No Petrolão, o que está em jogo é a honradez da Justiça

Roberto Nascimento

Enfim, a “cereja do bolo” caiu nas malhas da Justiça. Já estava ficando muito estranho o fato de as principais empreiteiras terem seus executivos presos na Operação Lava Jato e a maior de todas, a Odebrecht, aquela que navegava em mar calmo, apesar de ser a que mais contratos possuía ou possui com a Petrobras.

Os demais envolvidos no superfaturamento, no cartel das obras e no pagamento de propinas a diretores, gerentes, superintendentes, políticos e partidos, estavam incomodados com a situação. Os advogados das outras empresas já estavam arquitetando uma estratégia envolvendo o instituto da isonomia. Por que os nossos executivos estão presos e os da cereja do bolo continuam livres, leves e soltos?

Agora, se advier alguma manobra para salvar as empreiteiras corruptas, o arcabouço jurídico do país desmorona. No inconsciente coletivo do povo ficará claro que o crime compensa. As pessoas honestas terão a sensação de que agiram como bobas a vida toda e que o certo é mamar nas tetas gordas do Estado.

IMPUNIDADE

Quanto mais ilícitos, mais a certeza da impunidade, pois sobrarão recursos para pagar os advogados de alto escalão, aqueles mesmos que no Mensalão protagonizaram o espetáculo teatral egolátrico perante os ministros da Corte Constitucional. Alguns não conseguiram a absolvição de seus clientes, mas muitos réus todos cumprindo prisão domiciliar, próximo a ganhar indulto e perdão judicial, com já aconteceu com José Genoino.

Se persistirem e se tornarem realidades os rumores que rondam o cenário contra as ações moralizadoras do juiz Sérgio Moro, podem estar certos de que o país sairá desmoralizado perante o palco das nações. A partir da salvação de executivos e de empreiteiras corruptas. deverão ser abertas todas as trancas das cadeias do país, até para ser cumprido o preceito constitucional, cláusula pétrea, da isonomia de tratamento.

10 thoughts on “No Petrolão, o que está em jogo é a honradez da Justiça

  1. La no Swiss Park onde moram Brahma e Shiva , o clima esta esquentando a cada hora. Hoje o TCU mandou abrir uma investigacao da usina de Belo Monte. O inicio do eletrolao se dara direto em cima de um consorcio que tem o grande amigo do numero um Jose Carlos Bumlai como participante.

  2. A Tribuna da Internet é o site mais independente e isento do Brasil. Leio diariamente os artigos publicados e reproduzo alguns no meu blog. Aqui são publicadas notícias que jamais serão lidas em outros veículos de mídia, principalmente nos sites e portais dos grupos que dominam a comunicação nesse país há várias gerações. Contudo, nesse momento de grandes incertezas onde todas as notícias são negativas, está faltando aqui algum articulista que tente prever, até mesmo a título de especulação, o que será o futuro do Brasil nos próximos anos. Não sei se 5, 10, 15, 20 anos ou mais. Hoje vivemos sem rumo e o ajuste fiscal implementado não garante a volta dos investimentos necessários para a geração de empregos. Procurem na internet, pois já foram publicados vários artigos que criticam esse ajuste e acham que ele é direcionado exclusivamente para o setor financeiro. Os empresários do setor produtivo já descobriram isso e o resultado são as demissões que só fazem crescer a cada mês. O pior que já li em um artigo é que antes que as coisas comecem a melhorar elas ainda vão piorar muito e mesmo assim os investimentos só voltarão de forma seletiva em setores com reais perspectivas de retorno financeiro. Eu acredito que os bons articulistas que escrevem nesse site possam publicar algum artigo sobre o futuro do Brasil. Agradeço a atenção de todos e aguardo comentários sobre o que escrevi!!!

  3. “Quanto mais ilícitos, mais a certeza da impunidade, pois sobrarão recursos para pagar os advogados de alto escalão, aqueles mesmos que no Mensalão protagonizaram o espetáculo teatral egolátrico perante os ministros da Corte Constitucional. ”

    Esse “teatro” ajudou a amealhar pelo menos uns R$ 300.000.000,00 de inventário.

  4. Prezado Sr. LUIS HIPÓLITO BORGES, Saudações.
    Ciente das minhas limitações, e mais ainda, de que prever corretamente o futuro é muito difícil antes de ele ter acontecido, ouso dar nossa Opinião para os próximos 3 1/2 anos, até o fim do Governo DILMA II. Nem o Brasil estava tão bem antes, nem está tão mal como dizem, agora.

    O Governo PT-Base Aliada, até aqui, ( 2003 – 2014), 12 anos, seguiu o Modelo KEYNESIANO de aumentar até o possível a DEMANDA AGREGADA do Mercado Interno, via aumento real do Salário Mínimo, especialmente expansão do CRÉDITO, e gastos do Governo Federal. Chamada Política Econômica pelo lado da OFERTA. Manteve-se um crescimento médio do PIB nesses 12 anos, de 3,5% aa. O motor das Exportações Líquidas ficou em posição secundária. Bom desempenho porque a População nesse período cresceu a média de 1,8%aa. Esse Modelo depois de “esticado ao máximo,” se esgotou no final de 2014. Se elevarmos muito mais o Salário Mínimo ele se aproxima muito de 50% do SALÁRIO MÉDIO, e então “engessa a Economia. O poderoso motor do CRÉDITO só pode ser acelerado até TODOS chegarem próximo a sua capacidade de Endividamento, que é onde estamos no momento, e os Gastos do Governo Federal acenderam o sinal vermelho, porque a Dívida Pública Federal Bruta está próximo a 70% do PIB, também no limite Prudencial.

    A alternativa então foi o próprio Governo PT-Base Aliada, de forma acertada, dar uma “meia-volta volver” na sua Política Econômica, e desenvolver uma Política Neo-Liberal, Monetarista, pelo LADO DA OFERTA. Agora, enquanto o Mercado Interno fica “marcando passo”, passa a ser prioritário as Exportações Líquidas no Mercado Externo.
    O problema é que essa Política pelo lado da OFERTA tem um delay, defasagem, entre a Ação e o Resultado, de +- 2 anos, e antes que as coisas melhorem, ficam ainda piores do que já estão. É necessário muito “sangue frio” da Capitã do navio para atravessar essa ressaca, e avisar bem a Tripulação e Passageiros, que para ter os BENEFÍCIOS lá na frente, ( +- 2 anos), teremos que pagar um PRÊMIO agora. A Capitã deve ter o pulso firme para aumentar a SELIC até onde for necessário para levar a INFLAÇÃO para o centro da Meta de 4,5%aa, sem deixar a mínima dúvida, fazer as demais Reformas Estruturais, manejar bem o CÂMBIO, etc, o que acho que Ela e seu Ministério, farão.

    Então, segundo a média das Previsões, teremos uma CONTRAÇÃO de PIB em 2015 de – 1,5%aa, ZEROaa em 2016, crescimento de +- 2%aa em 2017, e 3%aa em 2018 ( ano de eleição ). Mas tudo tem que ser feito de forma CERTA e sem VACILAÇÃO, para mantido o Motor das Exportações Líquidas em bom rendimento, depois de 2 anos, voltar a boa e velha conhecida POLÍTICA DE DEMANDA, aumentar o Salário Mínimo, expandir novamente ao máximo o CRÉDITO, e o Governo gastar mais em INVESTIMENTOS em Infra-Estrutura.

    O HOMEM é o maior Fator de Produção disparado, e o Brasil com seus +- 220 Milhões ( em População o IBGE sempre erra para menos), temos muitos Empresários, Empreendedores, GENTE em todos os Ramos da maior CAPACIDADE, e felizmente ainda muitas FRONTEIRAS para desenvolver, de modos que, passados esses +- 2 anos, voltaremos a crescer nosso Potencial, +- 4%aa. Se mudássemos nossa MENTALIDADE para MELHOR, dando prioridade para a PRODUTIVIDADE e MERITOCRACIA, cuidando bem de TODAS NOSSAS CRIANÇAS ( nosso maior PATRIMÔNIO, muito mais valioso que todas nossa grandes RIQUEZAS NATURAIS), poderíamos crescer BEM MAIS AINDA. Abrs.

    • O caro Bortolotto esqueceu de um dado fundamental para o famoso crescimento do Brasil. O que realmente impulsionou foram as commodities que subiram exponencialmente pelo crescimento chinês. Durante aquele periodo, quais foram realmente os investimentos em infra-estrutura que garantiriam e manteriam o crescimento? Praticamente zero, porque o PT estava mais interessado em manter uma linha de continuidade no poder e o dinheiro foi gasto para manter o PT no poder. Só, que não há bem que sempre dure , as comodities perderam a metade do valor. Como o Brasil não produz muitas coisas com valor agregado as nossas exportações não valem muita coisa. Aquilo que prometeu ser um Mercado emergente nunca passou de uma utopia e o dinheiro externo passou por aqui enquanto a crise lá fora permaneceu. Como não há mal que nunca acabe, e a Europa e US estão crescendo novamente, o capital vai embora. Gosto muito quando se comenta que o governo eleva os juros para conter a inflação quando na verdade o governo eleva os juros para manter o capital externo ainda no Brasil. Se, hoje o juro fosse de 7.5% o dolar já estaria nos cinco reais.
      Perspectiva para o Brasil? Vamos continuar sendo o país do futuro. Quando vamos chegar lá? Não sei, ouço isto desde os meus dez anos e já se passaram mais de cinquenta. Talvez ainda sejam necessárias mais dez gerações. Um país sem escolas, com pouquíssimas universidades de qualidade, com pesquisa zero e com a apologia ao analfabetismo funcional, não chega a lugar nenhum.

  5. A situação atual do Brasil só pode ser analisada sob um aspecto, a meu ver, que é a política, pois o resto decorre desta degradação absoluta neste sentido.
    Jamais um país evoluiu com prioridade à política, colocando educação, saúde, segurança e infraestrutura como questões secundárias.
    A ascensão do PT à presidência da República visava exclusivamente o poder, e mantê-lo a qualquer custo.
    Sem programa de governo, mas um plano muito bem elaborado de assaltar o Brasil, aparelhar o Estado e ter uma fonte de votos confiáveis adquiridos mediante o Bolsa Família, os petistas garantiriam várias administrações, até sugar de tal forma a Nação que não haveria como resgatá-la de crises gravíssimas em vários setores, principalmente a economia, e quando descobrissem os crimes praticados para que o enriquecimento rápido do partido e seus dirigentes se cpompletasse.
    Evidente que a repercussão da economia em índices inflacionários que chegarão a 10% ao cabo deste ano acarretarão problemas sociais como o desemprego, aumento de preços dos gêneros alimentícios, salários defasados, endividamento do cidadão, impostos escorchantes, que sufocam o brasileiro de tal forma que precisa trabalhar mais de cinco meses para saldar a exploração do governo contra o trabalhador, combustível caríssimo, que onera mais ainda os custos das mercadorias, salários nababescos pagos ao Legislativo e Judiciário, igualmente aos primeiro e segundo escalões do Executivo, diretores de estatais, aposentadorias milionárias, que contribuem decisivamente para o agravamento do caos que vivemos, e sem qualquer perspectiva de melhora para os próximos dois anos!
    Soma-se à crise a corrupção instituída, a desonestidade como característica do PT, a imoralidade e falta de ética como componentes das administrações petistas, e poderemos estabelecer um diagnóstico verdadeiro sobre o Brasil, iniciando que as dificuldades serão maiores, sim, que não temos qualquer possibilidade de solução à vista, e que se forma lá adiante um quadro sombrio e preocupante de confronto entre o próprio povo quando o PT perder as eleições em 2018, pois o exército de Stédile, a militância petista, os favorecidos pelo Bolsa Família, irão impedir que o PT entregue o poder ao seu sucessor, antevendo um quadro de terra arrasada até 2019!
    Caso se queira apimentar este prato indigesto, basta que o Judiciário (STF), hoje um apêndice do Executivo, não puna adequadamente os políticos envolvidos no petrolão, demonstrando que o Brasil está sendo mesmo alvo de roubos, assaltos, crimes de várias espécies, e acobertados pelos poderes constituídos.
    Portanto, o título do artigo de Roberto Nascimento e seu texto são primorosos na exposição da encruzilhada que o Brasil se encontra:
    Que temos Justiça, e confiável;
    Que temos Justiça, mas ela não é exercida contra os membros dos três poderes, que gozam de total impunidade!

  6. Ao que me conste, o saudoso Itamar Franco entregou um país governável, com uma dívida pública interna de R$ 60 ou R$ 80 bilhõs, conforme as fontes. FHC decuplicou-a, entregando em mais de R$ 800 bi, apesar das privatizações que seriam também para quitar as dívidas. Lula duplicou-a, para algo em torno de R$ 1,5 trilhão, e madame, que pelo menos tentou e conseguiu levar os juros a um dígito (7%), agora lida com um monstro em algo de R$ 2,37 trilhões, pelo que me conste. Logo, não precisa ser matemático para saber que com os juros atuais, de 13,75%, que os rentistas acham pouco, a dívida é impagável, pois não conseguimos pagar nem os juros (vínhamos pagando algo em torno dos R$ 200 bi/ano e rolando o resto, razão pela qual a dívida só aumenta). Como a hipótese de uma auditoria para saber como a dívida foi multiplicada,enquando a nação perdeu seus bens, é improvável, o futuro, a meu ver, é assombroso, razão pela qual para manter o capital girando, os juros são aumentados ao limite do insuportável, havendo quem fale ou queira em torno dos 15% ao final do ano, restando apenas o momento de admitir que a dívida é impagável, apesar do esfolamento do povo e da nação. Diante dessa discussão, ou da ausência séria dela, como bem sabe noss querido Hélio Fernandes, todo o resto e montantes envolvidos são perfumarias, no meu humilde diagnóstico do quadro futuro requerido. Grato.

  7. Peço perdão ao ilustre Autor do Artigo, Sr. ROBERTO NASCIMENTO, porque com a solicitação do Colega Sr. LUIS HIPÓLITO BORGES, desviamos o Assunto.

    Prezado Sr. ROBERTO NASCIMENTO, depois da Limpeza nas “Comissões” que vem sendo feitas pela POLÍCIA FEDERAL e JUSTIÇA FEDERAL do PR, nas Estatais, Ministérios e principalmente PETROBRAS SA, pelo acompanhamento da OPINIÃO PÚBLICA, pela proporção que a coisa toda já tomou, não tem como, mesmo o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, não punir exemplarmente os Culpados. Depois da Limpeza o Brasil será muito melhor. Veja, que o próprio Presidente LULA, no Congresso do PT, já falou em voltar a cobrar o “Dízimo”, coisa que ultimamente vinha sendo negligenciada, etc,etc.

    Agradeço aos Srs. PAULO-2, meu Mestre FRANCISCO BENDL, SÍLVIO AMORIM DE BARROS, que com pertinentes Comentários, muito melhoraram meu comentário acima. Faço minha também as palavras do Sr. LUIS HIPÓLITO BORGES, deem suas opiniões sobre o que acham do Rumo da Economia do Brasil no futuro próximo. Abrs.

    • Prezado Flávio José Bortolotto.

      Os assuntos se completam uns ligados aos outros. Um fio condutor os une indelevelmente, portanto, veio a calhar a questão do futuro suscitada pelo comentarista Luis Hipólito Borges.

      O escritor austríaco Stefan Zweig esceveu o livro chamado “Brasil, o País do futuro”°. Um estrangeiro acreditava no Brasil, como nós não iríamos acreditar? O momento vivido pela nação é preocupante em virtude do agravamento da crise econômica, com reflexos no desemprego, na inflação, no aumento da dívida pública e na falta de investimento. A crise dos anos 80 é similar a deste 2015. O início das nossas agruras começa em 2008 e o ápice está ocorrendo em 2015. Como tudo está ligado a tudo, a crise dos países ricos detonada em 2008 pegou a nação agora, exatamente no estágio de recuperação dos EUA, onde começou a quebra do setor imobiliário, no distante 2008. Mas, a Europa ainda patina, inclusive a poderosa Alemanha. Nem se fala da Grécia, que se encontra na UTI. A China desacelerou brutalmente pegando o Brasil de surpresa, visto que era a maior compradora das commodities, principalmente os minérios do Brasil, notadamente o minério de ferro. As ações da Vale despencaram na Bolsa de Valores. A maior mineradora do Brasil está nas cercanias da crise.

      O Ajuste Fiscal, está com a dose exagerada e lógico provocando desesperança de empresários e trabalhadores. As famílias puxaram o freio de mão agravando o quadro de recessão e desemprego crescente.

      É chegada a hora do sacrifício, no entanto, todos devem participar, ricos e pobres. Se houver um esforço conjunto da sociedade, podemos sair da crise e voltar a experimentar um ciclo de crescimento. Agora, no curto prazo se torna quase impossível a economia sair do atoleiro em que se encontra. No mínimo o esforço concentrado durará pelos próximos cinco anos. Veja bem, a maior nação do globo enfrentou uma grave crise em 2008 e só agora em 2015 dá sinais de recuperação, logo vem navegando na crise por longos sete anos. Nesse sentido, falar em cinco anos para o Brasil sair da crise significa uma dose de otimismo.

      Obrigado a todos pelos comentários aqui postados.

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