Nomeação de Ramagem para PF foi um erro de Bolsonaro, avaliam assessores

Esse vírus é igual a uma chuva, vai molhar 70% de vocês”, diz ...

O maior problema é que Bolsonaro não ouve nem a ala militar

Valdo Cruz
G1 Política

A nomeação do delegado Alexandre Ramagem para direção-geral da Polícia Federal foi classificada por assessores presidenciais como um erro de Jair Bolsonaro. A escolha, avaliam, se não fosse sustada pelo Supremo, iria gerar desgastes como também uma reação da categoria que poderia minar o trabalho do delegado à frente do órgão.

Em conversas com o blog, assessores de Bolsonaro confidenciaram que houve tentativas para que o presidente desistisse de indicar Alexandre Ramagem para o posto. Segundo um desses auxiliares, o delegado tem um bom currículo profissional, mas, na linha sucessória, estava longe de ser um dos indicados para dirigir a PF.

REAÇÃO INTERNA – “Haveria, com certeza, uma reação interna. Muitos delegados já estão na carreira há muito mais tempo do que ele, que está furando a fila da linha sucessória”, disse um assessor ao blog.

Sem falar, diz esse mesmo assessor, no fato de Ramagem ser muito próximo dos filhos do presidente, o que reforça as acusações do ex-ministro Sergio Moro de que Jair Bolsonaro quer interferir politicamente na PF.

Além da reação interna, uma ala do governo avaliava que havia, sim, o risco de a indicação vir a ser barrada na Justiça, principalmente na primeira instância, exatamente pela proximidade de Ramagem com a família Bolsonaro, mas a liminar veio mesmo do Supremo, o que é muito mais grave.

JÁ TINHA DECIDIDO – Apesar de todas as tentativas para demover o presidente da nomeação, Bolsonaro sempre deixou claro a seus interlocutores que sua decisão de colocar Ramagem no lugar de Maurício Valeixo já estava tomada antes mesmo da exoneração do indicado por Moro da diretoria-geral da PF.

No caso da ida de André Luiz Mendonça para a vaga de Moro, no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, assessores presidenciais gostaram da solução mais técnica, que também representa alguém da total confiança do presidente, mas sem a intimidade de Ramagem.

OLIVEIRA SERIA ERRO – Segundo um assessor, pior do que nomear Ramagem, teria sido também indicar o atual ministro da Secretaria Geral, Jorge Oliveira, para a vaga de Sergio Moro.

Para esses assessores, se fosse mantida a intenção inicial do presidente de indicar Jorge Oliveira para o Ministério da Justiça, o governo estaria dando ainda mais motivos para as críticas de que Bolsonaro queria colocar amigos da família em postos-chave capazes de acompanhar investigações relacionadas a seus filhos ou aliados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Uma coisa é montar uma equipe de governo; outra coisa, muito diferente, é transformar o governo numa ação entre amigos, no estilo da família Bolsonaro. (C.N.)

15 thoughts on “Nomeação de Ramagem para PF foi um erro de Bolsonaro, avaliam assessores

        • Profexor jumento, entenda:

          “A ideia de Lula assumir um cargo no governo da sua sucessora e afilhada política surgiu depois de o ex-Presidente ser alvo de um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal e ter sido levado para depor numa investigação da Operação Lava Jato, que desde 2014 tem vindo a desmontar o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, envolvendo a companhia estatal Petrobras, as principais construtoras do país e políticos de diferentes partidos. Lula está a ser investigado por suspeitas de ter favorecido algumas construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras e ter sido premiado com “prendas” provenientes do esquema de corrupção, em particular uma quinta e um apartamento de luxo no estado de S. Paulo”. Leia, de deixe de “dedilhar” asneiras!

  1. Bom mesmo é “trabalhar” no STF:

    Por meio da Resolução nº 677, divulgada ontem (29 de abril), o Supremo Tribunal Federal (STF), considerando a eficiência das ações adotadas em resolução anteriores referentes ao combate do coronavírus, dado que não há registro de nenhum servidor da Corte com Covid-19, e em razão da necessidade de dar continuidade às medidas de isolamento social, determina a manutenção de seus servidores que estão atualmente em trabalho remoto até janeiro de 2021. Os titulares das secretarias, assessorias e núcleos terão até o dia 15 de maio para comunicar à Secretaria de Gestão de Pessoas o rol de servidores que permanecerão em trabalho remoto.

  2. Mas esse Bozo é realmente insuportável. Culpa é do Lula. Não houvesse Haddad na disputa, nenhum louco escolheria Bolsonaro. Ainda por cima, o infeliz do Adélio fez o que fez, o que comoveu o povo, e deu no que deu: nos fundimos!
    Agora é rezar para que um tornado passe por Brasília e o leve juntamente com aquele Palácio horrível para bem distante (ia dizer outra coisa).

  3. COLLOR indicou o primo MARCO AURÉLIO ao STF.
    LULA indicou os amigos LEWANDOWSKI e TOFFOLI ao STF.
    TEMER indicou o amigo ALEXANDRE ao STF.
    MORO indicou o amigo VALEIXO à PF.
    Não houve nenhum questionamento.
    Mas BOLSONARO não pode indicar RAMAGEM à PF.

    #STFVergonhaNacional

  4. Boa noite , leitores (as):

    Senhores Valdo Cruz ( G1 Política ) , Carlos Newton e Marcelo Copelli , desculpem-me por fugir do tema acima proposto , mas suponho que o assunto é de interesse público .
    Bolsonaro agora quer interferir na Receita Federal
    Brasil 30.04.20 15:48
      
    Não bastasse o que Jair Bolsonaro vem tentando fazer na Polícia Federal, agora o presidente quer forçar a Receita a violações constitucionais para satisfazer seus interesses político-partidários.
    Como registramos mais cedo, Bolsonaro cobrou do secretário da Receita, José Barroso Tostes Neto, o perdão de dívidas tributárias das igrejas evangélicas decorrentes de autuações do Fisco pelo não recolhimento de tributos na distribuição de lucros e outras remunerações vultosas a seus principais dirigentes.
    A imunidade de templos religiosos no pagamento de impostos não afasta a obrigação desse tipo de contribuição, como CSLL e previdência.
    Bolsonaro é sustentando pelos evangélicos, que agora cobram a fatura pelo apoio.

  5. Pode perdoar as igrejas, mas o produtor rural é quem produz neste país”
    salvar
    Brasil 30.04.20 15:03
    Por Redação O Antagonista
      
    Representantes da bancada ruralista no Congresso se irritaram com a notícia de que Jair Bolsonaro tem pressionado a Receita Federal para perdoar as dívidas de igrejas evangélicas.
    Nesta semana, o assunto foi pauta de encontro entre o presidente da República e o deputado federal David Soares (DEM), no Palácio do Planalto. David é filho do missionário R. R. Soares.
    “Pode perdoar as igrejas, não tem problema nenhum. Mas o produtor rural é quem produz neste país”, disse o deputado Jerônimo Goergen (Progressistas), lembrando que Bolsonaro, na campanha de 2018, prometeu resolver as pendências do passivo do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
    “Foi bandeira de campanha. Foi a grande bandeira que fez ele ter o apoio dos agricultores.”
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    · Responder · 1 min

  6. Quem conhece o mínimo da PF, sabe de longa data da politicagem que reina em suas instalações, cobra comendo cobra, agentes estrelinhas nas operações que envolvem políticos e poderosos, ostentação de equipamentos militares contra meliantes que não oferecem resistência equivalente, salvo raras exceções, delegados que sonham com seus retratos exibidos na entrada de superintendências, serviços péssimos, caros, solicitação de passaporte é um favor a população, não esquecendo do setor de estrangeiros, humilhação, uma vergonha, todo terceirizado, agendamento para as 10, atendimento após 2 horas ou mais, filas intermináveis, motivo de orgulho no serviço público.

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