Nomear o astronauta para o Ministério será um desrespeito à Força Aérea

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Pontes é um oficial abominado pela Força Aérea

Carlos Newton

É bom constatar que o futuro presidente Jair Bolsonaro aceita mudar de opinião, ou seja, sabe ouvir conselhos e voltar atrás. Aconteceu isso recentemente, quando descartou a possibilidade de privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Eletrobras, cujas vendas estavam entre os sonhos de consumo do delirante economista Paulo Guedes, que deve ser ministro da Fazenda e do Planejamento, se sobreviver até lá.

MADE IN USA – Os generais que assessoram Bolsonaro lhe informaram que nos Estados Unidos, por motivos estratégicos, a Eletrobrás de lá é uma estatal. O capitão Bolsonaro caiu em si e desistiu. Quanto à Caixa Econômica e o Banco do Brasil, os militares foram ainda mais incisivos, e o candidato se aquietou, também abandonou a ideia de privatizar a Petrobras e Furnas.

Neste sábado, dia 20, Bolsonaro deu mais uma recueta. Depois de ter esculhambado o Mercosul e a China, o candidato voltou atrás e passou a pregar um comércio exterior sem viés ideológico. Atendendo a novos conselhos, Bolsonaro preferiu seguir os termos defendidos na guerra fria por Foster Dulles, secretário de Estado dos EUA, que afirmou: “Os Estados Unidos não têm aliados, mas apenas interesses”.

BELA POSTURA – As mudanças de rumo tomadas por Bolsonaro têm sido em defesa dos interesses nacionais. Isso significa que ele pode dizer besteiras, mas é capaz de ouvir conselhos e mudar de ideia, uma postura que todo governante teria obrigação de cultivar.

Até agora, Bolsonaro tem mudado de ideia toda vez que percebe estar dando uma mancada. Por isso, espera-se que ele abandone a decisão de nomear o tenente-coronel reformado Marcos Pontes para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Neste sábado, ele disse que  Pontes está praticamente confirmado.

É melhor Bolsonaro mudar de ideia mais uma vez, porque se arrisca a desagradar a cúpula da Aeronáutica, que investiu cerca de US$ 30 milhões na carreira do então major Pontes, incluindo os oito anos que passou em Houston, no Texas, recebendo em dólar e com muitas regalias.

MAU EXEMPLO – Quando vivia em Hoston, o então major Pontes, que é casado, arranjou uma amante brasileira e teve um filho com ela lá no Texas. Após o curso de dois anos na Nasa, esperando na fila para voar. praticamente não fazia nada. Durante seis anos, o então major dizia à Nasa que estava a serviço da FAB, e dizia à FAB que estava à disposição da Nasa. Ficou curtindo vida adoidado, como o personagem Ferris Bueller, no filme clássico de John Hughes.  

O pior é que, antes de dar o passeio no espaço, o major brasileiro já tinha contratado um empresário e criado um site pessoal, só pensava em ganhar dinheiro com palestras e como garoto-propaganda de comerciais, uma grande maluquice. Ele seria facilmente promovido e chegaria a tenente-brigadeiro, o posto máximo, mas preferiu abandonar a Aeronáutica pensando que ia enriquecer, quebrou a cara. Não conseguiu enriquecer e depois foi candidato a deputado federal, quebrou a cara de novo.

Recentemente, grudou em Bolsonaro, que queria até colocá-lo com vice na chapa, mas foi desaconselhado pelos generais que o assessoram. Agora, Bolsonaro inventa este voo solo do astronauta até o ministério da Ciência e Tecnologia, que seria recriado para abrigar o homem do espaço que a Força Aérea despreza e abomina, como exemplo de um mau militar, que troca a farda por trinta dinheiros.    

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P.S.
Essas informações sobre o tenente-coronel Marcos Pontes me foram passados confidencialmente, mas achei melhor revelá-las, para que todos tenham ideia do que está realmente acontecendo. Bolsonaro acha que nomeá-lo seria um ganho de marketing, mas na verdade será uma furada, como diziam antigamente. (C.N.)

24 thoughts on “Nomear o astronauta para o Ministério será um desrespeito à Força Aérea

  1. “Os generais que assessoram Bolsonaro lhe informaram que nos Estados Unidos, por motivos estratégicos, a Eletrobrás de lá é uma estatal.”

    Ao que me consta, o The United States Department of Energy (DOE) é a agência que regula o setor energético lá, estabelecendo regras e políticas de segurança, entre outras, material nuclear inclusive.

    Isso não passa nem perto do que se conhece por ELETROBRAS aqui. Ao que me consta sua informação aqui está inteiramente equivocada.

    Quanto ao ‘astronauta’ nosso, não passa de um bon vivant, oportunista. Certamente a Aeronáutica tem quadros muito melhores e superiores a esse pilantra.

    • Não quero tomar as dores do coronel Pontes – longe disso. Mas quais são os trouxas nessa história toda? Claro, os chefões da Aeronáutica! Nenhum militar sai do país sem a autorização do ministro e do seu comandante. E mais: tem que ter a aprovação do presidente da republica (que na época era o Mula Lula).
      O Brasil não tem nível na área espacial para se preocupar com preparação de astronauta. Todos sabiam disso, menos os superiores do coronel.
      Na época o CTA tentava melhorar os seu foguete Sonda que usava combustível sólido (como um buscapé) e não tinham precisão nenhuma para serem usados militarmente. Havia dificuldades mis para se fazer qualquer coisa por falta de recursos, mas para mandar o astronauta para os USA e posteriormente para a Rússia, não faltou incompetente para aprovar essa palhaçada.
      Eu também não sou favorável a que o coronel Pontes fique responsável pela Ciència. Prefiro um cientista civil mas que não esteja ligado ao partido do ladrão curitibano honorário.

  2. Realmente, Carlos Newton fez bem em divulgar isso. Porém, o que dizer sobre a imprensa e as várias mídias que, durante muito tempo, esconderam que Fernando Henrique Cardoso, quando ainda era senador, pensou e acreditou que teve um filho com a amante, jornalista da TV Globo, Miriam Dutra, mas que teve, sim, um outro filho, quando engravidou a cozinheira de sua casa?

  3. É importante que Bolsonaro não siga o canto da sereia.
    O tal astronauta não passou de um picareta usado na propaganda do governo de Lula. Haja visto que a esquerda em comenta, o que significa que torcem para que seja mesmo indicado.

  4. prezado CN,

    nao conhec,o e nao tenho informac,oes a respeito do astronauta, mas vc falar assuntos referentes ‘ a sua vida particular p desqua’lifica’-lo, baseado em ” informac,oes” q te passaram de ouvido, sem verificar a informac,ao … nao e’ jornalismo.

    pode ser chamado de outra coisa, por exemplo, fofoca.

    e todos gostam de fofoca, vide a repercuc,ao nos comenta’rios.

    Cleber

    • Fake News, vi nome para fofocas, q tem muita gente na aeronáutica q nao gosta dele todos sabem. Quando ele teve q aprender russo em 5 meses para poder subir, ou tece q ir na FIESP pedir esmolas pois o governo e a Ag Espacial Brasileira viraram as costas, ninguém fala, qdo usaram o cara como garoto propaganda por 10 anos e outras tb ninguém falou nada, o cara é indigente, foi mais longe do q todos nós aqui, tentar desqualificar uma pessoa por erros na vida pessoal é algo muito baixo, padrão esquerdistas. Ouvi falar q o Cmt japonês da FAB cobrava carne, lagosta, é outras iguarias por onde passava, isso é real? Não sei…

  5. Obrigado C.N. pelo seu esclarecedor artigo. Todo sentimento de desprezo da Força Aérea pelo astronauta, veio após sua indicação para missão. Realmente seu comportamento não condiz com o que se aprende na carreira militar. Bolsonaro deve realmente reavaliar sua indicação.

  6. Quem errou mais não foi o comando da aeronáutica, mantendo esse Pontes nos Estados Unidos tantos sem fazer nenhum controle de suas atividades? De resto, toda a “jornada do herói” desse Pontes foi coisa digna daquele complexo de vira-lata de que o Nelson Rodrigues falava.

  7. Informação incorreta. Marcos Pontes é um cara tranquilo, apenas errou em trocar a carreira por uma vida privada. Qualquer um é livre para escolher o seu rumo, ele queria ganhar melhor, não vejo problema, pois vivemos uma democracia. Apenas nas ditaduras de esquerda se obriga a pessoas a fazer o que não querem.

  8. Vislumbre mais 4 anos pela frente de administração sem rumo,com um presidente sendo fantoche dos assessores generais, assim como seria o outro que concorre com ele ,que, também seria um fantoche nas mãos do Lula ladrão.

    Por isso, estou pensando em nem comparecer a minha seção para votar.Seria antidemocrático, mas, escolher entre Bolsonaro e Haddad dá dor de cabeça.Não levo um pingo de fé em nenhum dos dois.

    Abraços.

  9. Vislumbro mais 4 anos pela frente de administração sem rumo,com um presidente sendo fantoche dos assessores generais, assim como seria o outro que concorre com ele ,que, também seria um fantoche nas mãos do Lula ladrão.

    Por isso, estou pensando em nem comparecer a minha seção para votar.Seria antidemocrático, mas, escolher entre Bolsonaro e Haddad dá dor de cabeça.Não levo um pingo de fé em nenhum dos dois.

    Abraços.

  10. KKK é melhor recuar do que insistir na mancada anunciada. Então é bom o capitão ouvir aqueles que sabem mais do que ele, um bom conselho é sempre bem vindo . É melhor ficar sem um oportunista como amigo do que perder os verdadeiros amigos

  11. Acho que os comentarista não entende do que está falando:
    1-O Marcos Pontes estava fazendo um Pós-Doutorando no EUA quando surigu a vaga para astronauta.
    2-A vaga de astronauta é para civis então ele foi obrigado a pedir a baixa para ser contratado como astronauto pelo governo brasileiro.
    3-O Marcos Pontes foi contratado pela Nasa para trabalho lá, porque aqui ele não tinha o que fazer, já que não era mais militar, então não tinha como enganar a FAB ou a Nasa.
    Esta é mais uma fake-coluna escrita por quem não pesquisa.

    • Não estava fazendo pós-doutorado porque ele nem doutor é. O Marcos Pontes é formado pelo ITA e fez posteriormente o mestrado na Escola Naval em Monterrey, California. É uma escola de Pós-Graduação, o que é bem diferente de Pós-Doutorado.
      Para mim não faz diferença ser mestre ou doutor, mas faço esses esclarecimentos para evitar fake news!

  12. Outa bobagem que convem que o Bolsonaro reveja é a de mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalem. Nada contra Israel nem muito menos contra os judeus, mas o Brasil teria muito pouco a ganhar com essa atitude e ao contrário teria muito a perder. Um pouco de pragmatismo não faz mal a ninguém, principalmente em politica externa.

  13. Aqui é assim. O soldado vai para Antártida e quando volta já é suboficial. Fazem uma missão aqui e outra acolá vão passando de cargo e chegam ao posto de tenente-coronel fácil.
    Uma vergonha!
    Conforme podemos ver nos sítios abaixo, o Brasil tem mais generais do que os EUA, em proporção ao número de tropas.
    Se é assim com oficiais generais, certamente o quantitativo deve beirar absurdos para oficiais superiores e médios.
    Imagine o peso disso depois que vão para reserva, pensão vitalícia para mulher e para filhas “solteiras” (com a regra que vigorou até 2000) a maioria continua a receber e o rombo chega a 4 bilhões por ano.

    Fontes:

    https://www.defesa.gov.br/infograficos/19122-distribuicao-dos-oficiais-generais-nas-forcas-armadas-em-2015

    https://www.tribunapr.com.br/noticias/brasil/brasil-e-um-pais-cheio-de-generais/

    http://www.osul.com.br/mesmo-extinta-as-pensoes-das-filhas-de-militares-custarao-cerca-de-4-bilhoes-de-reais-por-mais-40-anos/

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