Na reclusão do Palácio em Brasília, Dilma está isolada e distanciada dos fatos

GALERIA DA SEMANA - JUNHO 1 - BRASÍLIA, DF, BRASIL, 26.05.2016 - A presidente afastada Dilma Rousseff durante entrevista exclusiva à Folha de S. Paulo, no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF). (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Dilma agora pretende propor um plebiscito que até o PT rejeita

Leandro Colon
Folha

O último movimento de Dilma Rousseff reforça o quão desconectada dos fatos ela se encontra. Diante de uma derrota previsível no Senado, anunciou uma carta aos senadores em que apoia um plebiscito sobre a convocação de novas eleições. O gesto, além de não convencer os senadores, não tem a simpatia nem do seu partido, o PT. O presidente da sigla, Rui Falcão, se posicionou contra a consulta popular. O comando petista não admite publicamente, mas quer virar logo a página do governo Dilma. A sintonia entre a presidente afastada e o seu partido se esvaiu há muito tempo — se é que um dia existiu.

Dilma fez um apelo no dia 12 de maio: “mantenham-se mobilizados”. “Esta vitória depende de todos nós”, disse a petista. Horas antes, o Senado aprovara, por 55 votos a 22, seu afastamento temporário do cargo.

Quase três meses se passaram e a mobilização revelou-se um fiasco. Os aliados de outrora, a quem Dilma talvez se referiu ao citar “todos nós”, sumiram. Não deixa de ser previsível, tratando-se do histórico dela, mas o seu isolamento no Alvorada impressiona. Dilma ficou só.

LULA NO BANCO DOS RÉUS – O padrinho Lula, de quem se esperava um certo empenho contra o impeachment, está no banco dos réus sob a acusação de obstruir a Lava Jato. Há um mês, apenas seis senadores apareceram num jantar em Brasília com o ex-presidente para tratar de Dilma. Lula captou a mensagem.

O roteiro no Senado está pronto. Ela se torna ré no processo de impeachment na próxima semana. É o último ato do plenário antes do julgamento final, previsto para começar entre 25 e 26 de agosto.

Basta maioria simples (41 com quórum completo) para aprovar a “pronúncia do réu” na sessão de terça (9). Na prática, é um aval para que a petista seja julgada.

Os 41 votos estão consolidados. E é bem provável que o placar ultrapasse a marca de 54, patamar mínimo exigido para a condenação de Dilma na última etapa.

5 thoughts on “Na reclusão do Palácio em Brasília, Dilma está isolada e distanciada dos fatos

  1. Tadinha… Melhor ela se consultar com os orixás, mães de santo, espiritismo, curandeirismo e outras enganações. Ou então, se tratar numa tal de “medicina psicossomática ” que segue a mesma linha… ou seja, não serve pra nada! Kkkkkkkllllll

  2. Acho que dona Dilma, a nossa querida Mosquita Sapiens, não tão é burra como muitos dizem-na. Tenho que joga com a queda súbita do nosso Temer, o Glorioso. Então, quanto mais adiar a decisão impichosa, mais o risco de aparecer um súbito meteoro bem no cocuruto do Temer. Deveras, hoje mesmo está a “new” VEJA (subitamente peteira) a noticiar que o marido de Macela enfiou no pé do cipa dez milhos da Odebrexe. Se é verdade? Deve ser! Se o Temer vai cair? Dona Dilma acredita que sim. Quanto mais demorar… já viu, né, ela acredita que o maridão vai em brejo e ela à gulória. Ah, mundo doido de bom. Sou a favor.

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