Nova ditadura egípcia promove matança de manifestantes nas ruas

Deu em O Globo

As Forças Armadas egípcias confrontaram com violência partidários do presidente deposto Mohamed Mursi que protestavam no Cairo. Segundo o Ministério da Saúde, os confrontos na madrugada deste sábado mataram 72 pessoas. O número oficial, entretanto, diverge de outras contagens.

Médicos em um hospital de campanha no distrito de Cidade de Nasser, centro de protestos a favor de Mursi, relataram à rede de televisão al-Jazeera que o número de vítimas chega a 120. Enquanto isso, Ahmed Aref, porta-voz da Irmandade Muçulmana, aliada de Mursi, afirmou que 66 pessoas morreram, 61 estão “clinicamente mortas”, e outras 4.500 encontram-se feridas. Mais cedo, o próprio grupo afirmara que a cifra podia passar de 200.

De acordo com Gehad al-Haddad, porta-voz da Irmandade, os confrontos foram iniciados antes da primeira oração do dia, por volta das 4h (23h de sexta-feira no horário de Brasília). Milhares de islâmicos que faziam vigília em uma mesquita no bairro de Medina Náser tentaram bloquear a ponte Seis de Outubro, uma das principais do Cairo e que atravessa o Rio Nilo, o que levou a uma reação da polícia.

– Eles não estão atirando para ferir, estão atirando para matar – disse al-Haddad.

Não há ainda versão oficial detalhada de eventos, mas as autoridades dizem que eles usaram apenas gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. No entanto, fontes do hospital confirmaram que a maioria das vítimas morreu de ferimentos de bala. De acordo com várias testemunhas, a batalha era claramente desigual, a polícia com armas de fogo, enquanto a maioria dos manifestantes estavam armados apenas com paus e pedras.

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3 thoughts on “Nova ditadura egípcia promove matança de manifestantes nas ruas

  1. Esses ditadores canalhas são assim mesmo,promovem o golpe (Tio Sam Espião à bordo),usam e abusam dos equipamentos e armas públicas como se fossem donos das mesmas, sobrevoam com helicópteros públicos as manifestações pró-gollpismo, jogam flores e até beijinhos, beijinhos, para o povo, e depois do gollpe é pau, pau e pau, e balas de verdade para matar. São mais malandros, mais dissimulados e mais perigosos do que as ditas cujas oposição e situação.Urge mudarmos em todo o mundo, a partir do Brasil, esse modello furado de democracia partidária que promove essa farsa terrível entre oposição, situação e gollpismo-ditatorial, dos quais somos todos reféns. E se conseguirmos mudar aqui, em 2014, a batata do Tio Sam Espião vai assar lá também. Urge fazermos as próximas eleições franciscanas em contraponto à tradicional dinheirama-sujeirama patrocinada pelo establishment continuista da mesmice.

  2. Caro Jornalista,

    Quem tem a menor noção do que seja a POLÍTICA ENTRE AS NAÇÕES já sabia, de antemão, que o combustível para a “Revolução Primaveril” estava sendo importado do outro lado do Atlântico!

    Ou será que alguém, em sã consciência, ainda acha que o DITADOR SÍRIO está sendo apeado do poder pela OTAN porque chegou à conclusão que ele infringiu os direitos humanos?
    Ou que a OTAN está preocupada com a democracia, com o bem-estar e com a qualidade da vida dos homens, mulheres e crianças no AFEGANISTÃO, IRÃ, IRAQUE, PANAMÁ, LÍBIA, …

    O problema é que graças aos INGÊNUOS, manipulados pelos “expertos”, estes mandam e desmandam no mundo.

    Vide os ECOXIITAS brasileiros!

    Abraços.
    PS: INGÊNUO é a versão politicamente correta para a palavra IDIOTA.

  3. Nesses últimos 38 anos todas as forças armadas egípcias vem sendo bancadas explicitamente por verbas norte americanas para servir a seus interesses. Todos os altos oficiais militares cursaram academias militares norte americanas ou britânicas para rezarem ideologicamente por suas cartilhas. Não há segredo nesse aspecto. Os generais egípcios apenas substituíram o ditador Hosni Mubarak por abuso em demasia. Não aceitaram que se discutissem seus vínculos e financiamentos diretos dos Estados Unidos, assim como o controle dessas verbas. Morsi exerceu a chefia do governo sem controlar o fuzil. Como o poder nasce do fuzil, foi facilmente destituído e sequestrado pelos que controlam o fuzil. O problema é que as lutas sociais lá envolvem interesses entre lacaios declarados dos Estados Unidos e de velhos colonialistas europeus, como o Catar que financia a Irmandade Muçulmana e Arábia Saudita que financia os salafistas. Além do mais, para agravar a questão, o Catar vem demonstrando pretensões hegemônicas, como se viu na Líbia e agora na Síria, e a monarquia saudita está a beira de um colapso com príncipes e princesas até se refugiando no Reino Unido.

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