Nos campos e parques humildes dos subúrbios é que se fazem os grandes campeões e campeãs

Dificuldades e desafios constantes marcam a vida dos atletas

Pedro do Coutto

Foi uma bela entrevista a de Rebeca Andrade à TV Globo, logo após ter conquistado o ouro e a prata que caminharão com ela para a eternidade. Glória para a atleta e para todos os demais esportistas brasileiros que participam da Olimpíada de Tóquio.

Ao assistir a entrevista, lembrei do que Juscelino Kubitschek disse, em 1958, ao receber a seleção brasileira, campeã do mundo, afirmando que é preciso lembrar que é nos campos e nos parques humildes de subúrbios que se formam os grandes heróis e heroínas. Os atletas são pessoas que lutam para se destacar no esporte, enfrentando, muitas vezes, dificuldades, julgamentos, desafios constantes, entre tantos outros obstáculos. É preciso ver em suas faces e em seus olhos, mesmo após a consagração, o que passaram para chegar ao êxito.

CONSPIRAÇÃO – Até o momento em que escrevo esse artigo, na tarde desta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro não tinha  congratulado os atletas. Até estranho e me surpreendo, ironicamente, de os bolsonaristas não terem ainda apontado uma conspiração comunista para que a China tenha conquistado tantas medalhas.

Os que se consagraram em Tóquio ficarão para sempre na memória do esporte brasileiro. Vamos agora voltar as nossas energias para a decisão contra a Espanha, no futebol masculino. O esporte é isso, orgulho, dedicação e superação. É preciso estabelecer que a vida é feita de encontros e desencontros. Vamos nos empenhar e acompanhar a bola rolando porque o futebol brasileiro é único. Que possamos trazer mais uma conquista que certamente se eternizará na história do país.

CALAMIDADE – Retornando à atividade plena, o que me deixa muito satisfeito, assisti na edição do RJTV, da TV Globo, uma reportagem sobre a calamidade em que se transformaram as passagens subterrâneas do Rio. Becos do crime organizado, tráfico de drogas e de animais, comércio ilegal, entre outros.

A paisagem do Rio pode continuar, em parte, ainda linda, mas a sua realidade social é outra bem diferente e precisa ser urgentemente resolvida pelos nossos governantes de plantão. Conviver com uma calamidade dessas é uma punição que se estende há anos sem razão ou justificativa.

GRANDES HERÓIS – Para fechar esse artigo devemos estender o sentimento de glória eterna também a Pelé, Garrincha, ao meu saudoso amigo Nilton Santos, Gerson, Zagallo, Vavá, Jairzinho, Rivelino e tantos outros que honraram a história brasileira, deixando sempre a vitória assinalada.

E, por fim, meus sinceros agradecimentos aos amigos Carlos Newton, Marcelo Copelli e a todos os leitores desta Tribuna pelos votos de pronta recuperação em virtude da intervenção no ombro pela qual passei. De volta, sigamos firmes e fortes. Um grande abraço em cada um dos amigos frequentadores deste espaço democrático.

9 thoughts on “Nos campos e parques humildes dos subúrbios é que se fazem os grandes campeões e campeãs

  1. Os 6 bilhões para a Corrupção, ops, Fundão Eleitoral dos Partidecos Mais Corruptos do Universo, dava muito bem para serem aplicados em esportes em diversas modalidades.
    Como diz nosso Editor. ‘Mas quem se interessa.??”

  2. Com o aumento de confrontos entre milicianos e traficantes agora temos um aplicativo que vai nos ajudar em muito.
    Já uso a algum tempo antes de sair de casa. É o OTT Onde Tem Tiro. Se vc mora no Rio eu recomendo.

  3. Governo Federal é o maior patrocinador do esporte olímpico e paralímpico no país, com um investimento anual superior a R$ 750 milhões através do Bolsa Atleta, Bolsa Pódio e o Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR). Estas bolsas e programa, permitiram que o Brasil enviasse para as Olimpíadas e Para-Olimpíadas de Tóquio um número recorde de 7.197 atletas.

    Atletas com Bolsa Pódio conquistam medalha de ouro e bronze nos Jogos
    https://www.gov.br/pt-br/noticias/cultura-artes-historia-e-esportes/2021/07/atletas-com-bolsa-podio-conquistam-medalha-de-ouro-e-bronze-nos-jogos

    • Então estamos conversados

      Mais uma vez , com apenas 2 anos de governo maravilhoso e ações decisivas , graças a clarividência e o poder magnético do grande Ima , formamos atletas que outros países demoram décadas para formar e assim arrasamos em Toquio.

      Se ficar mais 4 na próxima Olímpiada , o mundo será totalmente verde e amarelo.

      Claro se a covid não nos levar todos para disputar os jogos do além.

      Mas isto são detalhes.

      Em nome do esporte olímpico, Minto para 2022

  4. Caro Mestre Pedro

    Seu retorno ao nosso convívio também merece uma comemoração.

    A luta pela democracia e o conhecimento não tem pódio e é feita de muitos embates, as vezes indigestos , mas a convicção de lutarmos as causas justas e o bom combate nos anima a continuar.

    Saúde e muita saúde

    Bom retorno

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