No STF, o corporativismo fala mais alto e ministro não sofre impeachment

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Charge da Pryscila, reprodução do Google

Breno Pires e Rafael Moraes Moura
Estadão

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, rejeitou nove dos dez pedidos de impedimento de ministros da Corte recebidos desde setembro do ano passado, quando ela assumiu o cargo, sem levar nenhum ao plenário. Um deles, contra o ministro Alexandre de Moraes, ainda não foi analisado.

Nesta segunda-feira, 8, a Procuradoria-Geral da República entrou com uma ação para que a Corte declare o ministro Gilmar Mendes impedido de julgar habeas corpus do empresário Eike Batista.

Levantamento feito pelo Estadão mostra que, das 44 arguições de impedimento apresentadas ao STF até agora, 43 foram avaliadas por seus relatores, sem julgamento em plenário na decisão inicial. Apenas em cinco casos de rejeição pelo relator houve recurso e a decisão foi a julgamento pelo colegiado. Em todos eles, o plenário confirmou a decisão inicial e não impediu a atuação dos ministros. O Supremo, assim, nunca afastou um integrante de qualquer caso em tramitação na Corte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGComo se vê, Gilmar Mendes pode dormir tranquilo, se é que consegue, diante de tantas críticas a seu proceder extravagante, digamos assim, em respeito à nobreza que deveria marcar o uso da histórica toga. (C.N.)

 

6 thoughts on “No STF, o corporativismo fala mais alto e ministro não sofre impeachment

  1. E a dona Caaaaarmem Lúcia continua enganando o cidadão contribuinte. Dá uma no prego e outra na cruz. O STF não poderia ter um presidente da pior qualidade como tem agora.

  2. Ontem o Molusco deu um show de ignorância e irresponsabilidade. A toda oportunidade vomitava suas baboseiras, embora fosse logo advertido pelo Moro. O homem é bobo, fraquíssimo em seus argumentos, e só engana os mortadelas esfarrapados.

  3. O n´mero de pedido de impeachment dos ministros do STF atingiu em um recorde absoluto nas últimas décadas. de 2000 a 2014 houve 5 pedidos; em 2015, 2; em 2016, 6; e agora em 2017, 1 – Gilmar Mendes. “A crise politica faz com que os ministros do STF tomem decisões polêmicas desagradando os lados das disputas”.

  4. A mudança da capital do Brasil para Brasília não causou apenas um retrocesso na representação política do país, também atingiu os demais poderes.

    No caso específico do Supremo Tribunal Federal, quando a capital era no Rio de Janeiro, jamais vi qualquer deslize por partes dos ministros.

    Como comparar Carlos Maximiliano, Nélson Hungria, Ary Franco, Otávio Kelly, Filadelfo de Azevedo, Adauto Cardoso, Orozimbo Nonato e outros do mesmo quilate, com alguns dos ministros atuais, considerando a compostura que o cargo exige ?

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