No fim, um mau negócio para quem meteu a mão no erário

Charge do Junião, reprodução da Charge Online

Carlos Chagas

Não sobrou ninguém. O trator de Rodrigo Janot passou em cima do Lula, porque uma organização criminosa como a Lava Jato não funcionaria sem ele. Dilma é denunciada por obstruir o Judiciário ao  indicar um ministro do  Superior Tribunal de Justiça e, mais, por nomear o Lula para  a chefia da Casa Civil.  José Eduardo Cardoso, ex-ministro da Justiça e atual advogado-geral da União, por tentar obter a liberdade de empreiteiros presos na Operação Lava Jato. Incluem-se na quadrilha Eduardo Cunha, presidente da Câmara, ao receber propinas variadas; Renan Calheiros, presidente do Senado, pelos mesmos motivos.

E mais Aloísio Mercadante, ministro da Educação, Edinho Silva, ministro da Comunicação Social, Jader Barbalho, Romero Jucá e Waldir Raupp, senadores, além de Jacques Wagner e Ricardo Berzoini, ministros, e o assessor Giles Azevedo, além de Antonio Palocci, Erenice Guerra, também ex-ministros, Paulo Okamotto e José Sérgio Gabrielli, , ex-presidentes do Sebrae e da Petrobras. Sem esquecer Delcidio Amaral.

Ao todo, o Procurador Geral da República denunciou 29 personagens dos governos Lula e Dilma, todos às voltas com processos conduzidos pelo ministro Teori Savaski, do Supremo Tribunal Federal. Somados aos antigos dirigentes e líderes do PT, uns já presos, outro quase, eles compõem uma quadrilha para ninguém botar defeito.  Recomenda-se a quem quiser saber o nome de todos, recorrer aos arquivos do Judiciário e da Procuradoria, bem como à memória e às coleções de jornais.

VIGARISTAS E LADRÕES

Se alguém buscava razões para o país estar em frangalhos, eis a principal: o número de bandidos, vigaristas e ladrões incrustados nos dois governos dos companheiros.

Anulam-se os efeitos dos benefícios que puderam ser prestados por eles em favor dos menos favorecidos. Aliás, boa parte está desfeita.   Evaporou.

Fora os que já se encontram na cadeia, por obra de investigações e sentenças anteriores, essa nova relação conduz a iguais previsões.

Fazer o quê? Pelo menos imaginar que o exemplo frutifique e que acabe se tornando um mau negócio botar a mão nos dinheiros públicos…

3 thoughts on “No fim, um mau negócio para quem meteu a mão no erário

  1. O título da matéria não condiz com o final da história, mau negócio ou bom negócio, irão sair com dinheiro no bolso, quantia vultosas, então, não ficarão muito tempo na cadeia e não devolverão o que meteram a mão, este país não existe.

  2. O Chagas talvez seja um otimista em demasia. Achar que as acusações do Janot Farão alguma diferença no momento, é esperar demais.
    Talvez daqui a uns 10 anos, alguma coisa seja resolvida, mas as probabilidades, é que venham todos estes processos a prescrever e que até la
    tudo isto seja passado e ninguém mais lembrará de nada.
    No Brasil tudo é avacalhado, conforme as necessidades. Pois até o ditado já mudou, agora é “tudo vale a pena se a pena for pequena, ou não existir”, que digam os mensaleiros, que hoje teve mais um perdoado.
    Brasil zil zil zil, Terra de encantos, é vagabundo pra todo lado e ladrão pra todo canto.

  3. A patota do “foro privilegiado” pode ficar tranquila, pois será julgada pelo único tribunal do mundo que provou que um grupo de delinquentes formadores de uma “organização criminosa” não tinha chefe, eram todos criminosos com carteirinhas de “autônomos”.

    E todos tiveram suas penas reduzidas no julgamento dos juridicamente denominados “embargos infringentes”, que os cidadãos passaram a entender como EMBARGOS LENIENTES.

    Se esse tribunal mantiver a tradição, vai ter ladrão de milhões sendo punido com a distribuição de cesta básica.

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