Sem alternativa, Dilma pensa em reunir os 39 ministros. Será que vai botar a culpa neles?

Carlos Newton

A nova pesquisa DataFolha, indicando que a popularidade de presidente Dilma Rousseff caiu 27 pontos e apenas 30% dos brasileiros consideram sua gestão boa ou ótima, fez o governo entrar num corre-corre em busca do tempo perdido.

Como nem mesmo as medidas de impacto sugeridas pelo marqueteiro João Santana deram resultado, a presidente Dilma Rousseff decidiu convocar uma reunião ministerial a pretexto de “acelerar medidas que atendam as reivindicações da voz das ruas e evitar um clima de paralisia no governo”.

Segundo assessores ouvidos pela Folha, “a presidente quer passar a seus ministros a orientação de que o setor público precisa responder aos anseios dos manifestantes, que desejam melhores serviços no país”. Ou seja, a intenção é dizer que não basta ouvir a voz das ruas, como será feito no plebiscito sobre a reforma política, mas também agir rapidamente e acelerar programas nas áreas de educação, saúde, segurança e mobilidade urbana.

Mas a convocação ainda não está confirmada oficialmente, porque um dos assessores levantou a possibilidade de a reunião dar a impressão de que o governo nada fez até agora e somente estaria passando a funcionar em função dos protestos nas ruas.

PLEBISCITO FACTÓIDE

Dilma vai criar uma comissão para preparar o projeto do plebiscito, que é uma espécie de factóide, criado para ganhar tempo. Todos sabem que a reforma política é tão intrincada, com tantas questões a resolver, que o número de perguntas a serem feitas no plebiscito será enorme, inviabilizando a consulta popular.

É pro isso que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), resolveu colocar em ação um “plano B” para a hipótese de fracasso do plebiscito proposto pelo governo federal. Alegando que, na política, se deve lidar com “o mundo real”, o peemedebista cria na terça-feira uma comissão com a tarefa de elaborar uma proposta de reforma política num prazo de 90 dias. Ou seja, haverá duas comissões fazendo a mesma coisa: uma no Planalto e outra no Congresso. Vai ser engraçado.

Enquanto isso, no Instituto Lula…

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6 thoughts on “Sem alternativa, Dilma pensa em reunir os 39 ministros. Será que vai botar a culpa neles?

  1. Onde está o abobalhado jornalista de assuntos internacionais a serviço da nobre missão do PT em fazer tanta mer…? Será que ele vai para a Africa entrevistar o adorado “chefe”, responsável por tudo de ruim que está acontecendo? É…não deve ir, falar sobre Guantánamo numa hora dessas é bem melhor!

  2. Sr. Newton,os governos com seus politiqueiros, seus desmandos e corrupção, conseguiram despertar o POVO do berço esplêndido, que, pacificamente veio às ruas, buscar seus DIREITOS DE CIDADANIA. O Governo está querendo “empulhar o povo”, com plebiscito, só que o povo não quer continuar vivendo no “pão e circo” e no “me engana que eu gosto”,parece-me que as “redes sociais na Internet” veio para ficar, portanto é bom o governo tomar “juízo”, e não vir com hipocrisias e mentiras.
    Bilhões para o Pão e Circo na roubalheira, e migalhas para a Educação e Saúde. Basta.
    Lembro os grandes homens pacíficos da Humanidade: Sócrates, Jesus, Gandhi, Luther King, e muitos outros, nos espelhemos N’Eles, para construirmos uma NAÇÂO DECENTE E JUSTA.
    Que Deus em sua Misericórdia abençoe nosso POVO.

  3. Caro Carlos Newton, as pessoas não se dão conta de que o Lula é mais responsável por
    esta situação que o país atravessa, do que a Presidente Dilma. Todos os males deste governo
    vem do governo anterior: PIB baixo, corrupção generalizada, 39 ministérios e ainda se interfere
    nas decisões deste governo.
    O lógico, seria: se a Presidente caiu nas pesquisas, Lula deveria cair muito mais.

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