Nota zero na educação: 23 estados brasileiros ficam abaixo da meta estipulada pelo MEC para o ensino médio

Deu na CBN

Vinte e três estados brasileiros ficaram abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Educação para o ensino médio nas redes pública e privada. O índice se manteve estável e permaneceu em 3,7, mas a meta era de 3,9. Somente Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro e Goiás ficaram acima da média. Os números estão num relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.

As notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) caíram no ensino médio de 16 redes públicas estaduais de 2011 para 2013, de acordo com dados que serão divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta sexta-feira. Entre as nove unidades federativas que apresentaram crescimento, Goiás pulou do quinto lugar em 2011, com Ideb de 3,6, para o topo do ranking, em 2013, com 3,8. O Rio de Janeiro saltou da 15ª posição (com 3,2) para a quarta (com 3,6), empatado com Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco. São Paulo se manteve na segunda posição, apesar da queda na nota, de 3,9 para 3,7. O Rio Grande do Sul pulou de 10º (com 3,4) para o terceiro, 3,7.

RIO MELHORA

Com nota 3,6, as escolas estaduais do Rio superaram a meta estabelecida pelo MEC, que era de 3,3 para 2013. O estado já havia apresentado avanço na última edição do levantamento, quando deixou para trás a penúltima colocação, registrada em 2009. Na região Sudeste, esta foi a segunda melhor nota, ficando atrás apenas de São Paulo. No Brasil, foi o segundo maior crescimento na nota (12,5%), ficando apenas atrás de Pernambuco (16,1%).

As notas dos dois primeiros colocados diminuíram no último biênio. Em 2011, Santa Catarina estava no topo com 4,0; este ano, Goiás assumiu a posição, com 3,8. Já a nota do segundo lugar caiu de 3,9 para 3,7 no período, ambas obtidas por São Paulo. Dois estados mantiveram as médias e as posições: Acre, com 3,3, na 13ª, e Alagoas, com 2,6, na última.

QUALIDADE

Uma das principais referências para políticas educacionais na educação básica, o Ideb é divulgado a cada dois anos. O indicador mede a qualidade do aprendizado e da infraestrutura das cerca de 190 mil unidades escolares de ensino fundamental e médio em todo Brasil.

O Globo revelou na quarta-feira que os dados haviam sido repassados para a Casa Civil há mais de duas semanas. O resultado será apresentado nesta sexta, às 14h30, pelo ministro da Educação, Henrique Paim, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares.

O Secretário Estadual de Educação do Rio de Janeiro, Wilson Risolia Rodrigues, comemorou o resultado e disse que a meta agora é melhorar ainda mais os resultados.

– Estamos muito felizes. Isso é resultado de muito trabalho, de uma gestão de fato. Sabemos que temos que melhorar mais ainda. Tudo o que foi feito, foi pensando em 2023. O objetivo agora é obter a melhor nota no próximo Ideb – explicou o secretário, que assumiu a pasta no fim de 2010.

9 thoughts on “Nota zero na educação: 23 estados brasileiros ficam abaixo da meta estipulada pelo MEC para o ensino médio

  1. Tem que cobrar do FHC que foi presidente por 8 anos, é professor sociólogo da USP. i a USP está falida. Mas a educação problema é de base, é o primário. Como a base é ruim, a deficiência aparece no ensino médio.
    Depois que o Brizola apareceu com um projeto educacional, copiado da Austrália e Nova Zelândia, a elite política brasileira acabou com a educação pública. Quando eu era criança na Guanabara o ensino público era ótimo. A ditadura acabou com a educação pública quando abriu a educação para a iniciativa privada ter lucro. Assim foi também com a saúde. A ditadura militar trocou apoio abrindo as portas para o lucro dos adesistas na educação, saúde e transporte públicos.

    • A USP meu caro completou mais de 100 dias de greve.
      O inicio da destruição de uma das maiores intituições brasileiras e mundial foi com o aparecimento dos Ladrões do Metrô quese apropriaram de um bem do povo paulista e brasileiro para ser o quintal da casa dos franceses.
      Bom ai você vai perguntar, cadê o des-governador plantonista geraldo/covas/serra/anibal/tchorrupto/aloisiomateus.??
      Reposta: Como hoje é sábado deve ter pego o avião e passar o fim de semana na Avenue Foch junto ao seu Grão Mestre Corrupto Thc.]
      Brioches, canapés, o bom caviar e a carta de vinho estão no cardápio do desgovernador francês…

      PS. Hoje mais uma matéria sobre o escândalos dos roubos do Metrô Paulista.

    • – Quando Brizola inaugurou um CIEP, no Catete (Rio de Janeiro), o primeiro a dizer que escola “não era restaurante” foi o analfabeto funcional que é presidente de honra da organização criminosa no poder.

  2. Senhores, não interessa aos politiqueiros de plantão, o “aculturamento” do cidadão(ã), o cidadão(ã) inculto é o “carneiro do curral eleitoral”, que o mantêm com à”mão no cofre no cofre público”, reelegendo-o, enquanto sobrevive na miséria do “pão e circo”.
    Confúncio afirmou à 3 mil anos: Educação não é custo, é INVESTIMENTO para formação de uma NAÇÃO. Estudei em Escolas Públicas, que ensinavam para formação do CIDADÃO e Chefe de Família, hoje o que vejo: alunos dando porrada em professor, com beneplácito de pais ou tutores, os próprios próprios professores, que amam á PROFISSÃO, desestimulados pela ações e grades de ensino, em fim a “Escola está na esbórnia”, no velho ditado: “eu finjo que ensino e você finge que aprende”.
    Em 2 eventos, um no Estado/RJ, e outro em Brasília, as Autoridades deturparam a “musica”, protestei por escrito, de uma recebi resposta:nada podia fazer, da outra aguardo até hoje, a Bandeira, que era hasteada e recolhida, sob um HINO, com a formação dos alunos, hoje nem isso pode acontecer, pois, tiraram o mastro (pau).
    Nasci em 1929, a Escola getuliana, ensinava, a partir do final da década de 50, o ensino começo a decair, chegando hoje, a ministro da educação, que publicou 2 livros do ministério (nosso dinheiro), na área básica da gramática e matemática, com erros grosseiros.
    A Mídia publicou, que o Brasil na área do ensino, disputa o último lugar.
    O Brasil entra na recomendação de Confúcio, ou vai continuar no “brejo do ensino???”, no “me engana que eu gosto”.

  3. A escola é a alma da sociedade. Há muita permissividade, com o fim da ditadura civil-militar escancararam, como se tirassem a tampa da chaleira fervendo. O ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente precisa melhorar no item “respeito”: respeito a tudo e a todos, respeito aos professores, aos funcionários, respeito aos próprios alunos, respeito-cuidado com os móveis escolares, mas… como é que a criançada e os jovens vão ter respeito se todo dia as mídias escancaram as corrupções nos poderes. Está tudo interligado, como dizia Gandhi: “A vida é una…” Educação não é algo separado da realidade: educação, economia, ecologia, espiritualidade (não estou falando de Religião), saúde, transportes, esperanças de um mundo melhor.

  4. Depois que a esquerdinha introduziu a “educação” Paulo Freire nesses 12 anos de PT, deu nisso, inclusive a violência dos alunos contra os professores aumentou sobre-maneira.
    A esquerdinha não aprende com a história, mesmo depois do fracasso dela em todo um século. Para essa gente o que vale é que aquilo que ela pensa e não a verdade dos fatos.

  5. A educação esta tão ruim que, para nivelar os alunos da turma, tem Universidade Federal gastando seis meses revisando matéria que já deveriam entra na universidade sabendo.

    Assim um curso de engenharia que seria concluído em 5 anos, agora passou a ser 5 anos e seis meses.

    Este é o Brasil do PT.

  6. Na Bahia, o Colégio Militar (ensino fundamental e básico) apresenta ótimos resultados e o alunado respeita o corpo docente. Por que será? Do Colégio Militar, há também unidades no interior da Bahia e os alunos não buscam necessariamente preparar-se para a vida militar. Fala-se muito do sistema, critica-se a ditadura, mas convém saber que mesmo antes dela já a iniciativa privada lançara seus tentáculos e mesmo assim não conseguiam desbancar as escolas publicas. É preciso buscar outros motivos para a queda da escola pública.

  7. Tive uma excelente formação em escola publica na época do regime militar . Minha família não tinha grandes posses, mas sempre foram trabalhadores honrados . Não se metiam em “parada” furada. Portanto, sem querer fugir do tema, não foram “perseguidos”- (alusão, respeitosa, a um comentário acima). Voltando ao tema, acho que os níveis de educação refletem a importância que os governos, depois do regime militar, tem dado à população.

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