Nota de Salles expõe racha com ala militar e coloca sua permanência no governo em risco

Ministro

Ricardo Salles é um estorvo no governo e precisa sair

Bela Megale e Gustavo Maia
O Globo

A avaliação de integrantes do núcleo duro do governo Bolsonaro é que a nota divulgada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, coloca sua permanência no cargo em risco. Na sexta-feira, Salles emitiu um comunicado afirmando que, por falta de verbas, a pasta do Meio Ambiente vai paralisar todas as ações de combate ao desmatamento na Amazônia e no Pantanal a partir de segunda-feira (31).

A nota pegou os integrantes do governo de surpresa e acirrou ainda mais o clima ruim entre Salles e a ala militar. O ministro colocou o bode na sala ao afirmar que “o bloqueio atual de cerca de R$ 60 milhões de reais para IBAMA e ICMBIO foi decidido pela Secretaria de Governo/SEGOV e pela Casa Civil”, pastas comandadas por Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto.

CANSADO DE APANHAR – A interlocutores, Salles mostrou que está cansado de “apanhar sozinho” nos assuntos da sua pasta. Há alguns meses ele confidenciou a pessoas próximas que vinha sendo “fritado” pela ala militar. Chegou-se a fazer uma tentativa de mudar o ministro de área na Esplanada, mas o presidente Bolsonaro quis mantê-lo à frente do Meio Ambiente.

A nota desta sexta-feira (28) revoltou os militares do governo e as articulações do alguns ministros pela saída de Salles ganharam força.

MOURÃO CRITICA SALLES – Chefe do Conselho Nacional da Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na noite desta sexta-feira que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, “se precipitou” ao anunciar, no fim da tarde, que todas as operações de combate ao desmatamento ilegal e queimadas na Amazônia Legal e no Pantanal serão suspensas a partir da próxima segunda-feira (31).

A pasta alegou o bloqueio de orçamento determinado pela Secretaria de Orçamento Federal de cerca de R$ 60,6 milhões para Ibama e ICMBio. Segundo Mourão, o valor não será bloqueado.

— O ministro se precipitou, pô. Precipitação do ministro Ricardo Salles. O que é que tá acontecendo? O governo está buscando recursos para poder pagar o auxílio emergencial, é isso que eu estou chegando à conclusão. Então, está tirando recursos de todos os ministérios. Cada ministério oferece aquilo que pode oferecer, né? Então, o ministro teve uma precipitação aí e não vai ser isso que vai acontecer, não vai ser bloqueado os R$ 60 milhões aí, entre Ibama e ICMBio, que são exatamente do combate ao desmatamento e a queimada ligada à area do ministério — declarou o vice-presidente, na saída do Palácio do Planalto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ricardo Salles é um estorno. Oriundo do tucanalhismo de São Paulo, enriquecido ilicitamente, jamais deveria ser sido nomeado para o Ministério. É tão cara-de-pau, que desde o mês passado vem falando em “mudar de Ministério”. Sua sobrevivência na estratégica pasta do Meio Ambiente é um mistério indecifrável, que nem Freud explica. (C.N.)

6 thoughts on “Nota de Salles expõe racha com ala militar e coloca sua permanência no governo em risco

  1. Ala militar? Uai, por que ala militar? Ministro é ministro, se quiser ser milico deve retornar aos quartéis. Já estamos com um idiota no governo e ainda vamos ter ala militar? Vamos progredir como os outros povos avançados, pelo amor de Deus.

  2. Esse sinistro já assumiu na pasta, conjugando o verbo “sair=salir”, em espanhol::::

    Yo salgo
    Tú SALES
    Él/Ella/Ud. sale
    Nosotros salimos
    Vosotros salís
    Ellos/Ellas/Uds. salen

  3. Qual a diferença que tem entre sair e ficar se o próprio presidente não está nem aí?
    Esse governo está arruinando as contas públicas com endividamento galopante e somente comparável aos desgovernos de fhc, luiz Inácio, dilma e temer( todos com letras minúsculas) para ficar claro que nenhum deles tem altura para presidir o Brasil.

  4. O Brasil é hoje, comprovadamente um anão tecnológico, após quatro décadas de berço esplendido, dependendo basicamente da venda de recursos minerais (esgotáveis), cereais e proteína animal.
    Considerando que a informação é uma pandemia que progride avassaladoramente sobre o mundo, não é somente na Europa que o consumidor questiona cada vez mais a procedência e qualidade ecológica do que consome, essa preocupação está chegando nos confins.
    O comércio exterior, já está sentindo os efeitos desse tipo de prevenção, enquanto os nosso cegos exterminadores do meio ambiente seguem se digladiando em estéreis e arcaicos argumentos pseudo nacionalistas, destruindo o futuro de uma nação por pura cegueira e burrice.

  5. O ministro está certíssimo, quem vem apanhando é ele e não o Mourão. Se tiraram os tais R$60 milhões para o combate das queimadas na Amazônia o cara tem mesmo que dar os nomes. A única coisa que eu não entendo é o que o prende ao cargo, gosta tanto assim de apanhar?

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