No serviço tipo Uber, quem mais sai ganhando é a multinacional que o explora

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Os motoristas são explorados sem nenhuma garantia

Isac Mariano

O bom negócio é aquele onde todas as partes nele envolvidas ficam satisfeitas! Não é o que ocorre nesse negócio da Uber! Afirmo que na Uber só ficam satisfeitos os passageiros e a própria empresa! Mas o motorista e a administração pública são prejudicados!

Todo automóvel tem custos diversos. Por exemplo: combustível; óleos e fluidos; filtros; peças variadas; pneus e mão-de-obra em manutenções preventivas e corretivas. Mas há também o IPVA, licenciamento anual, seguro obrigatório e seguro opcional (e fundamental). Além do depreciamento anual que o automóvel sofre.

CUSTOS ALTOS – Todos esses custos ficam por conta do motorista da Uber. Ou então alguns desses custos são substituídos pelos do aluguel, quando o veículo é de locadora! E são custos altos, que pesam apenas no bolso do motorista! No entanto a empresa multinacional bilionária Uber fica, dependendo da categoria de veículos, com 20 ou 25% (e mais 75 centavos fixos) do faturamento bruto de toda a corrida feita.

É um absurdo! É uma exploração de mão-de-obra! Os motoristas desse sistema acabam tendo um lucro mínimo perante muitas horas trabalhadas ao volante! E a maioria deles não faz contas detalhadas que lhes permitam avaliar os seus ganhos e despesas!

NO PREJUÍZO – Além dos motoristas, administração pública (prefeitura) também fica no prejuízo. Pois nada recolhe em tributos perante o funcionamento desse negócio. Mesmo sendo a prefeitura a única detentora do direito de conceder serviços de transportes públicos no município!

Eu não uso Uber ou qualquer serviço semelhante! Eu não concordo com a “Lei de Gerson” e , portanto, não aceito “levar vantagem” num negócio onde outras partes envolvidas levam prejuízo!

49 thoughts on “No serviço tipo Uber, quem mais sai ganhando é a multinacional que o explora

  1. Isac, meu caro,

    Sempre reclamei desta tua preguiça em não frequentar mais assiduamente a TI,e escrever menos ainda!

    Parabéns pelo artigo, que abre a chance de um debate útil e pontual sobre o transporte público, no caso Uber X Táxis, que precisa ser antes de mais nada equilibrada a disputa pelo consumidor, menos na vantagem indevida de um meio de locomoção que deve ser fiscalizado ou, então, que os táxis tenham o mesmo tratamento, de modo que a bandeirada seja diminuída e os preços de ambos seja igual, recaindo sobre o atendimento do profissional e suas habilidades técnicas como condutor a escolha do passageiro.

    Um abraço.
    Saúde e paz.

    • Caro Bendl,

      Já que começamos o debate, e o artigo parece ter sido escrito por um taxista ou pelo dono das licenças posto alguns comentários:

      1. Primeiro, ninguém é obrigado a trabalhar para o Uber e, então, se a comissão é pequena (mas muito maior que a comissão de muitos taxistas que não são donos das licenças) basta o dono do carro mudar de ramo. Tenho alguns amigos que simplesmente se tornaram motoristas do Uber porque têm a oportunidade de trabalhar quando querem e recebem um bom dinheiro. Motorista nenhum vai ficar rico a não ser que trabalhe para o Senado brasileiro.
      2. O missivista está extremamente preocupado com o dinheiro que não vai para a prefeitura, pois dinheiro público nem o Moro consegue saber aonde vai parar. Cortar o dinheiro fácil deixa a turma da teta alvorotada.
      3. Uso taxi em Porto Alegre e já fui diversas vezes assaltado pela Cooperativa no aeroporto. Mas a Cooperativa, pode. Voltando ao assunto: os táxis são velhos, muitas vezes não têm o cinto de segurança e tem muito motorista que não ganha a metade do que ganha um motorista do UBER.
      4. Na verdade, o que temos é uma briga entre a população que quer serviços de melhor qualidade pagando um preço justo e a turma que sempre viveu de um serviço que está na mão de uns poucos privilegiados. Já comentei anteriormente, que um político em Porto Alegre tem nas mãos uma quantidade inimaginável de licenças.

      • Disse tudo Paulo2!
        Perfeito seu comentário.Ninguém é obrigado a trabalhar para o Uber,ou qualquer outro aplicativo.
        A população tem direito a melhores serviços.
        Só os atrasados e os interessados em perpetuar um monopólio de políticos irresponsáveis são contra à modernidade,ao conforto,a limpeza e asegurança.

      • Paulo2, meu caro,

        Não tiro a tua razão.

        A questão se debruça apenas nas exigências dos taxistas e quase nenhuma do pessoal da Uber, que oferece um serviço com custos bem menores do que o táxi.

        Quanto à conduta dos motoristas e carros sem condições, a Uber não significa que os proprietários dos carros contratados sejam exemplos de comportamento no que tange à educação e respeito. ou, o mais importante, que saibam conduzir seus veículos sem riscos ao passageiro.

        E te forneço um dado curioso, Paulo2, meu amigo:

        A ínfima participação dos táxis em acidentes de trânsito, notaste?

        Os caras rodam dia e noite, e são mínimos os seus envolvimentos em batidas e com a culpa desses motoristas que, inegavelmente, alguns não poderiam exercer a função.

        Um forte abraço.
        Saúde e paz;

      • Não sou taxista. Mas respeito a nobre profissão dos taxistas. Assim como respeito a todas as profissões, inclusive a fundamental profissão dos garis, por exemplo.

        Sou apenas um cirurgião-dentista, brasileiro nato, e que não aceita em hipótese alguma a brasileiríssima “Lei de Gerson”.

        Mas essa tal lei é infelizmente adorada (e aplicada diariamente) por muitos brasileiros, que gostam de levar vantagem em TUDO, pouco se importando com o próximo!

        1. Ninguém é obrigado a trabalhar na Uber. Nem em subempregos dos mais diversos. Nem vendendo balas nos sinais. As pessoas aceitam tais situações por desemprego, desespero, desconhecimento, e por muitos outros motivos.

        2. Se eu quero um país melhor, obviamente quero que se cumpram as leis. Inclusive as tributárias. Se nossos governantes são desonestos, não justifica então que desejemos um estado de anarquia e descumprimento das leis.

        3. Uso táxi neste meu Rio de Janeiro. Já fui trapaceado algumas vezes por taxistas. E noutras passei por taxistas que foram verdadeiros exemplos de dignidade humana perante as lutas da vida. Procuro ver que o bem existe em toda parte.

        4. A população quer serviços de transporte com mais qualidade. É válido! Eu também quero. Mas boa parte dessa população não se importa com o subemprego e a exploração da mão-de-obra, desde que seja “com o outro”, e não com ela!

  2. Todo automóvel tem custos diversos. Por exemplo: combustível; óleos e fluidos; filtros; peças variadas; pneus e mão-de-obra em manutenções preventivas e corretivas. Mas há também o IPVA, licenciamento anual, seguro obrigatório e seguro opcional (e fundamental). Além do depreciamento anual que o automóvel sofre.

    CUSTOS ALTOS – Todos esses custos ficam por conta do motorista da Uber. Ou então alguns desses custos são substituídos pelos do aluguel, quando o veículo é de locadora! E são custos altos, que pesam apenas no bolso do motorista! No entanto a empresa multinacional bilionária Uber fica, dependendo da categoria de veículos, com 20 ou 25% (e mais 75 centavos fixos) do faturamento bruto de toda a corrida feita.

    É um absurdo! É uma exploração de mão-de-obra! Os motoristas desse sistema acabam tendo um lucro mínimo perante muitas horas trabalhadas ao volante! E a maioria deles não faz contas detalhadas que lhes permitam avaliar os seus ganhos e despesas!
    Os motoristas dos aplicativos penhoradamente agradecem a preocupação do autor…

      • O Carlos Newton resolveu rapidamente publicar o meu texto, mas não me deu oportunidade para melhorar a sua estrutura geral, sintaxe, gramática, ou mesmo os seus termos gerais.

        Ao invés de debaterem as ideias do artigo, Paulo2 e José Carlos Werneck acharam mais fácil atacá-lo quanto à sua grafia, em língua portuguesa.

        E Paulo2 até foi além, desviando-se do texto e partindo para o lado pessoal:

        – “kkkkkkkkkkkkk realmente, todo o motorista do Uber é uma Dilma em potencial”.

        Que pena um comportamento de tão baixo nível assim…

        Mas a livre expressão do pensamento é o que importa!

        • Não vi nenhum erro de grafia, Mariano, não ligue para essas bobagens. O texto está muito bom. Hoje, por acaso, encontrei um motorista de Uber que me ensinou ou macete para sobreviver na profissão: ele faz uma preliminar do preço, o cliente amigo paga direto a ele e não à multinacional Uber. É por isso que ele sobrevive.

          Abs.

          CN

        • Sr.Isac Mariano,
          Onde e quando critiquei seu brilhantíssimo texto,quanto à grafia em língua portuguesa?
          Apenas transcrevi integralmente trechos do que o sr.escreveu.

          • Vá em frente,Isac.
            Defenda com garra os seus pontos de vista!

            Mas respeitosamente peço que não deletem meus comentários,como aqueles e transcrevi trechos de seu enriquecedor artigo.

  3. A propósito da discussão, taxistas lançam aplicativo gerenciado pela prefeitura de Betim/MG:

    Taxistas lançam aplicativo mais atrativo que o Uber
    Em apenas dois dias, mais de mil clientes já fizeram seu cadastro na ferramenta
    http://www.otempo.com.br/o-tempo-betim/taxistas-lan%C3%A7am-aplicativo-mais-atrativo-que-o-uber-1.1451520

    Betim lança aplicativo para táxi mais atraente que Uber
    Betim lança aplicativo para táxi mais atraente que Uber
    Ferramenta terá fiscalização municipal e dará desconto de 35%, maior que o da concorrente
    http://www.otempo.com.br/cidades/betim-lan%C3%A7a-aplicativo-para-t%C3%A1xi-mais-atraente-que-uber-1.1450540

    • Ruy,

      Se a TI melhorou ou não com a minha participação porque fui taxista por oito anos, antes de eu me aposentar em definitivo não posso dizer.

      No entanto, entendi que a minha experiência no setor resultaria em impressões registradas que colaborassem com o debate, a menos que a tua intenção no texto seja a de que um taxista ofusca o brilho da Ti, e que este não é o meu lugar.

      Mas, o mediador, que me abre as portas deste blog há mais de quatro anos jamais se importou com a minha última ocupação, demonstrando a essência democrática da TI e seu respeito às pessoas de qualquer origem social, profissional, religiosa e politica.

      Um abraço, Ruy.

    • Desculpe, senhor Ruy, mas você acima manifestou-se com ironia? Quis dar a entender que taxista não mereceria escrever nesta Tribuna?

      Espero ter entendido mal. Afinal, quando nós passamos as nossas ideias à escrita, podemos não transmití-las com fidelidade.

      Abraços.

  4. “O bom negócio é aquele onde todas as partes nele envolvidas ficam satisfeitas! Não é o que ocorre nesse negócio da Uber!”

    -E muito menos naquele negócio de TAXI, onde quem mais ganha são os mercenários que controlam o número de licenças…

      • NÃO é “exatamente isso”. Há os “empresários” donos de muitas autonomias de táxis. E que exploram motoristas cobrando-lhes diárias extorsivas!

        Mas NÃO é a regra! Não se deve generalizar.

        Aliás, toda generalização é terrível vingança social que não corresponde à realidade.

        Há inúmeros nobres e dignos motoristas de táxis que adquiriram, com muito suor, as suas autonomias.

        E que trabalham de forma honesta, segura e respeitosa ao volante de seus táxis. Podem até dividir o volante com outro motorista auxiliar, mas não o exploram.

        Aqui no Rio de Janeiro há mais de 30 mil táxis. Mais do que em São Paulo!

        É claro que há falhas inúmeras no serviço de táxis. Assim como há até na aviação comercial.

        Mas não é por isso que devemos brigar pela anarquia, pela pirataria nascida da internet…

        • É exatamente isso sim,Sr. inatacável Isac Mariano.
          Deixem que os leitores expressem livremente sua opinião.
          No meu artigo,sobre o mesmo assunto,o sr.exerceu plenamente o direito de expressar sua opinião e eu não fiquei lhe retrucando com bobagens.Vamos exercer livremente nossa liberdade de opinião,sem melindres.
          É muito salutar ouvir todos os lados.

          • Ainda mais,quando temos um amigo comum do elevado nível do grande Francisco Bendl,por quem tenho irrestrita admiração.
            Não me guarde rancores.
            Grande abraço,
            Werneck.

    • É evidente que o mercado de táxis nas cidades brasileiras tem distorções.

      Curitiba tem pouco mais de 3 mil táxis. O Rio de Janeiro tem mais de 30 mil. É óbvio que em Curitiba é dificílimo conseguir tomar um táxi, ao contrário daqui do Rio, onde os taxistas brigam pelo passageiro!

      Há pessoas físicas que são donas de muitas autonomias, e exploram motoristas, nos táxis, cobrando-lhes diárias extorsivas.

      Mas isso tudo (e muito mais) não justifica que se libere o transporte pirata em carros particulares com placas brancas, como se fosse uma simulação canhestra de carona remunerada!

  5. “Todo automóvel tem custos diversos. Por exemplo: combustível; óleos e fluidos; filtros; peças variadas; pneus e mão-de-obra em manutenções preventivas e corretivas. Mas há também o IPVA, licenciamento anual, seguro obrigatório e seguro opcional (e fundamental). Além do depreciamento anual que o automóvel sofre.”
    Eu não sabia disso…
    Vocês tinham conhecimento?
    Muitíssimo esclarecedor.
    Brilhante mesmo!

    • Não é muito “brilhante” o fato que a esmagadora maioria dos motoristas da Uber não faz contas detalhadas e precisas dos seus ganhos perante os seus gastos!

      Muitos desses motoristas estão desempregados (e até desesperados). Então agarram com força o negócio da Uber.

      E demoram para perceber que o lucro final que lhes sobra é muito pequeno, frente a muitas horas trabalhadas ao volante, sob riscos diversos e estresse das vias das cidades.

      Mas uma grande parcela dos passageiros não se importa com esses motoristas, tampouco com a situação de subemprego que o sistema gera.

      Afinal a esses passageiros o que vale são as viagens com custo (milagrosamente) baixíssimo, balinhas e água mineral grátis…

      Hoje, neste Brasil, muitos estão gritando contra a terceirização e a flexibilização das leis trabalhistas. Mas esses mesmos andam de Uber numa boa!

  6. O Governo se mete em tudo, quer determinar agora, como o cidadão vai se locomover.

    Ficamos a mercê de politiqueiros, que para ganhar votos, de uma categoria, que na maioria presta péssimos serviços, impede a livre concorrência, e a melhoria dos serviços em geral.

    Quanto menos Estado maior o País.

      • É muito mais fácil acabar com a concorrência, que reduzir taxas e impostos dos táxis, que impedir as empresas que escravizam os taxistas, que fiscalizar de verdade o comportamento dos taxistas e etc …

        Somos vesgos,pegamos pela metade os exemplos de outros países, sempre a serviço de uma facção, a sociedade pagadora de impostos, é apenas um detalhe.

        Vide os CORREIOS e a PETROBRAS.

      • “Vanguardistas do atraso”? Penso o seguinte:

        – Quando se defende que todo bom negócio deve ser bom e justo para TODAS as partes, NÃO se está no atraso, mas sim na evolução.

        Eu também não reduzo o Uber a um “simples aplicativo”.

        É MUITO mais do que isso. É uma empresa multinacional bilionária gerenciando um serviço (ainda) pirata de transporte público em automóveis particulares.

        Há vidas humanas trabalhando, ao volante, nas estressantes e perigosas vias brasileiras. E outras vidas humanas sendo transportadas para lá e para cá.

        É algo de uma complexidade imensa, que não pode ser analisado de forma banal, simplória ou reducionista.

        • Entrar em um ônibus urbano é o que?

          Onde é justo ter que subir numa van superlotada, chapa fria, pagando o dobro do passe de ônibus para não chegar atrasado no emprego?

          Onde que um carro mais confortável e um serviço mais prestativo e seguro (tecnicamente falando) é mais pirata que surfar nos ônibus, vans e táxis da cidade?
          Porque não paga $$ para a “máfia” que NÃO provém bom transporte e boa malha viária?

          • Eu, que moro no Rio de Janeiro, sei muito bem o que são ônibus urbanos superlotados; trens caóticos; metrô feito lata de sardinha; carros particulares presos em vias engarrafadas; vans piratas onde o passageiro só é bem tratado até o momento do pagamento da passagem.

            Mas nada disso justifica que de repente se libere agora um serviço de transporte pirata explorado por uma multinacional bilionária.

            É necessário muito debate e análises amplas sobre o tema.

  7. Década de 80 ou 90 Sao Paulo-SP, um mar de cidadãos que buscavam um táxi na frota e trabalhavam por 14 horas, sendo 11 para pagar a diária do veiculo, mais 1 hora para pagar o combustível, e somente após 12 horas de trabalho e que o taxista começava a fazer algum dinheiro para si….

    VERDADEIROS HERÓIS! soldados, guerreiros que aguentavam tantas horas num transito caótico! Poderiam estar explodindo caixas ATM, roubando e matando…

    Quem rouba e mata esses motoristas prestadores de serviço publico é, primeiramente, a administração pública que recolhe em tributos se achando no direito de cobrar por uma placa vermelha mais caro que um veiculo para conceder serviços de transportes públicos no município! Depois as máfias das frotas….

    Mas isso mudou, foi o financiamento ou o PT quem permitiu que a maioria dos motoristas de frota partissem para uma melhor e adquirissem seus veículos próprios??

    Pra mim o negocio e o seguinte, tendo em vista a precariedade do sistema de controle de trafego oferecido nos centros urbanos, a ultrajante ma qualidade da banda de rodagem, a instabilidade politica para ter certeza no investimento, acho que ninguém devia pagar e NADA a esses administradores públicos fajutos!

    Em Berlim você chega na estacão de Metro e não encontra as roletas, porque não tem!!!
    NINGUÉM e obrigado (subjetivamente) a pagar pelo transporte publico (mas todos pagam visando a manutenção).
    É algo como um consenso entre os provedores e os usuários do transporte publico, já está pago! Pode usufruir, se estiver sem grana vai do mesmo jeito…

    Nunca que um bando de administradores e gestores burocratas vagabundos e incompetentes poderiam exercer sobre essa classe de trabalhadores – motoristas de taxi – quaisquer cobrança de encargos, impostos, etc….

    O Brasil é uma máfia só no transporte publico…

  8. Mas que artiguete medíocre!
    Não sei,como a “Tribuna da Internet”,publica uma coisa desta.
    Vamos melhorar o nível,pessoal!

  9. Basta que alguém se manifeste, num artigo, contra a “Lei de Gerson” para que muitos brasileiros gritem!

    Pois esses são fãs dessa tal lei! Gostam de levar vantagem em TUDO, não se importando se o próximo sai prejudicado.

    E o sistema Uber está perfeitamente enquadrado na Lei de Gerson.

    O passageiro recebe um adequado serviço, pagando uma tarifa baixíssima.

    A empresa bilionária abocanha de 20 a 25% do faturamento bruto da corrida.

    Já o motorista assume custos fixos e variáveis altíssimos, do automóvel e da operadora de celular. Trabalha muitas horas ao volante, e ao final de cada jornada sobra-lhe um lucro líquido muito pequeno.

    A administração pública, detentora da competência permissionária sobre transportes públicos, nada recolhe em tributos.

    E os taxistas, que investiram em custosas autonomias e impostos, acabam enfrentando essa nova e desleal concorrência.

    É a pirataria moderna, nascida da internet.

    Mas quem se importa? Só quem não aceita, em hipótese alguma, a Lei de Gerson!

  10. Aqui no Rio de Janeiro há táxis piratas, vans piratas, barcos piratas (nas lagoas da Barra), ônibus piratas… e alguns desses ônibus piratas chegam a ligar a favela da Rocinha a cidades do Nordeste brasileiro! Surreal…

    Pois à tamanha pirataria agora se juntaram os carros particulares e alugados dos motoristas do Uber.

    Todos saem ganhando com isso???

  11. Tem um “meme” circulando na internet que diz algo mais ou menos assim:

    – “Luta contra a terceirização e a flexibilização das leis trabalhistas. Mas anda de Uber pra todo lado. Deus tá vendo, héin?!”.

    É uma gozação. Mas revela um pouco da hipocrisia de muitos brasileiros.

    Aliás, conforme insiste o Isac Mariano, muitos brasileiros aplicam a chamada “Lei de Gerson” nas suas vidas cotidianas. E sem culpa alguma!

    Depois querem um Brasil melhor. Mas como assim??? Afinal sequer fazem a parte que lhes cabe!

  12. Para entender o sucesso do UBER, cheguem na Rodoviária Novo Rio ou no Aeroporto Santos Dumont, e peguem um taxi.

    Depois, voltem aqui, e comentem.

    • Eu sou do Rio de Janeiro. E sei muito do que pode acontecer de ruim quando se toma um táxi no Santos Dumont, Rodoviária, Shopping Rio Sul, ou Galeão.

      Na maioria das vezes, mau atendimento e cobranças extorsivas! Com exceções, claro!

      Mas isso por si só não justifica que se libere um serviço de transporte pirata explorado por uma multinacional bilionária.

      Tem aquele samba gravado pelo Roberto Ribeiro, onde diz que:

      – O marido flagra a esposa o traindo com outro no sofá. Então ele resolve o problema vendendo o sofá!

      Link: https://www.youtube.com/watch?v=KIn3hH6TsXA

      E no Brasil há mesmo a forte cultura de se tentar resolver problemas com as soluções mais estapafúrdias.

      E a empresa Uber tenta surfar nessa onda.

  13. Tem razão no Rio Sul, também temos outra quadrilha.

    Já fui vítima, um velho sem vergonha, me roubou no trajeto e na tabela.

    Paguei por pena, um infeliz.

  14. Taxistas na Rodoviária Novo Rio são picaretas. Já peguei 2 de um total de 5 em toda a minha vida (lá) que tentaram me roubar. De repente, o taxímetro salta, quando eles começam a desviar a sua atenção.

    UBER é a livre concorrência. Que melhorem as taxas de taxistas, ao invés de derrubar o UBER.

  15. Essa Uber se tornou valiosíssima por esses “milagres” da internet.

    Ela atira para todo lado. Não tem nada a perder! Tenta operar em toda cidade, da Terra, que possa lhe render bons ganhos!

    Já foi expulsa de muitos lugares. Mas foi bem aceita em vários outros. Para ela, onde colar, colou!

    Afinal suga 20 ou 25% dos ganhos totais de milhares de motoristas das mais diversas partes do planeta!

    Obviamente ela criou e está sempre atualizando um excepcional sistema online de agenciamento de corridas particulares.

    Não tiro o mérito dela nesse sentido. Mas também não concordo com essa relação comercial onde algumas das partes envolvidas ficam em um nítido desequilíbrio.

    O debate é amplo e ocorre no mundo todo. E é saudável que se debata mesmo, exaustivamente.

  16. Não sou nenhum “liberete”, desses que abominam toda e qualquer intervenção estatal na economia e na livre negociação entre os indivíduos, mas não cabe ao Estado se meter nesse assunto!

    São negociações comerciais privadas entre a empresa responsável pelo aplicativo, os motoristas que aderem a ele e os clientes de ambos, em que nenhuma delas é forçada a aderir ao acordo entre elas.

    Principalmente quando sabemos da verdadeira “máfia” que existe por detrás da concessão de permissões para o exercício da profissão de taxista, que faz com que alguns poucos taxistas lucrem (e explorem) a maioria dos seus companheiros de profissão.

    É uma reserva de mercado que não se justifica em face da dinâmica da economia atual.

    • Ocorre que no Brasil há leis.

      Cabe ao município conceder permissão à exploração do transporte público dentro do seu território.

      E cabe ao Estado conceder permissões semelhantes, porém entre municípios do seu território.

      Automóvel particular fazendo serviço de transporte público remunerado, sob agenciamento dessa Uber, não configura uma “simples carona”, como alguns tentam configurar.

      É sim uma prestação de serviço de transporte público, afinal motorista e passageiro não se conhecem, e há cobrança pelo transporte.

      E não é algo tão banal para ser reduzido a um “simples aplicativo”.

      Hoje liberam-se automóveis particulares para que façam tais serviços informais.

      Amanhã então precisarão liberar as motocicletas. Por que não?

      Depois será a vez dos barcos trabalharem na informalidade. Imaginem como seria na Amazônia?

      E que tal liberar a seguir tais modalidades de transportes piratas para aviões e helicópteros? O “Uber dos céus brasileiros”…

      A anarquia não é um caminho que conduzirá o Brasil ao desenvolvimento. Não é mesmo!

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