de junho último. E, ao dizer que acompanhou as “tentativas” de manifestação do Passe Livre na USP, ela confessa que não soube do movimento por acaso, através de terceiros, depois que ele eclodiu; não, Chauí era uma observadora (simpatizante? orientadora?) do Movimento Passe Livre, pois sabia de sua existência ainda embrionária e já o acompanhava quando ele ainda não passava de uma “tentativa” de manifestação de gatos pingados dentro da USP e dificilmente seria “acompanhado” por pessoas que não estivessem diretamente envolvidas com ele, ainda mais uma decana septuagenária. Ora, se Marilena Chauí tinha esse envolvimento com os gatos pingados do Passe Livre ao ponto de acompanhar até mesmo suas “tentativas” de manifestação, como é que nunca imaginou que eles iriam usar as redes sociais para tentar mobilizar a sociedade?

    É óbvio que Marilena Chauí tenta enganar seu leitor. Para não saber que os manifestantes iriam usar as redes sociais só se ela fosse uma pessoa autista (sem querer ofender os autistas). Seu fingido espanto é de conveniência. Ela não quer admitir que os gatos pingados do Passe Livre, insignificantes até dentro da USP, só foram ouvidos pelo País afora e pela presidente da República porque contaram com total apoio da imprensa, que, de forma ingênua, irresponsável e suicida, deu vida cívica aos devaneios virtuais de seus integrantes. O próprio fato de se ter a elitista USP servindo de criadouro para esse tipo de movimento radical é uma prova de que Marilena Chauí vive num universo paralelo, povoado pelas figuras fantasmagóricas de ricos burgueses pançudos e fumarentos, cujo esporte predileto é violentar os pobres e censurar seus críticos. Nem era necessário que vivêssemos sob a opressão da elite burguesa que Chauí enxerga (repetindo Lula) para que esses grupos radicais não existissem na USP. Bastava um regime verdadeiramente democrático, não refém da chantagem das minorias, para vermos os membros do Passe Livre e seus congêneres sumariamente expulsos da USP e das universidades públicas que, criminosamente, os homiziam.

    Chauí, a tia-avó de Pablo Capilé
    A exemplo de todo intelectual de esquerda, como o legendário Sartre, Marilena Chauí não enxerga o mundo real, mas o mundo de seus desejos: se está num país comunista, vê tudo cor de rosa; se está num país capitalista, nada presta. Na entrevista, ele teve a coragem de afirmar textualmente, afrontando os fatos: “Na USP, quando há manifestações, a primeira atitude do reitor é chamar a polícia”. Ora, o que se costuma ver na USP, bem como nas demais universidades públicas do País, é a covardia de reitores e professores, para não dizer cumplicidade, diante dos profissionais de passeata travestidos de alunos. Esses militantes de partidos de esquerda buscam a reprovação voluntária para continuarem infernizando a vida da universidade, mesmo não passando de meia dúzia de “gatos pingados”, para usar a expressão da própria Chauí. Dinheiro público não é capim e se um aluno não retribui o investimento da sociedade em sua formação, preferindo dedicar-se a depredações do patrimônio público, deve é ser expulso não só da escola onde estuda, mas de toda a rede pública, até o ano letivo seguinte. É isso ou a educação no Brasil vai continuar de mal a pior, obstruída pela violência cotidiana e impune dos próprios alunos.

    Mas a filósofa Marilena Chauí pensa justamente o contrário. Como integrante do Conselho da Cidade de São Paulo, convocado por Fernando Haddad (PT) depois das primeiras manifestações de junho, ela aconselhou o prefeito a transformar os “gatos pingados” do Movimento Passe Livre — que não foram eleitos por ninguém — em verdadeiros gestores da maior metrópole do País. Após defender Haddad, dizendo ele não foi ambíguo ao não revogar o aumento da passagem de imediato, Chauí faz a seguinte ressalva: “Faltou intuição política, pois Haddad poderia ter dito: ‘Vou revogar, mas convido o Movimento Passe Livre para uma reunião comigo e com o secretariado para fazermos um estudo de onde vamos tirar o subsídio’. Com isso, ele incorporaria o movimento à discussão de outros problemas da cidade e teria sido mais politizador. Haddad deu uma resposta técnica em um momento que pedia uma resposta política”. Reparem que Chauí tem 71 anos de idade e uma livre-docência, mas em vez de ralhar com a molecada do Movimento Passe Livre candidata-se a tia-avó de Pablo Capilé, deixando-se guiar por jovens incautos, que ela quer ver comandando a cidade ao lado do prefeito.

    A concepção de democracia de Marilena Chauí é a mesma do “fora-do-eixo” Pablo Capilé — por sinal, seu colega no Conselho da Cidade de São Paulo, instituído pelo petista Fernando Haddad. Chauí vive criticando duramente a democracia representativa (a única possível) e, como fez em sua palestra em Goiânia, chega a demonizar o consenso (que constitui a essência do regime democrático), preferindo enaltecer o conflito permanente, fomentado pelas facções de esquerda, que julgam falar em nome do povo. Contradito­riamente, na mesma entrevista à revista “Cult”, logo depois de afirmar que Haddad deveria convocar o Movimento Passe Livre para ajudá-lo a administrar a cidade, Chauí — obviamente pensando no PT, expulso de algumas manifestações — lamenta que os manifestantes tenham se voltado contra a política institucional, formada pelos partidos, e diz temer que isso favoreça a manipulação dos movimentos pela direita, como se houvesse alguma direita organizada no País. Ocorre que, na cabeça de Marilena, até a “Folha”, o “Estadão” e a Globo, com novelas que mais parecem manifestos estudantis de esquerda, não passam de ferozes esbirros da direita.

    Crítica aos manifestantes que antes ela apoiava
    O sonho de Marilena Chauí era ver o Estado de São Paulo pegando fogo para que caísse por terra o único bastião de resistência (por sinal, muito frouxo) ao poder totalitário petista. Como as manifestações se generalizaram e acabaram chamuscando o PT, especialmente depois da atabalhoada reação da presidente Dilma Rousseff, Chauí acabou criticando os manifestantes que inicialmente apoiara. E só pelo fato de seu partido estar no poder é que a filósofa ainda finge respeitar as instituições democráticas e critica os grupos radicais que recusam a mediação dos partidos políticos. Na “Cult”, ela chamou de “pueril” a conduta dos manifestantes que arrebentam com a institucionalidade, o que levou o entrevistador a reconhecer que “há uma espécie de incitação à violência por parte de alguns líderes de movimentos sociais e intelectuais de esquerda”, com a palavra “esquerda” devidamente colocada entre aspas. Coitado de Juvenal Savian! Sua mestra quase o repreendeu por esta pergunta: “Olha, existe a violência revolucionária” — disse Chauí, e quase vemos seu olhar de reprovação.

    Depois de fazer essa ressalva taxativa, Marilena Chauí passa a defender — com entusiasmo — o terrorismo, mascarando-o com a suposta nobreza da revolução. Vale a pena ler sua fala: “Olha, existe a violência revolucionária. Ela se dá no instante em que, pelo conjunto de condições objetivas e subjetivas que se realizam pela própria ação revolucionária, se entra num processo revolucionário. E, durante um processo revolucionário, a forma mesma da realização é a violência”. Notem que ela própria admite que “as condições objetivas e subjetivas da revolução” não estão dadas pela própria realidade — são provocadas pela ação dos revolucionários, que, feito bactérias morais, destroem o tecido social do qual se alimentam. É o que tem feito a esquerda no Brasil, sobretudo após a abertura política. As absurdas regalias legais para criminosos violentos, travestidas de direitos humanos, são um exemplo dessa ação revolucionária da esquerda, que visa criar um ambiente de anomia, propício a desesperar o cidadão e fortalecer o poder do Estado.

    Pregando a violência revolucionária
    Mas Chauí vai mais longe. Sem explicar como é possível impedir que justamente os mais pobres sejam os principais ovos do omelete revolucionário (pois todas as promessas redentoras do gênero resultaram em milhões de cadáveres anônimos), ela deixa claro que o papel do movimento revolucionário é destruir a sociedade vigente para criar outra sociedade. “E isso se faz com violência, não é por meio da conversa e do diálogo”, enfatiza. E, sem querer, revela toda a ética amoral da esquerda, a ética da morte, a ética do mal travestido de bem, que levou o pensador francês Alain Besançon a considerar o comunista até mais perverso do que o nazista. Marilena Chauí prova isso ao discorrer sobre o que entende ser as formas de violência: “Porque a forma fascista é a da eliminação do outro. A violência revolucionária não é isso. Ela leva à guerra civil, à destruição física do outro, mas ela não está lá para fazer isso. Ela está lá para produzir a destruição das formas existentes da propriedade e do poder e criar uma sociedade nova. É isso que ela vai fazer. A violência fascista não é isso. Ela é aquela que promove a exterminação do outro porque ele é o outro”.

    Notem o valor instrumental que a filósofa da USP confere à vida humana: para ela, a vida humana só tem valor até o momento em que terá de ser sacrificada em prol da revolução. É a mesma ética destruidora do pedagogo Paulo Freire, afirmada no best-seller “A Pedagogia do Oprimido”, manual de autoajuda marxista: “A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida”. Como já expliquei em outros artigos, essa frase de Paulo Freire é sua justificativa para os fuzilamentos sumários praticados pelos carniceiros da Revolução Cubana. Mas como o PT está no poder, não é hora de matar em nome da revolução, como explica sua colega de petismo Marilena Chauí: “Não estamos num processo revolucionário e por isso corremos o risco da violência fascista contra a esquerda (mesmo quando vinda de grupos que se consideram de ‘esquerda)”. Ou seja, se a violência dos manifestantes de junho se limitasse aos Estados governados pela oposição, sua violência seria revolucionária. Como ela atingiu até o cerne do poder federal em Brasília, então passou a ser fascista, na concepção da filósofa.

    Mas Chauí quer se mostrar sensível e, fingindo não saber que o líder da Revolução Bolchevique foi o criador do terror e dos campos de concentração que inspirariam Hitler, afirma: “Eu me lembro de uma frase lindíssima do Lênin em que ele dizia assim: ‘Há uma coisa que a burguesia deixou e que nós não vamos destruir: o bom gosto e as boas maneiras’”. Ou seja, justamente Chauí, que revira os olhos e espuma a boca ao xingar a classe média de “desgraça”, aprendeu com Lênin que o único valor da burguesia que não pode ser destruído é justamente sua casca. Como bem sabe Lula, bom mesmo é terno de grife e uísque importado. Por isso, o filósofo Alain Besançon, no livro “A Infelicidade do Século”, definiu, de forma lapidar, a essência de esquerdistas como Marilena Chauí: “O comunismo é mais perverso que o nazismo porque ele não pede ao homem que atue conscientemente como um criminoso, mas, ao contrário, se serve do espírito de justiça e de bondade que se estendeu por toda a terra para difundir em toda a terra o mal. Cada experiência comunista é recomeçada na inocência”. E Marilena Chauí, com seu inegável talento, é quem melhor transforma os inocentes em meros utilitários da revolução.

    Do Jornal Opção.

    José Maria e Silva é sociólogo e jornalista.
    MÍDIA SEM MÁSCARA.

  3. Caro Helio, essa questão do Ministro Toffoli (estou fora- da ética), mas o silêncio da AGU, em não tomar nenhuma providência, nos leva a RUI Barbosa em sua Poesia/Prece: Tenho Vergonha de mim em ser honesto, e a De Gaulle, este País não é sério.
    País, que um ministro da Suprema Corte leva vantagem financeira (baixa de juros de sua divida por já ter beneficiado seu credor em mais de 600 mil reais (a Mídia não nos deixa mentir), e não se considerar, desde o primeiro dia, suspeito para julgar, coloca o STF, em situação delicada perante a Srª JUSTIÇA.
    Enfim caro Sr. Helio, só nos resta pedir a DEUS sua Misericórdia, para nosso povo pacifico, que está acordando, e que em 05/10/14, acorde de vês, fazendo a grande faxina!?!?, pois o “foco” da corrupção é o “Congresso Nacional”, cujo Presidente do Senado Renan, é renunciante por corrupção, esperar o que?, só corrupção.
    Muita saúde e vida longa, caro jornalista, para a luta em defesa da Cidadania e fraternidade.

  4. Os planos de saúde são a máfia que estão por detrás dos atritos entre os médicos Brasileiros e Estrangeiros.

    Querem que o esquema de exploração se mantenha a qualquer custo.

    Existem os médicos que lhes são subservientes e os que não estão mais aceitando os planos.

    Daqui a pouco os bons médicos não aceitarão mais se sujeitar a esta exploração descarada.

    A ideia do baile de máscaras foi genial! Vai ter um bem grande dia 07 de setembro. O ingresso pode ser adquirido com com um litro de vinagre e um spray de 1 parte de água + 1 parte de água oxigenada.

  5. A saúde privada (sem trocadilho)

    Já disse aqui, algumas vezes, mas vou repetir de novo: o meu irmão, pequeno empresário, portador de um plano de saúde de categoria superior de um grande e antigo plano de saúde privada, citado na Tribuna da Imprensa, veio a falecer em decorrência de uma fratura no fêmur, por inacreditáveis seguidos atos de incompetências desse plano.

    Se tivesse acontecido nesses últimos 60 dias, em algum hospital público, por certo que teria merecido esplendorosa cobertura da grande mídia. Mas não foi nesses tumultuados dias, de poderosa turma, reivindicando espaço político, conduzindo milhares de manifestantes de rua em cima de legítimas reivindicações. Foi longe disso. Foi há alguns anos atrás. Além do que, com um poderoso e bilionário plano privado, acima das leis e de tudo. Nem estatística virou.

    A saúde pública é coisa séria demais para ser entregue as ambições comerciais, corrupções, negligências e incompetências. Boa parte da saúde pública já estaria funcionando em alta qualidade, caso os políticos e dirigentes fossem proibidos de fazer uso da medicina privada, principalmente, daqueles raros centros de medicina privada de alta qualidade, normalmente situados em São Paulo.

    Por tratar-se de um assunto sério demais, já deveria ter eficientes meios de pronta denúncia e documentação, de qualquer irregularidade e incompetências ocorridas na saúde pública e na saúde privada, com todas as pertinentes reclamações, bem à disposição do povo, via internet.

  6. LOBÃO,

    em mais uma entrevista polêmica: “Os protestos de rua pareciam desfile de escola de samba”

    Lobão: “Considero-me um jovem escritor e um músico veterano. E sei que o meu melhor ainda não chegou” (Foto: Divulgação)
    Lobão: “Considero-me um jovem escritor e um músico veterano. E sei que o meu melhor ainda não chegou” (Foto: Divulgação)
    Entrevista concedida a Alvaro Leme, publicada em edição impressa de VEJA

    CONTRA A “ABUNDÂNCIA DA MESMA OPINIÃO”

    O músico carioca afirma que a era PT sepultou a tolerância e a diversidade de pensamento e que os protestos de rua pareciam “desfile de escola de samba”

    Aos 55 anos, Lobão continua mau. O cantor carioca, nascido João Luiz Woerdenbag Filho, passou boa parte da vida trombando ora com a lei (nos anos 80, usuário contumaz de drogas diversas, era chamado tantas vezes a delegacias de polícia que passou a andar com algemas no bolso), ora com seus colegas músicos.

    Desancou a bossa nova, arrumou briga com os metaleiros e rompeu com as gravadoras e rádios adeptas do jabá — os agrados que as primeiras oferecem às segundas para que toquem suas músicas e que, segundo Lobão, incluem desde “carro zero” para os radialistas “até surubas, daquelas em que o cara come sushi em cima de uma mulher nua”.

    Quando o seu estoque de rebeldias parecia esgotado, ele escreveu Manifesto do Nada na Terra do Nunca, no qual critica o governo do PT e a figura do intelectual de esquerda — “espécie que reina soberana na nossa terra, patrulhando incautos e dando carteirada nos descontentes, filha de um marxismo guarani-caiová de butique e encarnação vívida da ofensa, da obtusidade e do recalque”.

    A VEJA, ele disse o que acha dos recentes protestos de rua e dos grupos que se beneficiaram deles.

    O que o senhor — que já foi “um hedonista alienado”, anarquista e petista — achou dos protestos de rua que ocorreram no Brasil?

    Eu os achei parecidos com desfile de escola de samba. Tinha a comissão de frente, os destaques atrás e, encerrando a apresentação, a ala do quebra-tudo.

    O senhor se refere aos black blocs?

    Ficar quebrando coisas, francamente, é constrangedor. Ainda mais de máscara na cara. Se eu fosse governante, criava logo o “passeatódromo”. Assim, os manifestantes poderiam reivindicar o que quisessem e dar entrevistas para o Mídia Ninja sem atrapalhar a vida dos outros nem depredar o patrimônio público.

    Aliás, vamos combinar que independente esse pessoal do Mídia Ninja não é. Nos protestos, eles ficaram ao lado dos manifestantes o tempo todo e provocaram os policiais partindo do pressuposto maniqueísta de que soldado é bandido e os outros, mocinhos.

    Isso quer dizer que o senhor é contra as manifestações?

    Sou a favor de manifestações qualquer que seja a causa, desde que haja uma causa definida. Com objetividade e foco, o pais poderia ter dado grandes passos. Mas, do jeito que foram feitos, os protestos só serviram para fortalecer as esquerdas. Hoje não existe estrutura política mais bem organizada e forte do que os partidos à esquerda do PT. Foram eles que tiraram mais proveito da insatisfação geral da população.

    Segundo as pesquisas, o grupo da ex-senadora Marina Silva foi o principal beneficiado. Muitos a veem como uma alternativa aos políticos tradicionais. O senhor concorda com isso?

    Sendo delicado, diria a quem pensa assim que é ingênuo. A Marina, apesar de usar eufemismos como chamar “partido” de “rede”, é uma política veterana — e deve ser vista como tal. Na minha opinião, ela é uma versão ainda mais destrambelhada da esquerda porque, para piorar tudo, é evangélica.

    Imagine os verdes religiosos no poder — o Brasil viraria uma “clorofilocracia” teocrata. O que, ainda por cima, não tem o menor charme, não é não?

    Sobre as críticas ao seu livro: “As pessoas são tão jecas que não suportam alguém que tem opinião”.
    O seu livro provocou uma onda de críticas vindas sobretudo de setores da esquerda. O que achou delas?

    A intenção foi essa mesmo. A adrenalina que eu senti ao escrever deve ter sido a mesma de um cara que planeja um atentado — sabe que vai explodir uma bomba a qualquer momento.

    Agora, as reações que eu vi me fizeram concluir que as pessoas perderam o humor. Teve gente que me mandou dar um tiro na boca sem sequer ter lido o livro.

    A internet virou um campo de batalha com escrotidões de todos os lados. Mas acho que despertei uma maioria silenciosa que se sentia reprimida — hoje, tudo o que não se encaixe no discurso do petismo já vira coisa de reacionário.

    Não há mais espaço para a tolerância e para a diversidade de pensamento. As pessoas são tão jecas que não suportam alguém que tem opinião. E existe abundância da mesma opinião no Brasil.

    Mas escrever um capítulo intitulado Vamos assassinar a presidenta da República? não foi um exagero?

    Deixe-me esclarecer: é óbvio que eu não quero matar a Dilma.

    Minha intenção foi chamar atenção para a Comissão da Verdade, uma oportunidade claramente perdida. Ela deveria servir para lembrar que o governo tem de ser justo com todos e não ficar escolhendo o que vai ser investigado e o que vai ser encoberto.

    O governo é formado por gente que integrou a luta armada. Esse lado, como se sabe, também tinha seus podres, e não eram poucos. Praticava assaltos, sequestros e até assassinatos.

    Minha ideia é apenas cobrar coerência. Se hoje há terroristas no poder, eles também precisam contar o que fizeram — inclusive a presidente Dilma. No lugar dela, seria o primeiro a sugerir que investigassem o meu passado. Mas os simplistas de plantão não entendem algo tão elementar e me acusam de ser a favor da ditadura.

    O senhor já fez campanha para Lula e depois rompeu com o PT. Hoje, vota em quem?

    Em ninguém. Aliás, aproveito o ensejo para propor uma campanha para o voto deixar de ser obrigatório. Em uma democracia não se pode obrigar. Não quero sair da minha casa para poder anular meu voto.

    O que exatamente o decepcionou em relação ao PT?

    Comecei a mudar de opinião quando o Lula colocou o Gilberto Gil no Ministério da Cultura.

    As ideias do Gil eram opostas às minhas. Eu estava em guerra contra as gravadoras, em campanha pela numeração dos discos e pelo controle das tiragens, e o Gil não quis comprar a briga, pelo contrário. Ele se cercou de picaretas que só fizeram estimular o axé e o sertanejo universitário.

    Mesmo assim, continuei apoiando o governo, até que veio o mensalão.

    Senti uma profunda vergonha. O que mais distinguia o PT do resto era justamente a aura da honestidade, da ética. Eu embarquei nessa. Fiz o papel do “idiota útil”. Confesso: era uma anta política.

    Não é outro exagero essa autocrítica?

    Vou dar um exemplo. Nas eleições de 1989, eu tinha acabado de voltar de uma temporada nos Estados Unidos e dei uma entrevista dizendo que votaria no Roberto Freire. Só que eu achava que estava falando do psicanalista. Só descobri que era um homônimo dele quando armaram um encontro entre nós e conheci o verdadeiro Freire candidato, então no Partido Comunista Brasileiro. Um mico.

    Voltando ao PT, o problema é que a nossa cultura é muito primária e simplista, e o jeito petista de governar exacerbou isso. Eles administram pela divisão estanque de ideias e grupos. O entendimento é sempre de que o lado mais forte se opõe ao mais fraco: é o heterossexual contra o homossexual, o branco contra o negro.

    Nesse ambiente, fica impossível dizer o que se pensa de verdade. Acho intelectualmente desestimulante.

    “O Chico era o garoto que toda mãe queria ver casado com a filha. Minha mãe adorava o Médici, de olhos azuis, e o Chico Buarque, de olhos verdes. Ela não sabia direito onde terminava um e começava o outro” (Foto: Alice Hattori)
    “O Chico era o garoto que toda mãe queria ver casado com a filha. Minha mãe adorava o Médici, de olhos azuis, e o Chico Buarque, de olhos verdes. Ela não sabia direito onde terminava um e começava o outro” (Foto: Alice Hattori)
    Por que há mais de vinte anos o senhor não emplaca um sucesso nas rádios?

    Porque eu me rebelei contra o jabá.

    Para agradar aos radialistas e colocar uma música no ar, as gravadoras sempre fizeram de tudo e mais um pouco: distribuem passagem para o exterior, carro zero, promovem até surubas, daquelas em que o cara come sushi em cima do corpo de uma mulher nua.

    Eu fiz parte disso. A única música minha que estourou espontaneamente foi Me Chama. Decidi romper com esse sistema, fui para o underground e, em 1999, vendi 100.000 discos em bancas de revista.

    E continuei produzindo coisas novas, não fiquei reciclando o que fazia nos anos 80, como tantos cadáveres insepultos que circulam por aí.

    O Caetano Veloso entra nessa categoria?

    Ele até é uma pessoa querida, mas há muita tempo o que faz deixou de ser relevante.

    Acho até engraçado o jeito de o Caetano tocar rock. Ele toca com o dedinho levantado, como se estivesse tomando um cafezinho. Para falar a verdade, não acho o trabalho dele substancial desde o disco Muito, de 1978, lá se vão mais de trinta anos.

    O Gil também, desde a época do Refavela, do Realce, parou no tempo.

    E o Chico Buarque?

    Desse eu nunca gostei mesmo.

    Nada pessoal, mas é que ele é daqueles que têm inveja da pobreza. A prosódia dele me dá urticária.

    Nunca foi sinônimo de subversão. O Chico era o garoto que toda mãe queria ver casado com a filha. Minha mãe adorava o (ex-presidente da República Emílio Garrastazu) Médici, de olhos azuis, e o Chico Buarque, de olhos verdes. Ela não sabia direito onde terminava um e começava o outro.

    O que acha da atividade do grupo Fora do Eixo, que começou organizando festivais de música fora do circuito Rio-São Paulo e hoje é acusado, entre outras coisas, de explorar os artistas com que trabalha?

    Eu conheço o Fora do Eixo e acho que o que eles fazem é vampirizar o artista.

    Organizam festivais, arrecadam milhões de reais e, em vez de pagar às bandas, reinvestem neles mesmos.

    Eu e um grupo de amigos estamos nos movimentando para denunciar e chacoalhar esses caras. Se fazem uma auditoria ali, a organização só sobrevive uma semana. O assustador é que os caras estão em todas as universidades brasileiras e fazem a cabeça de uma porção de gente.

    Quem é seu público hoje?

    É gente de 12 a 50 anos, que canta as músicas que não tocam no rádio. Meu público é muito seletivo. Não quero ficar tocando grandes sucessos. Faço rock”n”roll da melhor qualidade e sei que tenho o melhor show do Brasil. Faço shows o ano inteiro.

    Aprendi a tocar guitarra direito, à ter gosto por cantar, me tornei um bom letrista. Se eu não tivesse como viver de música, estaria morto.

    Estou me lixando para o mainstream. Agora, eu pergunto: quem da minha geração está fazendo música hoje? Está todo mundo debaixo da Lei Rouanet.

    A Lei Rouanet faz mais mal do que bem à cultura brasileira?

    Ela é perversa. Acho que o Rouanet, quando idealizou a lei, pensou em quem fazia música experimental, um Arrigo Bamabé da vida, gente que faz pesquisa musical, que não sobreviveria sem o mercado.

    Ou nos artistas que estão começando. A lei é maravilhosa para isso. Mas o modo como ela é usada hoje não está certo.

    Se você coloca vários medalhões na parada, a empresário vai pegar aquele que rende mais. Você não vai colocar uma coisa pequenininha com um medalhão. O mais grave é o seguinte: de uma forma ou de outra, com a lei, o Estado dá dinheiro e transforma o artista num militante.

    É verdade que recusou 2 milhões de reais que receberia da Lei Rouanet?

    Mais precisamente 1.996.000 reais. Sou sócio da minha mulher numa produtora, e ela me incluiu em um projeto sem o meu conhecimento.

    Só soube depois que o pedido havia sido aprovado. Fiquei bravíssimo.

    O senhor ainda usa drogas?

    Não uso desde 1991 e me sinto muito livre. Nos anos 80, todo mundo — quem fazia valsa, pagode, bossa nova, MPB — cheirava quantidades bíblicas de pó.

    Nunca tinha sido um grande consumidor até a hora em que me prenderam e tive contato com os chefões da droga na prisão. Acabei me enturmando e passei a ser bem-vindo nos morros cariocas. Hoje, tomo um vinho, uma cachacinha, mas cocaína, maconha, nunca mais.

    Julga-se incompreendido?

    Sem dúvida. Muita gente por aí não entende nada de nada do que eu falo. E olhe que eu não sou um poço de inteligência.

    Considera-se um bom escritor?

    Sim.

    Melhor do que músico?

    Sou muito exigente naquilo que eu faço. Faço 100 músicas para considerar uma boa. Escrevo 1.000 páginas para publicar 248.

    Tenho uma gana que um cara de 18 anos não tem. E um de 55, muito menos. Geralmente um cara da minha idade está numa curva descendente. Eu, não. Considero-me um jovem escritor e um músico veterano. E sei que o meu melhor ainda não chegou.

  7. O CNJ NÃO VAI INVESTIGAR E PUNIR:

    1)Luiz Inácio Adms?
    2)Lewandoswski?
    3)Toffoli??

    Então! E melhor convocar Fernandinho Beira Mar para assumir o posto como ministro do CNJ, TCU, STJ, STF, STE.

    O deputado Zoinho- PR-Rio Disse;

    Se dizer que não sou 100% honesto por que nem Jesus foi.

    O PR- Partido da República só tem evangélico e ladrões. 2/3 dos parlamentares desse partido tem processos por roubar dinheiro público e peculato.

    O aluguel de carros por deputados em todo Brasil é celebrado para desviar recursos públicos. A população sabe disso desde Tiradentes. Só quem não sabe de porra nenhuma são:

    1)TCU
    2)PGU
    3)TSE
    4)STJ
    5)MPF
    6)STF
    7)CNJ.

  8. Editorial da Rede Globo representa um marco histórico!

    A ABJETA RETRATAÇÃO DO JORNAL O GLOBO.

    Porque o Brasil está novamente à frente do mesmo abismo e hoje não existem mais homens de coragem e honra para enfrentar este abismo! Compare-se Carlos Lacerda com Sérgio Cabral, Adhemar de Barros com Alckmin, Magalhães Pinto com Anastasia, Ildo Meneghetti com Tarso Genro. Compare-se a atual cúpula militar com a daquela época: Peri com Castello Branco? Só rindo! Ou chorando de raiva de ver em que se acabaram as chamadas Forças Armadas – eram Armadas, hoje desarmadas não somente de material bélico, mas também de coragem e honra!

    Mais aqui: http://libertatum.blogspot.com.br/

  9. Lendo o artigo abaixo, grifei : obtido títulos de doutorado falsos. Lembrei, incontinenti, algumas figuras de proa que governam o nosso país.

    …Em 1972 eu preparei uma visita oficial de Ceausescu a Havana, e, durante ela, também fui o seu braço direito. Fidel era o testa de ferro, Raul o ajudante geral. A primeira dama cubana não era a esposa de Fidel, mas a de Raul. Elena Ceausescu empinou o nariz para ela, mas, no momento certo, as duas primeiras damas se entenderam esplendidamente. Tanto Elena quanto Vilma Espin Guilloys haviam abandonado os estudos, ambas fingiam ser químicas, ambas haviam obtido títulos de doutorado falsos, ambas eram do partido comunista antes dele ter chegado ao poder em seus países, ambas se tornaram membros do Conselho de Estado e ambas eram presidentes das organizações de Federação de Mulheres em seus países.
    Mias, aqui: Quem é Raul Castro?
    ESCRITO POR ION MIHAI PACEPA | 03 SETEMBRO 2013.
    LINK: http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/comunismo/14478-quem-e-raul-castro.html

  10. Petista toca o trombone.
    Henrique Fontana declara que Rui Falcão suborna aliados e compra permanecia na presidência do PT.
    De crime em crime o Brasil afunda no abismo de lama. Será que é com dinheiro da refinaria de Pasadena-USA? O PT vai entrar na lista da revista Forbs como um partido bilionário, e não é com venda de botons e alface. Podem acreditar!

  11. Hitler, quando estava na cadeia, escreveu “Mein Kampf” (Minha Luta). Dirceu, preso, vai escrever: “Mein Gerissenheit” (Minha malandragem)….

  12. Hélio está na Constituição que Toffoli pode ser questionado pela AGU ou outra instância obrigando-o a não ser relator de matéria em que ele seria suspeito? Se não está no livrinho(roialtes para o general presidente Eurico Gaspar Dutra),depende do próprio Toffoli declarar-se impedido.É uma questão de ética. Toffoli é ético?

  13. Psicanalista petista chuta o divã.
    Irritada, muito irritada Maria Rita Kehl desabafa e manda ministra Martha Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy enviar os moldes da moda parisiense naquele lugar. E ainda, no desabafo conclui estar farta de peruas metidas a bestas.

  14. Rodrigo,José Maria Silva e Marilene Chuaí, três propagandistas do PT. É isso mesmo o PT de direita fantasiado de esquerda, filhote da UDN, do Golbery, da AFL-CIO, e da Igreja ultrapassada. O Hélio e Newton abrem este espaço para qualquer pessoa dizer e publicar o que quizer. Mas convenhamos, isso é dose para CAVALO.RODRIGO DEIXA DE TOMAR CACHAÇA. Visita os “Alcolicos Anônimos”.

  15. FAVOR, MOSTREM A TODOS!!!

    Translate with Google!!!

    Senhor Glenn Greenwald , por favor ajude o senhor Roberto Milán e sua família que estão sendo vitimas de crimes contra a humanidade que o estado brasileiro em seus três poderes está cometendo conforme pode ser visto em provas vastas encontradas nos Blogs do senhor Roberto Milán que agora está proibido de publicar qualquer coisa em seus Blogs sob Pena de ser novamente levado como se fosse deficiente mental para ser internado em um Hospital Psiquiátrico novamente, só que, é possível não ter um outro médico no Hospital que negue o mandato Judicial e em consequência perca seu TRABALHO no Hospital Universitário de Santa Maria.

    O Endereço de Roberto Milán é:

    Rua Barão do Triunfo, N:1715, Santa Maria RS. Cep 97015070

    Fone 0055 55 81070671 e 32238271

    Como o senhor pode ajudar?

    Entrte em contato com o senhor Roberto Milán pelos e-mail robertomrmilan@hotmail.com ou robertomrmilan@gmail.com se os seu e-mail não for desviado, o senhor Roberto Milán poderá lhe dá mais informações, inclusive que corre o risco eminente de ser morto trabalhando como se tivesse sido vitima de um acidente aéreo, ele está trabalhando como Piloto Agrícola. Caso não receba resposta do seu e-mail enviado para o senhor Roberto Publique no Comentários do Blog Flight Safety by Roberto Milán. Diga o seu endereço físico para o senhor Roberto Milán Lhe mandar o livro RMAP por Correio, mas, é provável que não chegue, pois, o Correio está impedindo que encomendas cheguem ao senhor Roberto Milán, porém o senhor saberá do numero do Sedex.

    Fale com o senhor Julian Assange para ele publicar os crimes contra a humanidade que o senhor Roberto Milán e Família são vitimas.

    Fale com Editoras sérias que podem publicar o livro RMAP, A Verdadeira Causa do Acidente da TAM que as Autoridades Estão Censurando. Sei que na Europa tem Editoras que são livres, aqui no Brasil todas são coagidas, o Livro foi feito em uma Gráfica que foi FECHADA.

    Fale com o senhor Baltasar Gerzón para me advogar, pois a OAB, está proibindo qualquer Advogado brasileiro de advogar para o senhor Roberto Milán.

    Sei que é praticamente impossível o senhor publicar no jornal que o senhor trabalha o que está acontecendo com o senhor Roberto Milán e sua família principalmente porque que está cometendo estes crimes é para proteger o Interesse da Air Bus, Boeing, Embraer, etc… Mas, quem sabe o seu Jornal é livre o suficiente para ajudar o senhor Roberto Milán a Salvar vidas fazendo a aviação Civil mais SEGURA.

    A Rede Globo faz parte do esquema, queria dinheiro do senhor Roberto Milán para mostrar para a População a verdadeira causa do Acidente da TAM e o senhor Roberto Milán Denuncio-a ao Ministério Público que está protegendo-a junto com muitas autoridades como o Senador Sarney

    Continua…

  16. Continuação…

    Veja alguns links…

    http://robertomrmilan.blogspot.com.br/2011/09/notice-to-visitor-that-read-in-english.html

    Please, help me and my family, the people that do not want the protection of the Flight Safety wants to kill us, please show the true cause of TAM in Congonhas, Brazil and Air France 447 air crash in Brazil.

    http://robertomrmilan.blogspot.com.br/2012/05/please-help-me-and-my-family-people.html

    http://robertomrmilan.blogspot.com.br/2011/11/pericles-da-costa-vice-presidente-da.html

    http://robertomrmilan.blogspot.com.br/2011/09/claro-crime-contra-os-direitos-humanos.html

    REDE GLOBO É a CABEÇA da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA da MÍDIA no BRASIL.

    http://robertomrmilan.blogspot.com.br/2011/06/rede-globo-e-cabeca-da-organizacao.html

    Como o senhor pode ver , existe um mar de crimes contra a humanidade sobre o senhor Roberto Milán e sua Família.

    Ajude-o, não é preciso se prejudicar, só mostre as pessoas que o senhor conhece que podem ajudar alguém como o Snowden está muito aflito e com medo de perder sua vida sem ter ajudado a salvar vidas.

    Ajude, pelo menos mostre au ex-Juiz Baltasar Garzón, o senhor Roberto Milán é Cidadão Espanhol também.

    Enquanto o mundo não ficar sabendo da causa do Acidente da TAM, Air France e outros, a vida do senhor Roberto Milán continuará em Perigo eminente.

    Muito Obrigado pela Atenção e compreensão;

    Manoel Xaves

  17. O VOTO ABERTO NASCE FRAUDADO.

    Hélio você que conhece bem o Serginho Cabralzinho Filinho (royaltes para Hélio Fernandes), talvez não tenha registrado que a Assembléia Legislativa aqui do Rio de Janeiro foi a primeira a aprovar o voto aberto. Serginho era o presidente e Garotinho governador e ainda eram irmaõzinhos. Sabe qual a razão? Acertaram suborno para desaprovar determinada matéria e perderam. Pela quantidade dos que comeram grana não podiam perder.Serginho e Garotinho pensaram, pensaram e concluiram: Vamos aprovar o voto aberto. Só vamos pagar a quem votar como mandarmos. E assim foi feito. Depois disso não perderam uma. A lógica é a seguinte: O pilantra, subornável não tem vergonha de nada, escrúpulo muito menos. O que querem é receber a grana. Povo? Povo? Que se dane. Lembremo-nos de Chico Alencar que abandonou a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados para salvar amiguinhos do PT, mas já estava no PSOL. Não sei se ele recebeu grana estou dando apenas um exemplo.

  18. Ufa! Ainda não estou cego.
    .
    “A EXTORSÃO DOS PLANOS DE SAÚDE

    O governo suspendeu 246 “planos” de saúde, por excesso de irregularidades (centenas de milhares de possuidores desses planos, passando da casa dos milhões, pagam e não têm direito a coisa alguma. Levam semana e até meses para conseguirem atendimento, e muitas vezes são mandados para o SUS, que é estatal).

    É um sistema criminoso, altamente rentável. E se os clientes não pagam no dia do vencimento, imediatamente são “desatendidos”, uma redundância, pois sempre foram desprezados. Esses “planos” custam caríssimo, os mais baratos (?) ficam entre 360 e 400 reais mensais, quase um salário mínimo.”

  19. Democracia, qual?
    .
    Recentemente o nordeste foi, por algumas horas, paralisado por grupelhos politicamente manipulados com a conivência do governo. Se já no perímetro urbano é espantoso, o absurdo de interromper o trânsito numa BR é de uma indigência mental espantadora por ser a expressão bestial da raiva pela raiva, raiva irracional, patológica, sem objeto ou com objeto trocado; anomalia digna de estudos psiquiátricos…ou de origem revolucionária coordenada que bem se aproxima do terrorismo.

    Manifestações públicas não necessitam de apoio do governo, acontecem a par do apoio ou ação dele. Exige ação repressora que se erige em dever em tendo a ordem e a lei por bases regulares irremovíveis.

    O governo ao apoiar manifestações usa ilegal e ilegitimamente a força organizada, legal e legitimada, a violência que assim se configura no próprio Estado. Consequentemente atenta e rompe com o status quo, com a ordem constitucional vigente; propõe uma revolução.
    Não existem “manifestações públicas pacíficas” sem objeto definido; sem liderança e nos exatos termos da lei como pretendem fazer crer, toleram e estimulam imprensa e governo. Toda manifestação desse tipo é uma insurgência contra a ordem constituída; se funda no muito humano sentimento da raiva por se saber que o que pode ser mudado não está sendo mudado. E esses movimentos são facilmente manipulados pelo grupo político no poder que empalma o Estado.

    O mais preocupante é que estamos seguindo na contramão. Por uma via desordeira, ilegal e imoral demagogicamente denominada democrática e assim espúria e canhestramente inserida no conteúdo jurídico pátrio por uma interessada e ideológica interpretação do grupo que se louva de um passado terrorista ao ponto de publicamente elogiado no plenário do STF, ou seja, no mais alto patamar da Justiça nacional.

    – Democracia não é exigência, vandalismo, supressão de direitos, violência. Isso é revolução ou terrorismo caminho que o amanhã brasileiro está prometendo. Diversamente, democracia é dar de si; é participação, empatia, tolerância; é sacrifício; é doação em prol do bem comum, sujeição ao interesse geral, à lei considerada legítima. Democracia não significa, portanto, pacifismo ingênuo, absenteísmo, afastamento das questões política. Democracia é exercício cívico da cidadania, exige participação efetiva de todos. Todavia, participação o mais possível isenta e racional, sem paixões, radicalismos, emocionalismos…e tantos outros ismos que se esgueiram para explosão em momentos históricos em que nações se fragilizam politicamente.

    – Democracia requer compreensão do momento político que somente pode surgir do integral e livre debate de opiniões alcançadas e consolidadas por uma liderança com inconteste coragem moral

    Lideranças não se candidatam, nem se formatam, surgem. Por detrás da estúpida e circunstancial crise moral brasileira está., dentre tantos muitos outros fatores de ordem cultural, a crise de liderança provocada por um sistema político corrupto tanto físico, quanto mental.
    Massa, multidão não muda nada; é mero instrumento do poder. O que muda é povo, povo com o sentido de união em torno de instituições, princípios e valores comuns sob uma sólida liderança.

  20. O estupendo talento de Hélio Fernandes faz escola. Há companheiros escrevendo bem e enriquecendo a quem os lê. Este mural deve ser recomendado por professores de Jornalismo, Direito e de faculdades mais voltadas ao mundo da cultura.
    Temos recebido agradecimentos por haver indicado a leitura do que se escreve neste espaço virtual.

  21. Toffoli,Lewandowski,Barroso e mais alguns PT-istas, são os tipicos burgueses podres que servem só como esterco podre onde brota o cogumelo venenoso do comunismo! No comunismo, esses idiotas vã ser os primeiros a serem fuzilados!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *