Nos Estados Unidos, o poeta e cantor socialista Woody Guthrie enfim é glorificado por sua atuação artística e política

Paulo Solon

Somente agora, cerca de quatro décadas após sua morte, é que o bardo Woody Guthrie está sendo glorificado em Oklahoma. Tal fato tem um sabor especial para a esquerda americana, já que Woody Guthrie nunca escondeu suas simpatias pelo comunismo, o que enfurecia detratores locais.

Esta fúria era diretamente proporcional à surpreendente fama que o citado baladeiro da América alcançava interpretando suas próprias canções nas reuniões sindicais, criticando os fascistas, enaltecendo o socialismo e aplaudindo as iniciativas socializantes do Presidente Roosevelt. São emblemáticas e eternas sua canção “This Land is Your Land”, entoada com Peter Seeger e Lead Belly, e sua ficcional autobiografia “Bound for Glory”.

Sua irmã Mary Jo Guthrie declara agora que “Oklahoma é o mais esquerdista estado que se pode ver”, referindo-se a seu aparente conservadorismo. “E quando Woody Guthrie era um garoto, Oklahoma era também o estado mais esquerdista, porque tínhamos mais socialistas eleitos para funções públicas do que qualquer outro”.

Woody Guthrie sempre se apresentava com sua guitarra portando os dizeres “This machine kills fascists” (esta máquina mata fascistas). Em 1999, ricos patrocinadores forçaram o Cowboy Museum em Oklahoma City a cancelar uma planejada exibição sobre Guthrie, organizada pela famosa Smithsonian Institution, que divulga suas composições.

Mas agora, que espaços culturais da Califórnia e de New York se preparam para celebrar o centenário do nascimento de Guthrie, em 2012, finalmente Oklahoma declara ser ele bem vindo à casa.

Quem conhece a pujante e extensa obra de Woody Guthrie sabe que era apenas questão de tempo para que ele fosse culturalmente consagrado.
Conceitos e ideias mudam com o tempo. Hoje estamos vendo a temida pelos fascistas e odiada pelos sionistas Coreia do Norte se aproximar econômica e ideologicamente da próspera Coreia do Sul. E vice versa.
Todos nós já vimos esse filme com a derrubada do muro de Berlim, a reunião da Alemanha e sua rápida e fulminante transformação em grande potência, a maior da Europa. Tudo indica que vai acontecer o mesmo com a Coreia.

Vamos ver a superindustrializada Coreia do Sul e a nuclearizada Coreia do Norte se unirem e formarem novamente uma só nação, pujante potência, o que certamente irá descontentar os fascistas, tão felizes com as divisões regionais.

Acontecerá o mesmo com o mundo islâmico? Difícil a resposta, mas os acontecimentos pós Primavera Árabe já não mais estão deixando felizes os fascistas cristãos, a direita radical e os fanáticos sionistas.

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