Nomeação de filha de Fux exibe nepotismo no Judiciário

Luiz Fux nomeou a filha para desembargadora no Rio

Frederico Vasconcelos
Blog Interesse Público

Reportagem do jornalista Fernando Molica, no jornal “O Dia” nesta quinta-feira (10), trata da nomeação da advogada Marianna Fux, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, escolhida para ser a mais nova desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em texto sob o título “Fux impede tramitação de processo contra lei que beneficia magistrados”.

“Segunda colocada na lista sêxtupla encaminhada pela OAB-RJ ao Tribunal de Justiça, Marianna ficou em primeiro lugar na votação feita pelos desembargadores beneficiários diretos do pedido de vista feito há quase quatro anos pelo pai da futura colega”, afirma Molica.

Sob o título “Suspenso julgamento sobre normas do TJ-RJ“, este Blog publicou em 18/5/2012 que um pedido de vista do ministro Luiz Fux suspendeu o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada no Supremo pela Procuradoria Geral da República questionando a constitucionalidade da Lei nº 5.535/2009 do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe sobre a organização da magistratura fluminense.

BENEFÍCIOS SEM FIM

Em 13/9/2015, este Blog citou reportagem de Marco Antônio Martins, publicada na Folha, revelando que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro “é a Corte que concede mais auxílios aos seus integrantes entre os Tribunais de Justiça do Sudeste”.

Na ocasião, o TJ-RJ começara a pagar o auxílio-educação. Os magistrados estaduais contavam com auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-creche, auxílio-funeral e auxílio-adoção.

No mesmo ano em que Fux pediu vista na ação movida pela PGR questionando o pagamento de penduricalhos, a então corregedora nacional de Justiça, ministra aposentada Eliana Calmon, fez o seguinte diagnóstico:

“No Rio, houve um complô de tal forma que hoje nós temos Tribunais de Justiça, Poder Legislativo e o Executivo todos coniventes com aqueles salários altíssimos pagos aos desembargadores. Isso não pode ser a troco de nada, porque o Rio padece de uma série de deficiências. E nós vamos encontrar o quê? Uma absoluta inação do Poder Judiciário para alguns segmentos, algumas demandas”.

FILHA DE MARCO AURÉLIO

Em julho de 2013, reportagem de Leandro Colon e Diógenes Campanha, publicada na Folha, tratou da indicação das advogadas Letícia Mello, filha do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, e Marianna Fux, filha do ministro Luiz Fux, para vagas de desembargadoras pelo Quinto Constitucional nas Justiças federal e estadual, respectivamente. A reportagem informou que Marianna trabalhava no escritório do advogado Sérgio Bermudes, amigo de Fux.

Fux não respondeu aos pedidos de entrevista da Folha, na ocasião, e as duas candidatas não se manifestaram.

“É pecado [a indicação]?”, perguntou o ministro Marco Aurélio. “É justo que nossos filhos tenham que optar por uma vida de monge?”, questionou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O fato é que esse nepotismo explícito é uma vergonha nacional de fazer Getúlio Vargas e Lindolfo Collor se revirarem nos túmulos. O Executivo e o Judiciário simplesmente costumam jogar a chamada meritocracia na lata do lixo. Isso tem de acabar. A declaração do ministro Marco Aurélio é um tapa no rosto dos brasileiros que estudam para fazer concursos públicos. A culpa também é do Congresso, que deveria aprovar uma lei acabando com o chamado quinto constitucional, que coloca advogados sem notório saber em tribunais e perpetua as dinastias podres desses falsos juristas tipo Marco Aurélio Mello e Luiz Fux. Será que Sobral Pinto, Eliezer Rosa e Milton Campos procederiam assim? Dá vontade de vomitar… (C.N.)

16 thoughts on “Nomeação de filha de Fux exibe nepotismo no Judiciário

  1. “O PODER DOS FARAÓS

    Os faraós possuíam poderes absolutos na sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e militar. COMO A TRANSMISSÃO DE PODER ERA HEREDITÁRIA, O FARAÓ NÃO ERA ESCOLHIDO ATRAVÉS DE VOTO, MAS SIM POR TER SIDO FILHO DE OUTRO FARAÓ. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no poder.

    Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia, SIMPLES MORTAIS.

    TUTMÉS I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.

    TUTMÉS II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.

    TUTMÉS III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.

    TUTMÉS IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.

    AMENÓFIS III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.

    AMENÓFIS IV, faraó egípcio (1350?-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época.

    TUTANKHAMEN ( 1352-1325 a.C.), faraó egípcio (reinou 1334-1325 a.C.) da XVIII Dinastia, genro de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos. Durante seu reinado, restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito.

    QUÉOPS (2638-2613 a.C.), o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo.

    RAMSÉS II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I. Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.

    RAMSÉS III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.

    QUÉFREN, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.

    SETI I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.”

  2. Deu no site VETORM

    Dilma ofereceu à Marisa Leticia a Pasta Ministro das cidade.
    Mas o Lula não concordou e pediu Ministro do trabalho, para
    ficar perto dos sindicatos.
    Dilma vai divulgar so depois de domingo, para
    não insuflar o povo que vai se manifestar nas ruas….

  3. Parcela mínima da sociedade tem conhecimento sobre o tema. Assim, os mais preparados, intelectual e espertamente, usufruem das benesses dos poderes.
    Não é fato raro a troca de figurinhas.
    Para mudar-se este quadro é preciso melhor a cultura e conhecimento do povo em geral.
    E é ai que mora o problema. O povo acha que não precisa, que não tem como mudar ou que está bom assim. É melhor a filha de um juiz do que uma qualquer.
    Povo tosco, políticos, legisladores e judiciário ordinário.
    Tendo carro, carnaval, cerveja, sexo, drogas e rock in roll, para a maioria, está ótimo!
    Cada vez que ouço alguém querendo/esperando que os larápios virem honestos, magicamente, me dá vontade de chutar a bunda deles. Talvez assim o cérebro pegue no tranco!
    Se não mudar o povo, nada mudará!

  4. Prezado Carlos Newton
    Infelizmente este é o notório NEPOTISMO escancarado, vai deteriorando o sistema judiciário brasileiro, sinto asco desta pratica nojenta e se fosse a filha dele, me sentiria mal, mas a responsável é a OAB.

  5. Fux You a moralidade!!

    Marianna já tá coroa e a preibói teria que trabalhar à pampa no photoshop…

    Fux citou o princípio do “juiz natural” para defender a hereditariedade, a influência e o troca-troca.

    Qual a diferença entre um gabinete e um harém-prostíbulo deste Brasil?

    Geral se comendo, assim como seus parentes bonobos fazem (às custas dos bobos).

    Mas, Fucks e Cheio de Barro botam a maior banca de pegadores, garotos propaganda do remédio contra impotência (da população brasileira carente de justiça), sem conseguirem esconder que cortam afiados, como a rima, por ambos os lados. Ui!!!!!

  6. “O notório saber jurídico” da filha do fux estar no pai dela , pois é ele quem vai despachar por ela, povo tem que se manifestar contra esses abusos nós não estamos aqui para sustentar este povo, que só visa o poder , vamos criar leis para acabar com isto, que saber jurídico ela tem, protocolar petição no foro? quais os livros de autoria ela têm; tem mestrado, doutorado, fala quantos idiomas, quantas sentenças têm ela favorável em seu tempo de advocacia ; sustentação oral em cortes quantas fez, vergonha pura.

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