No caso da Previdência, Bolsonaro está certo; Rodrigo Maia entra na contramão

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Charge do Gilmar (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Os três maiores jornais do país, O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, em suas edições de ontem, deram grande destaque ao entrechoque protagonizado pelo presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em torno do projeto de reforma da Previdência Social.

O desentendimento, se persistir, redundará na não-aprovação do projeto do governo. Mas eu disse no início que Bolsonaro estava certo e que Rodrigo Maia no debate entrou na contramão. Mas por quê?

SEGUNDO ESCALÃO – Rodrigo Maia estava tentando que o presidente da República fizesse as nomeações para cargos de segundo escalão do governo, sobretudo nas estatais, em troca do voto dos autores das indicações. Bolsonaro, como O Globo publicou, nega-se a aceitar tal troca. E na sua negativa, disse que não faria nenhuma negociação política porque simplesmente não deseja ir para a cadeia no final de seu mandato.

O Estado de São Paulo, em um de seus títulos, destacou que Bolsonaro, ao rebater argumentos de Maia, acentuou que a troca de votos por cargos faz parte da velha política. O impasse assim parece estar configurado. Também em O Estado de São Paulo está publicada uma afirmação feita pelo presidente da Câmara dizendo que a política na democracia representa uma atuação conjunta entre o Executivo e Legislativo governando juntos.

CONTRADIÇÃO – A meu ver, há uma diferença essencial: o Legislativo elabora leis e pode inclusive alterar pontos da Constituição, mas não pode preencher cargos na esfera do Poder Executivo. Tanto assim que as indicações políticas têm que ser chanceladas pelo Presidente da República. A palavra executivo sintetiza toda a diferença entre um Poder e outro. Daí porque o Presidente Bolsonaro, como a Folha de São Paulo destacou, afirmou que a reforma depende do Congresso. A bola frisou, está com o Legislativo em matéria de reforma da Previdência Social.

CONVERGÊNCIA – O impasse se configurou e pela forma das divergências será difícil de ser superado. É preciso que haja um ponto de convergência pelo menos que leve ou à retirada das propostas de nomeações ou então fica condicionada a um recuo do presidente da República, o que levaria que o chefe do Executivo aceitasse as indicações politicas que ele hoje rejeita.

O lance de dados encontra-se sobre a mesa do Palácio do Planalto e também do gabinete da Câmara Federal. Se nenhuma das partes ceder, o projeto de Paulo Guedes não se concretizará.

8 thoughts on “No caso da Previdência, Bolsonaro está certo; Rodrigo Maia entra na contramão

  1. O que Maia quer e fala por seus parceiros é que Bolsonaro traia a tudo que o levou ao Palácio do Planalto, quase 0800. Quer o que Temer fez e não logrou êxito, que se recomece e reforce a antiga relação promíscua entre o Legislativo e o Executivo, como moeda de troca de favores. Gostaria de conhecer algum eleitor de Maia, algum dos responsáveis por ele estar onde está, caso exista, fazendo isso que mais uma vez nos envergonha e embrulha o estômago, não é pouca coisa. Gostaria de saber suas razões. O comum é que foi o nome que lembrou, o santinho que estava no chão, já que votar no Brasil, não é direito, mas um ato imposto por força de lei. O dever de ir e vir o qual o povo é intimado por suas “autoridades” de quatro em quatro anos, com objetivo de manter seres como este aí, no lugar onde ele nunca deveria ter estado.

  2. Finalmente uma coluna que começa a resgatar a verdade. O congresso fisiológico só espera a primeira negociação de cargos para fazer mais um presidente refém do centrão , como todos os presidentes anteriores. Depois, as chantagens infindáveis .A corda esticou, alguém tem que sair, e espero que seja o achacador de 74 mil votos do Rio. A imprensa, tem que apenas informar, e não confundir. O governo precisa de maior comunicação e o congresso precisa que líderes naturais que enfrentem seus lobos internos. Falta ao congresso se rebelar contra o centrão fisiológico e seu presidente botafoguense e não contra o presidente, que fala muitas bobagens, mas que se coloca contra a velha política. Bolsonaro pode quebrar mas não cederá à chantagem dos achacadores que todos conhecemos.

  3. 23:59 – É uma ótima estratégia do Bolsonaro apoiar a reeleição do Rodrigo Maia para a presidência da câmara. O Maia não é flor que se cheire mas tem ótimo trânsito entre os deputados e pode ajudar o Bolsonaro a aprovar a reforma da previdência!!!! O Mito é foda, véio!!! O Mito é um gênio da estratégia!!!

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    00:00 Maia é um canalha enrolado na Lava-Jato!! Odeio o Maia porque ele falou mal do Sergio Moro !!! Odeio o Maia porque ele falou que o Mito tem que empenhar mais pela reforma!!! Rodrigo Maia é feio, bobo e cara de mamão!!!

    (Escrito em MODO BOLSONETE HISTÉRICA/VOLÚVEL E PELANCUDA)

    • Todos sabem, exceto os mimizentos do ^C ^V, que o Bolsonaro declarou por várias vezes que, para preservar a independência da Câmara, não se envolveria na escolha do seu Presidente. Inclusive, ele levou o seu partido (PSL) a abrir mão da candidatura natural a que teria direito, pela expressiva quantidade de deputados eleitos pela legenda. Isso é fato … e não copia e cola.

  4. Ai o macaco pergunta, o bozo deve então voltar a fazer a velha politica ?……..
    Executivo executa, legislativo legisla, judiciário julga, ou o bacanal e melhor, toda novidade tem que ter um tempo para ser implantada, vencida as resistências e implantadas.

  5. Que tecto bem feito. Recomendo o Editor CN, lê -lo e rele-lo; afim de revisar seu artigo sobre a dita “crise” do governo. A crise é a falta de vergonha de políticos que se acostumaram a corromper .

  6. Pedro do Couto foi cirúrgico na análise. Aí está o impasse maior. E de quebra o filho do césar jamis dará andamento no pacote do Moro. É a sobrevivência da espécie que está em jogo. Os generais precisam começar a fungar no pescocinho desta turminha.

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