No Plano B de Dilma, qual a parte que caberia a Eduardo Campos nesse latifúndio eleitoral?

Carlos Newton

Quando começaram os desentendimentos entre Luiz Inácio Lula da Silva (criador) e Dilma Rousseff (criatura) sobre a sucessão de 2014, ao mesmo tempo surgiram as primeiras especulações sobre a possibilidade de candidatura do governador pernambucano Eduardo Campos, pelo PSB. Mera coincidência, é claro. Ou não?

Na época, essas notícias nem eram levadas a sério, dizia-se que ele estava apenas “plantando”, para ver se colhia em 2018. Depois, os jornalistas passaram a achar que a candidatura dele é para valer. Mas será mesmo? Ou ele não estará apenas aumentando seu cacife para 2018?

Vamos aos fatos. Em novembro do ano passado, sem qualquer motivo extraordinário, Eduardo Campos passou a ser o governador que mais se reunia com a presidente Dilma, sem nenhum motivo razoável.

Foram três demorados encontros, em novembro, dezembro e janeiro. E curiosamente, depois da terceira reunião, o governador pernambucano deu declarações à imprensa, em 18 de janeiro, para afirmar que a presidente Dilma Rousseff lhe afirmara categoricamente que será candidata à reeleição.

“PORTA-VOZ DE DILMA”

Foi um procedimento que causou forte surpresa. De repente, não mais que de repente (como ensinava Vinicius de Moraes), um governador da base aliada se comporta como se fosse porta-voz da presidente da República? Muito estranho mesmo. E de lá para cá, a sucessão está nas ruas.

Setores do PT gostariam que o ex-presidente Lula fosse candidato em 2014, já que Dilma mantém uma relação  distante com o partido. Essa opção também funciona como uma espécie de garantia caso algo vá mal no governo. E o próprio Lula se apresenta como alternativa nesse sentido, deixa isso bem claro, já deu várias declarações a respeito.

É óbvio que a presidente Dilma não confia em Lula e já está armando um Plano B, caso tenha de sair candidata por outro partido. Sua alternativa é voltar ao PDT, onde iniciou sua trajetória política. E nada impede que faça (ou até já tenha feito) um acordo com Eduardo Campos, trazendo o governador pernambucano como vice de sua chapa, sob o compromisso de apoiá-lo para presidente em 2018.

É uma possibilidade interessante, não há dúvida. Essa eleição está se tornando sensacional. Só falta Joaquim Barbosa sair candidato, para embolar tudo. Raciocinem sobre isso. As possibilidades ainda estão em aberto. E como sempre, tudo vai depender de Lua.

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4 thoughts on “No Plano B de Dilma, qual a parte que caberia a Eduardo Campos nesse latifúndio eleitoral?

  1. A análise está corretíssima. O Ministro da Suprema Corte, Dr. Joaquim Barbosa, comporta-se como um futuro Candidato anti-Establishment,(essa Politicalha toda que está aí), e será fortíssimo Candidato. Não vai adiantar nada porque para Governar terá que fazer igual aos Anteriores, ou pior. Primeiro temos que mudar o Sistema Político para melhor. Enquanto o nosso bom Povo não entender isso, não há Dr. Joaquim Barbosa que dê jeito. Voto Distrital Puro, Voto Facultativo, Bi-Partidarismo c/ possibilidade regulada de Candidatos Independentes, Recall de ineficientes Representantes, Tratamento para todos de “senhor”, do Presidente ao último Cidadão, ….

    Lembremos de passar na Lotérica/CEF e pagar Mensalidade. Muito Obrigado.

  2. Enquanto continua essa lenga-lenga entre Lula e Dilma ( que se fo….), a inflação oficial, medida pelo índice de preços do consumidor amplo (IPCA) do IBGE, avançou para 0,55% em abril, ante os 0,47% de março, e superou as expectativas do merceado.Analistas previam uma taxa de 0,47% no mês.Os remédios foram os grandes vilões da inflação do mês passado, com alta de 2,99% e impacto de 0,10% no índice , liderando a lista de maiores impactos de abril.As cidades em que a inflação avançou mais fora;
    1.Belém (9,05%)
    2.Fortaleza (8,22%)
    3.Recife (7,66%)
    4.Salvador (7,32%)
    5.Belo Horizonte (6,72%) e,
    6.Goiana (6,71%).
    Como se ver, ao invés de cuidar do país, essa baranga está fazendo campanha para se reeleger, criando novos ministérios e outras marmotas; e, o povo brasileiro é que paga o pato.

  3. Pare de delirar Carlos Newton.
    Lula e Dilma estão jutos, caminharão juntos para a eleição de 2014. Aliás, de modo imbatível.
    Não adianta essas futricas diárias na TI contra o Lula, líder inigualável e governante incomparável na história brasileira.
    Para combater a corrupção no Brasil, o mais inteligente é apertar o judiciário, comandado pelo ambicioso JB, assim fulminada pelo Governador Geraldo Alkmin: “A corrupção, o paraíso é o Judiciário. Todo mundo diz: ‘na hora que for para Justiça vai resolver’. Vai levar 20 anos.” (Governador Geraldo Alckmin, in Folha de São Paulo, de 09/05/2013).

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