No ano presidencivel que comea hoje, surge um candidato que pode obrigar o PMDB a mostrar que mesmo o maior do Brasil, lanando nome prprio e verdadeiro

Como este 2010 que comea hoje eleitoral, e principalmente presidencivel, tratemos do fato que pode ser o mais importante de todos. Ou seja: a fortssima tendncia do PMDB abandonar a posio absurda de apoiar candidatos dos outros. E aparecer com um candidato pessoal e intransfervel.

Os partidos s deveriam existir cumprindo duas exigncias. 1 Terem candidato prprio, pelo menos no primeiro turno. 2 Conquistarem representatividade, ou seja, elegendo deputados ou senadores. Esse negcio (a palavra exata) de receberem recursos do chamado Fundo Partidrio, sem elegerem ningum, tem que acabar.

No caso do PMDB, reconhecido como o maior partido nacional pelo nmero de prefeitos, deputados, senadores e governadores, mais grave ainda ficar isolado e sem candidato. Tem sido a filosofia caolha e capenga nos ltimos anos.

Agora, o Presidente de Honra do partido, Paes de Andrade, assumiu a coordenao do candidato prprio. Presidente do partido, embaixador, presidente da Cmara e vrias vezes interino como Presidente da Repblica, no coordena, trabalha nem aparece apenas com teorias e sem nome para lanar.

Nada disso. Paes de Andrade quer o PMDB com candidato prprio, e j anuncia esse candidato: se chama Roberto Requio. Prefeito, governador, senador, mais duas vezes governador, est disposto a concorrer. E no PMDB quem tem votos, disposio, convico. E pode at ganhar.

Pelo menos metade do PMDB caminha para apoiar sua candidatura. Sabem que ele no desistir, votou contra e a favor de Lula, j foi seu amigo. Desde que Lula (com Nelson Jobim) torpedeou a Lei 9471 de FHC, entregando a Petrobras, s falou com ele uma vez. Mas no so inimigos.

Quase sempre vencedor

Polmico, fiel s suas idias e convices, lutou de todas as formas e maneiras, no abandonava o combate, o bom combate, por mais poderosos que fossem seus adversrios. Por isso, sem teve projeo nacional, desde estudante, formado em Jornalismo, Direito, Urbanismo, Administrao.

1 Prefeito de Curitiba em 1985, depois da ditadura, na primeira eleio direta para as capitais. Comeava um ciclo de lutas com Jaime Lerner, que no incio ia bem, realizador. Mas depois se enrolou, se enredou e se entrelaou com o jornalismo amestrado, este bastante venturoso, como sempre.

2 Em 1990 foi eleito governador, e exerceu o cargo da mesma forma renovadora, mas tambm perturbadora e nada desvanecedora. (Para os adversrios).

3 Terminado o mandato em 1994, como no havia (ainda) reeeleio, se candidatou ao Senado. Foi eleito com a maior votao (proporcional) de toda a Histria do Brasil. Mais de 2 milhes de votos.

Primeira possibilidade da Presidncia, sem sucesso

4 Tendo se desincompatibilizado para o Senado, aproveitou o vcuo e concordou em ser um possvel morador do Planalto-Alvorada. Teve grande aceitao, mas o PMDB j desenvolvia a tese: melhor do que eleger o Presidente, dominar o Presidente e a Presidncia. O partido aceitou a idia de que, ficando de fora e recebendo por fora, era muito melhor.

Senador autntico e revolucionrio

5 Logo, logo indicado para relator da CPI dos Precatrios, (presidida por Bernardo Cabral) obteve a maior repercusso possvel, sendo novamente lembrado para Presidente, na reeeleio de FHC. (Comprada, paga e aproveitada por ele, com dinheiro arrecadado por Sergio Motta, no surpreendentemente, amigo de FHC e amicssimo e scio de Golbery).

Acusados: Bradesco e Arraes

6 O relatrio da CPI dos Precatrios no livrou ningum. Denunciou, com provas, desde o ento maior banco brasileiro (o Bradesco, que se tornou potncia explorando o povo e protegido pelos governos, principalmente da ditadura) at o governador de Pernambuco, Miguel Arraes, tido e havido como vestal pelo fato de ser comunista. (Como se na Unio Sovitica no surgissem centenas de bilionrios em massa, a cada plano qinqenal).

1998: derrotado para governador

7 Senador at 2002, tentou voltar ao governo, no conseguiu. Mas teve 45 por cento dos votos, mantendo os quase 2 milhes que tivera 4 anos antes.

8 Em 2002, fim do mandato no Senado, com a reeleio garantida (duas vagas, como agora), mas sem medo de nada e no fazendo poltica profissional e sim para a coletividade, se candidatou ao governo, foi eleito com bastante facilidade.

9 J em plena Era da Reeeleio, em 2006, concorreu contra Osmar Dias, (irmo de lvaro, que se reelegeu senador at 2014) ganhando por menos de 10 mil votos. Quando faltava apurar 1 por cento dos votos, no se sabia quem seria o vencedor.

10 Votou sempre em Lula, menos em 1989. Como do seu hbito, ndole e temperamento, no fica amigo ou inimigo at que a morte nos separe. Apoiou Lula no incio, no gostou de muita coisa, ficou longe um bom perodo. Agora parece que est bem com o Presidente. Embora esse estar bem, tenha todas as caractersticas de um salto mortal.

Para Lula esse salto no seria to mortal, gostaria de Requio como vice de Dona Dilma. No colocou seu nome na lista trplice, sabia que Requio reagiria com violncia e contra. Requio quer ser presidencivel mesmo, embora tenha 8 anos garantidos eleitoralmente, no Senado.

PS Explicao final do reprter. Requio no MEU CANDIDATO INCONDICIONAL. Mas pode ser opo. Assim que assumiu o governo, em 2003, comeou a promover conferncias no Paran, com pessoas que podiam informar as 300 pessoas, no mnimo, que compareciam. Fui l duas vezes, inclusive dei duas entrevistas TV Educativa do Paran, a mais bem equipada do pas.

PS2 Na palestra, com o governador presente (ia a todas, lgico), me perguntaram: O senhor participou de vrias campanhas de presidente, se frustrou? Respondi: Todos me decepcionaram, eleitos, e dois me frustraram por no terem sido eleitos. Citei Juscelino e Jnio, o primeiro participei da campanha inteira, de Jnio, a metade. Depois falei em Lacerda e Brizola, que considerava timos presidentes.

PS3 E terminando, com Requio ao meu lado, declarei: Meu prximo candidato e provavelmente minha ltima frustrao, dever ser o governador Requio. A princpio, a platia no entendeu, depois bateu palmas de p, pela sinceridade. Requio tambm no entendeu, mas sabe que continuo o mesmo a respeito da ELEIO e da FRUSTRAO. Espero acertar na premissa inicial e errar na segunda.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.