Nova historiadora dos EUA diz que George Washington consertou a boca usando dentes de escravos

Bill Gates considera o melhor livro da História dos EUA

Elio Gaspari
O Globo/Folha

Está nas livrarias “Estas verdades — História da formação dos Estados Unidos”, da professora Jill Lepore, de Harvard. Com 866 páginas e quase dois quilos, vai de Cristóvão Colombo a Donald Trump. Lepore gosta da vida, de História e dos Estados Unidos. Isso faz com que sua produção tenha um discreto bom humor, levando-a a tratar de tudo, inclusive cinema e esporte.

Os personagens de “Estas Verdades” têm carne e osso. Ela olha para os magnatas, os poderosos, os negros, os índios e as mulheres. Em 1760, o fazendeiro George Washington consertou sua boca usando dentes de escravizados. Pelo menos 43 deles fugiram e um combateu ao lado dos ingleses.

SANGUE NEGRO – Da fazenda de Thomas Jefferson, fugiram 13. O futuro presidente acasalava-se com a escrava Sally Hemings, meia-irmã de sua falecida mulher. Na conta do erudito amante e senhor, ela só tinha um oitavo de sangue negro.

No século XVIII, as colônias americanas tiveram duas revoluções, uma contra o domínio inglês, outra contra a escravatura. Esta levou quase um século para prevalecer. O que levou os colonos a rebelar não foram apenas os impostos e a repressão, mas sobretudo a oferta da liberdade para os escravos.

OUTRO FATOS NARRADOS – Em 1776, um grupo de “subversivos”, segundo o filósofo inglês Jeremy Bentham, criou um estado “absurdo e visionário”. Em 1801, a Suprema Corte se reunia na pensão em que viviam seus juízes.

Lepore diz coisas assim: “A Inglaterra manteve-se no Caribe e desistiu da América.” Ou ainda, tratando da Guerra Civil: “O Sul perdeu a guerra, mas ganhou a paz.”

A grande nação americana foi construída também pelos movimentos dos trabalhadores, dos imigrantes e dos negros. “Estas verdades” vai mostrando essa história aos poucos, com um elegante domínio dos fatos: em 1776, quando foi proclamada a independência dos Estados Unidos, a temperatura na cidade de Philadelphia era de 11 graus; às vésperas da chegada de Donald Trump, era de 15.

RELATO HONESTO – Para Bill Gates, “Estas Verdades” é o “relato mais honesto e mais bem escrito que já li sobre a História dos Estados Unidos”. Jill Lepore conta uma grande aventura e termina com certa ansiedade: “Uma nação não pode escolher seu passado, só pode escolher seu futuro”.

E recordar é viver. Deu no “The New York Times” que pelo menos 545 crianças cujas famílias tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos estão em abrigos, sem que seus pais tenham sido localizados. No debate de quinta-feira, Donald Trump fugiu da pergunta durante vários minutos.

Essas coisas acabam passando despercebidas enquanto a vida segue, naquilo que parece ser uma rotina maior que pequenos dramas.

CRIANÇAS JUDIAS – No dia 12 de dezembro de 1938, chegou a Londres um navio que transportava 200 crianças judias alemãs, entregues pelos pais para que fossem criadas por famílias inglesas. Até o fim da guerra foram mais de 10 mil. O filho de uma delas, Michael Moritz, tornou-se um milionário e doou 15 milhões de dólares para programas de ajuda aos pobres da Universidade de Oxford.

Nas semanas em que as crianças judias desceram em Londres, Josef Stalin assinou 30 listas com os nomes de cinco mil pessoas que deviam ser executadas e foi ao cinema do Kremlin ver uma comédia. No Rio, Vargas posou para o escultor Leão Veloso e foi ao cinema ver “Corpo e alma de uma raça”.

Passou o tempo e a história de Nicholas Winton, o inglês que organizou o resgate está na rede, em vários vídeos. Quem quiser, poderá cultivar suas emoções por alguns minutos. O título de um deles é “Nicholas Winton, o herói anônimo da Segunda Guerra”.

44 thoughts on “Nova historiadora dos EUA diz que George Washington consertou a boca usando dentes de escravos

    • Os vira-latas brasileiros correm para defender a história dos Estados Unidos para insinuar, repetindo a velha lorota, de que aquele país foi criado por “puritanos tementes a Deus” e que por isso é “rico e prospero”!

      Olha como a colonização protestante puritana naquele país exterminou os índios naquele território!
      Enquanto que a colonização portuguesa e espanhola, por mais que tenha tido desavenças, conseguiu preservar muitas tribos indígenas.

      E temos a prova VISIVEL disso!

      Qual brasileiro não tem descendente ou descendência indígena?
      O que mais se tem no Brasil e na América Latina são índios!

      Tanto é que esses índios são usados pelas ONGs estrangeiras, incluindo norte-americanos de picaretes puritanos, dizendo-se “defensores” ou “evangelizadores” dos índios que portugueses e espanhóis preservaram!

      Geralmente esses vira-latas brasileiros quando defendem a história do Titio Sam automaticamente menosprezam a história do Brasil, tentando induzir que “desde a chegada de Cabral ao Brasil somos atrasados”.

      E são esses vira-latas brasileiros que dizem “amar o Brasil” e que querem levá-lo para o “primeiro mundo”!

      Como eu já sou vacinado contra esses vira-latas, que se encontram à esquerda e à direita-liberal, percebo que a intenção dessa gente é manter ETERNAMENTE o Brasil como quintalzinho do Titio Sam.

      Só bobos acreditam mesmo que a esquerda brasileira identitária, ou a direita-liberal vira-lata de norte-americanos querem fazer do Brasil um país gigante!

        • Vai falar isso para tribos praticantes de canibalismo, sacrifícios humanos, as famosas guerras tribais, que fez com que muitas tribos se aliassem aos espanhóis para derrotar tribos mais fortes,…

          • Pois é ! E Deus mandava os judeus eliminarem povoados inteiros. Está lá no Gênesis. Pela tua lógica, os espanhóis eram os defensores perpétuos dos sacrificados. Defendes os indios, mas quem papou D Pero Fernandes Sardinha ? Foram indios canibais ! Pela tua lógica, todos os indios brasileiros deveriam ser dizimados, não ?

          • “Pela tua lógica, os espanhóis eram os defensores perpétuos dos sacrificados.”

            ?!?!?!?!?!?!?!?!?!

            “Defendes os índios, mas quem papou D Pero Fernandes Sardinha ? Foram índios canibais !
            Pela tua lógica, todos os índios brasileiros deveriam ser dizimados, não?”

            Sim! Quem “papou” D Pero Fernandes Sardinha eram índios canibais. Ele e outros foram capturados pelos índios caetés que, no arroio de S. Miguel das Almas, os matam e comem.

            Os índios desta tribo, assim como outros grupos indígenas brasileiros, praticavam a antropofagia ritual,…

            Não distorça a história!

            Índios pacíficos apoiaram tanto espanhóis e portugueses porque não aguentavam mais serem escravizados e dizimados por tribos maiores.

  1. Judeu doador … Só em ficção mesmo.

    Já que sempre o pessoal do Jardim Botânico vem falar de causas negras, por quê não fizeram uma pesquisa para saber quantos negros foram ajudados pelo Edson Arantes do Nascimento ? É tabu ?

    • Rocco, Pelé está correto!
      A fila dos que me bajulam e me fazem concessões, é diretamente proporcional a cada centavo do meu patrimônio. A festa acabou; pé no músico!
      R$ 10,00 que você doar, não vai deixá-lo imune a doenças, acidentes ou a um tiro. Ainda assim, há crendeiros que fazem caridades, para garantirem seus ingressos no céu.
      Doações, hoje, é uma toalha limpa para assear as mãos sujas dos pseudogenerosos; marketing e nada mais….

      • Desculpa, eu não sabia que você era negão.

        Entretanto, afirmar que Pelé está correto, vai também um pouco de bajulação, embora eu tenha me referido ao Edson Arantes, da mesma maneira que ele separa as – digamos – personalidades.

        Quer seja Pelé quer seja Edson, jamais fez algo pelos negros nem a pedido nem anonimamente. Dirão: “E você sabe se ele não o faz anonimamente?”. Claro que não, senão os bajuladores de plantão, incluindo aí a mídia, já teriam divulgado. Quando morrer, vão querer beatificar.

  2. A Historiadora, Escritora e Jornalista JILL LEPORE que escreveu o Livro “Estas Verdades – a História da formação dos EUA”, que ainda não li, sabe promover interesse sobre sua Obra, mas pelo Artigo de HÉLIO GASPARI, é má analista.

    Para chamar atenção ao Livro diz que o Presid; GEORGE WASHINGTON fez implante de dente de Escravo em sua boca, dando a entender que o Sr. WASHINGTON lá pelas tantas mandou o
    Dr. Dentista, numa época que nem existia Anestesia, arrancar dente “a frio” do Escravo JOHNY , e implantar nele. Ora, desde os Romanos, e acho que antes no Egito, era comum os Drs. Dentistas arrancarem dentes bonitos de Mortos, e usá-los em Vivos que pudessem pagar.
    Foi o que deve ter acontecido com o Proprietário de Escravos Sr. WASHINGTON.

    Segundo o Artigo, não li o Livro mas vou ler, a Historiadora JILL LEPORE alega que a causa maior da Guerra de Independência das 13 Colônias não foi tanto os Impostos ( no que está certa), mas a ameaça Inglesa da Abolição da Escravatura nas 13 Colônias ( o que está errado).

    Entre 1756 – 1763 ocorreu a Guerra dos 7 Anos que na América do Norte antepunha a França e Aliados Índios do Quebec (Canadá), e Inglaterra apoiada logicamente pelas 13 Colônias e seus Aliados Índios que não eram tantos quanto os dos Franceses.
    A Guerra foi comprida e custosa, o Gen. BRADDOCK (Inglês) acostumado a combater de forma Ortodoxa em campos de Batalha Europeus, manobrando num Espaço enorme terrenos de florestas, pântanos, sem estradas, muito mal mapeado sofreu grandes derrotas iniciais para os Franceses e Índios e só a prática e a experiência do então ainda jovem Cel. WASHINGTON e as Forças Auxiliares das Milícias Coloniais, especialmente as da Virgínia, conseguiram a vitória total.

    Ora os Colonos das 13 Colônias estavam de olho naquele vasto e riquíssimo Território conquistado a custo de muito esforço e sangue, para COLONIZA-LO, todo o Vale do Rio Ohio, toda a Costa do Rio São Lourenço e os Grandes Lagos, etc. mas o Rei GEORGE III decretou, a Divisa continua a antiga, e os novos Territórios são Terras Indígenas. É que a Burguesia Inglesa queria ter o controle/Posse dessa riquíssima Colonização.
    Pior, até então as 13 Colônias usavam Dinheiro Papel ( Bill of Credit) que eram usados no Comercio Interno e com a Inglaterra. Os Impostos também eram pagos com Bill of Credit.
    Para recuperar parte dos Custos da Guerra dos 7 Anos, o Rei GERGE III decretou, as 13 Colônias devem abolir o Sistema Monetário Papel baseado nas Bill of Credit e passar para um Sistema Monetário Metálico (Ouro ou Prata). Os Impostos a Inglaterra só seriam aceitos em OURO ou PRATA.
    Foi uma explosão atômica nas 13 Colônias e a Guerra de Independência ( 1765 – 1783) inevitável.
    A primeira coisa que os EUA independentes fizeram foi Colonizar os Novos Territórios e para o Leste até o Rio Mississipi . Quase tomaram também o Canadá, mas a Marinha Britânica “segurou o rojão”.
    Os EUA expandiram o uso do Dinheiro Papel (Bill of Credit), direta ou indiretamente até hoje em uso, com muita vantagens para eles.

    É por isso que se diz que o Rei GEORGE III “was a fool”. E foi Tolo, mesmo.

    • Olha o Sr. Bortolotto defendendo a colonização sangrenta que ajudou a exterminar os índios no continente norte-americano!

      Quer dizer que os índios se aliaram aos franceses para combaterem aqueles que criariam os Estados Unidos!

      Por que será que isso aconteceu Sr. Bortolotto?!

      Será porque os puritanos protestantes na sua visão nefasta calvinista se achava superior aos índios, e por isso os exterminaram?

      Interessante é que por mais que se critique a colonização espanhola e portuguesa nas Américas, não se nega, pois temos prova visíveis, de que os índios fora muito mais preservados que os puritanos protestantes.
      Afinal, qual brasileiro não tem sangue índio? Até mesmo o Sr. Bortolotto deve ter sangue de índio, mas os malvados são sempre portugueses e espanhóis, pois na cabeça de nossos “entendedores” os protestantes puritanos do Norte, eram “homens e mulheres tementes a Deus”!

      • Prezado Sr. RENATO,

        O senhor confunde a minha tentativa de explicar a causa da Guerra de Independência das 13 Colônias contra a Inglaterra, especialmente o que está nos Livro de História que não é a causa principal como dito no livro de JILL LEPORE, com defesa da Política dos EUA subsequente.
        Não tem nada que ver uma com a outra.

        Para mim que gosto de HISTÓRIA, como para TODOS, estudar a História do BRASIL, e também a Universal ( Hebreus, Grécia, Roma, Índia, China, Japão, etc, é muito útil e de Tudo se tira ENSINAMENTOS.

        PATRIOTISMO não é ignorar a História dos Outros, mas conhecendo a História Universal usar CONHECIMENTOS para melhorar nossa História.

        A primeira coisa a saber é que a ALFABETIZAÇÃO de Todos,, até para ler a BÍBLIA, é uma grande vantagem.

        Os PORTUGUESES construíram uma grande História no Mundo, nos legaram esse BRAZILSÃO de quase 9 Milhões de Km2, que devemos cultivar/Industrializar para gerar um Alto Padrão de Vida para a maioria de nosso POVO. E alguma coisa já foi feita.

        Abração.

        • Sr. Bortolotto, se os portugueses ou os espanhóis tivessem cometido o extermínio que as colônias protestantes fizeram lá no Norte contra os índios, será que você teria a mesma opinião?

          É só curiosidade mesmo.

          Interessante é a forma “heroica” como o Sr. retratou a tal Independência das 13 Colônias!

          • Prezado Sr. RENATO,

            Sem querer ser chato, mas eu não dei opinião, só relatei a minha interpretação das coisas.

            Sr. RENATO, eu sou neto de Imigrantes Italianos (Vêneto) que vieram com uma mão na frente outra atrá, para as Colônias de Caxias do Sul -RS, 1885.

            Depois que viemos para cá. NUNCA MAIS PASSAMOS FOME.

            Como não vou AMAR o BRASIL e “endeusar outros Países”. Nem Cidadania Italiana eu quero.

            Mas estudá-los, aprender com TODOS, isso sim.

            Tenha calma e não chame os outros de “Vira-Latas Culturais” antes de se inteirar bem dos fatos.

            Escrevo isso há mais de 10 anos aqui no bom T I.

            Abração.

          • Sr. Bortolotto. você mesmo sempre vem com esse discurso tosco de que os puritanos eram “homens e mulheres tementes a Deus”, “ética protestantes e espirito do capitalismo”, e blá blá blá!

            Você compra o discurso propagado para o endeusamento dos Estados Unidos e não quer que eu reclame!?

  3. Obrigado ao grande jornalista, Sr. Élio Gaspari, pela excelente dica de leitura.
    Acredito que em muitas passagens, poderemos nos deparar com ficções, totalmente aceitas, por se tratar de um romance histórico e não um livro de História…
    A obra entrou na fila dos livros, que pretendo ler…
    De muito bom gosto o tema escolhido pela escritora.
    Parabéns !!!

  4. Os vira-latas brasileiros correm para defender a história dos Estados Unidos para insinuar, repetindo a velha lorota, de que aquele país foi criado por “puritanos tementes a Deus” e que por isso é “rico e prospero”!

    Olha como a colonização protestante puritana naquele país exterminou os índios naquele território!
    Enquanto que a colonização portuguesa e espanhola, por mais que tenha tido desavenças, conseguiu preservar muitas tribos indígenas.

    E temos a prova VISIVEL disso!

    Qual brasileiro não tem descendente ou descendência indígena?
    O que mais se tem no Brasil e na América Latina são índios!

    Tanto é que esses índios são usados pelas ONGs estrangeiras, incluindo norte-americanos de picaretes puritanos, dizendo-se “defensores” ou “evangelizadores” dos índios que portugueses e espanhóis preservaram!

    Geralmente esses vira-latas brasileiros quando defendem a história do Titio Sam automaticamente menosprezam a história do Brasil, tentando induzir que “desde a chegada de Cabral ao Brasil somos atrasados”.

    E são esses vira-latas brasileiros que dizem “amar o Brasil” e que querem levá-lo para o “primeiro mundo”!

    Como eu já sou vacinado contra esses vira-latas, que se encontram à esquerda e à direita-liberal, percebo que a intenção dessa gente é manter ETERNAMENTE o Brasil como quintalzinho do Titio Sam.

    Só bobos acreditam mesmo que a esquerda brasileira identitária, ou a direita-liberal vira-lata de norte-americanos querem fazer do Brasil um país gigante!

  5. Alguns colegas se arvoram conhecedores da História do mundo, e não permitem que comentaristas detalhem uma que outra situação de países que tiveram de lutar pela sua independência.

    Mas, até que a colônia se organizasse, tivesse uma população que quisesse se libertar dos grilhões dos donos das terras, até o momento de surgir o alerta que deveria ser providenciado imediatamente a liberação do jugo dominante, os acontecimentos registram crueldades, escravidão, sujeição, e genocídio.

    Se o artigo em tela aborda o livro que pretende mudar a História dos Estados Unidos, e possamos trocar ideias e debater os temas postados, faz-se mister que conheçamos a trajetória americana que a professora quer alterar.

    Se me perguntarem até que ponto devo ler esse livro, responderei que vai servir apenas como cultura, conhecimento de como outra nação se desenvolveu, mesmo tendo sido colonizada no mesmo período da brasileira.
    Em termos práticos, objetivos, ler ou não esse exemplar não vai mudar absolutamente nada para nós, o povo desta nação.

    Agora, se a pergunta for dirigida a respeito de como aconteceu nestes quase dois séculos que fizeram dos EUA tão ricos e poderosos e o Brasil ainda em fase de desenvolvimento, então poderíamos, sim, estabelecer uma comparação, e a resposta seria fácil:
    “A explicação para entendermos o desenvolvimento dos dois países está na História”.

    A colonização é um ponto histórico essencial.
    Enquanto no Brasil, em 1500, Cabral aportou e já seguiu rumo à Índia, que era seu objetivo, nos EUA, em 1622, o barco Mayflower atracou com centenas de ingleses que fugiam de perseguições religiosas e pretendiam viver na América.

    “A questão não é quem nos colonizou, mas como a colonização foi feita. E aí nós temos uma diferença monumental entre as duas experiências históricas”, apontou o historiador Antônio Barbosa, doutor em História pela Universidade de Brasília.

    Ao programa da EBC Na Trilha da História, o professor explica que a colonização brasileira foi principalmente de exploração, com objetivo claro de “amealhar riquezas do novo mundo” para que países como Portugal e Espanha enriquecessem.

    “O mundo passava por momentos muito diferentes nas festejadas datas das fundações de Brasil e Estados Unidos. Em 1500, Portugal era o senhor do mercantilismo nos mares”, escreveu Ricardo Lessa, jornalista e historiador no livro “Brasil e Estados Unidos: O que Fez a Diferença” (Civilização Brasileira, 2008).

    Já nos Estados Unidos, a colonização foi de povoamento.
    “No caso da América do Norte, nós tivemos grupos de famílias inglesas que vão fugir da intolerância religiosa, da perseguição política e vão tentar do outro lado do Atlântico reconstruir suas vidas em novas bases”, explicou Barbosa.

    O pesquisador da USP, Cristiano Addario de Abreu, acrescenta que o povoamento no solo norte-americano mais “livre” da corte inglesa também ajudou no rápido desenvolvimento do país.
    “O norte dos EUA foi colonizado por puritanos, que foram para aquela região mais fria, sem grande interesse para a Inglaterra. Eles tiveram muita autonomia, com a Inglaterra os deixando numa situação chamada na historiografia de ‘negligência salutar’.
    Podemos dizer que eles se desenvolveram justamente por não terem sido muito colonizados pelos ingleses”, explica.

    Outro momento da história que diferencia os países é sua independência. Nos Estados Unidos, a ideia de independência das 13 colônias surgiu quando o governo inglês decidiu aumentar os impostos.
    “Ou seja, [eles pensaram] se nós não temos representação lá no parlamento britânico, nós não somos obrigados a aceitar impostos que recaem sobre nós.
    Repare que eles não estavam falando sobre independência.
    A independência só aconteceu porque a Inglaterra reagiu de forma muito violenta. Para reagir à violência dos ingleses, as colônias se reuniram e declararam a sua independência”, explica o historiador Antônio Barbosa ao programa da EBC.

    Enquanto nos EUA a independência foi um movimento que surgiu na sociedade, no Brasil ela foi feita por Dom Pedro I, com apoio das elites.

    “Se você me perguntar se o povo de alguma forma participou, vou dizer que esporádica e pontualmente. No caso do Pará, por exemplo, os paraenses pegaram em armas contra os portugueses, havia um destacamento português forte naquela região.
    É o caso do Piauí, que pouca gente sabe – Será que já ouviram falar da Batalha do Jenipapo? Piauienses do interior pegam paus e pedras pra enfrentar tropas portuguesas”, pontuou o historiador ao Na Trilha da História.

    Muitas pessoas e até pesquisas questionam se o Brasil seria hoje a potência econômica igual aos Estados Unidos, se fosse colonizado pela Inglaterra e, principalmente, se os brasileiros fossem protestantes e não católicos.
    Esta teoria se baseia no livro A ética protestante e espírito do capitalismo, de Max Weber, no qual defende que a lógica cristã está na origem do capitalismo. Assim, muitos acreditam que os protestantes trabalhariam e enriqueceriam mais que os cristãos.
    “A escravidão é muito mais importante pra entendermos o avanço ou letargia do desenvolvimento do que a religião”, ressalta o pesquisador da USP Cristiano Addario de Abreu.

    Ele afasta a tese de que os EUA se desenvolveram mais que o Brasil por causa da religião.
    “Um dos outros furos dessa teoria seria o país rico e imperialista, que é a França, de formação religiosa majoritariamente católica. Hoje países como China e Índia aderiram ao capitalismo e caminham para se tornar cada vez mais potências capitalistas, como o Japão .Todos são países nos quais o protestantismo não têm a menor relevância.”

    Segundo o historiador, tanto o Brasil quanto o sul dos Estados Unidos até 1860 estavam numa situação muito parecida.
    Na época, o norte dos EUA vivia um desenvolvimento humano em seus estados livres, mas não era exatamente rico como o sul, também colonizado por protestantes, mas enriquecido com a plantação para exportação, baseada na escravidão. “Seguramente, a ‘ética protestante’, que valoriza o mundo do trabalho, ficava muito comprometida nos estados escravocratas do sul norte-americano.”

    A grande diferença dos dois países, ainda na visão de Abreu, era demográfica. “Os EUA tinham uma população livre muito maior, com 2/3 dela concentrada nos homens livres do norte”, disse.

    Com a Guerra Civil, entre 1861 e 1865, os EUA deram um salto no desenvolvimento.
    Ele explica:
    “Logo, com a vitória dos Republicanos de Lincoln e a derrota dos escravistas do sul, os EUA dão um salto para o desenvolvimento, abolindo a escravidão, emitindo muito papel sem lastro para pagar salários e estimular a economia, isolando sua economia através das maiores tarifas alfandegárias protecionistas que o mundo jamais tinha visto até então, com contratos governamentais a estimular a produção industrial deles em todos os níveis durante e depois da guerra.

    Enfim, os EUA enriquecem fazendo tudo o que dizem para os outros países não fazerem.”

    Como resultado da Guerra Civil, o fim da escravidão esteve presente no projeto de nação do centro-norte dos Estados unidos, que tinha como princípios “espírito empreendedor capitalista, voltado para a valorização do indivíduo, para a liberdade individual”.

    Já no Brasil, mesmo com o fim da escravidão, o governo não deu a mínima condição para que os antigos escravos fossem socializados, ou seja, que atingissem o que chamamos hoje de cidadania.
    Cristiano Addario de Abreu afirma que, a questão mais importante é perceber quando e como o Brasil se desenvolveu.
    Segundo ele, existe uma visão muito pessimista dos brasileiros com o próprio país, como se fosse muito atrasado. “E isso é uma visão, que além de injusta, atrapalha qualquer melhora, por não reconhecer o que deu certo.”
    “A questão da escravidão, por exemplo, tanto no sul dos EUA, que até hoje é menos desenvolvido que o norte e a Califórnia, assim como no Brasil é uma marca de atraso. Mas o Brasil saiu oficialmente da escravidão em 1888 e cem anos depois era a 8ª economia industrial do mundo capitalista.
    Depois da Rússia, China e Japão, o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo do século 20. Poucos brasileiros vêem isso hoje”, ressaltou.

    Segundo o historiador, o pico de desenvolvimento do Brasil aconteceu entre 1930 e 1980, em que o País teve o maior progresso material, industrial e humano de sua história.
    “E não por acaso, há pontos de similitude com o desenvolvimento dos EUA: emissão de papel moeda, política cambial, protecionismo industrial, compras governamentais, vantagens estratégicas alcançadas por guerras em outros lugares.”

    Ainda na comparação entre os países, Abreu reitera que os EUA já não são mais um exemplo de prosperidade. “Cada vez menos os EUA são vistos como modelo. Estão em desindustrialização, com a maior dívida do mundo, enfiados em guerras e mais guerras causadas por razões mais que suspeitas.
    A sua política externa brutal e belicosa é o maior sinal de decadência.”

    Quero deixar registrado, mais uma vez, a minha admiração e respeito pelo mestre Bortolotto.
    Além de ser o guru da economia nesse blog, nos seus comentários acima desfilou seus conhecimentos e cultura sobre os Estados Unidos, colocando em ordem uma discussão estéril e desnecessária.

    • Francisco Bendl, para não me aprofundar muito, você comentar rapidamente 2 pontos colocados por você de “historiadores”, que de forma marota deixa de fora informação essencial para se omitir o básico da verdade.

      “No caso da América do Norte, nós tivemos grupos de famílias inglesas que vão fugir da intolerância religiosa, da perseguição política e vão tentar do outro lado do Atlântico reconstruir suas vidas em novas bases”

      “…o barco Mayflower atracou com centenas de ingleses que fugiam de perseguições religiosas e pretendiam viver na América.”

      Os puritanos protestantes que exterminaram os índios devido ao pensamento calvinista de acharem que eram os “escolhidos de Deus”, fugiram da Inglaterra porque eram perseguidos por qual igreja?

      Resposta:

      IGREJA ANGLIGANA!

      Ou seja, protestantes matando e perseguindo protestantes!
      A Igreja Católica não tem nada haver com isso. Capciosamente deixa-se de fora essa informação para induzir que esses exterminadores de índios puritanos fugiram da Igreja Católica, já que muitos não entendem, e não ligam os pontos dos acontecimentos.

      Quando se deixa de fora informações simples como essa é a foram de futuramente criarem narrativas falsas para colocar esses puritanos exterminadores de índios como eternas vitimas perseguidas, e o que veio depois de ruim cometidos por esses peregrinos puritanos é quase como aceitável.

      Eu poderia continuar, mas não tenha duvida que a historia é contada de forma distorcida. Aqui na América Latina, devido a influencia a partir da década de 60 do norte americanismo, virou tendência dizer que se fossemos colonizados por ingleses, holandeses, e outros povos supostamente mais “avançados” seriamos uma potencia.
      nada mais cínico e distorcido.

      • Observo que você nunca foi à Inglaterra, senão veria a festa que fazem no dia de Saint George, padroeiro, ou passearia no St James’s Park.

        Aliás, o dia de São Jorge é feriado nacional. Como pode ver, na Igreja Anglicana há santos, porque é uma igreja católica, cujo chefe não é o papa.

      • Renato,

        Detesto corrigir uma pessoa, após postar o que ela pensa que é verdade ou tenha interpretado diferente dos fatos!

        NÃO FORAM OS PROTESTANTES QUE MATARAM OS INDÍGENAS AMERICANOS!!!

        A ordem partiu do GOVERNO AMERICANO, cuja intenção era a expansão do país para o Oeste.
        O massacre se deu, quando as tropas passaram a perseguir e matar mulheres e crianças, indiscriminadamente.

        Além de o governo tomar as terras férteis e amplas, matar o bisão, que era base da alimentação desses povos, a ideia de lucro, enriquecimento, propriedades, foram determinantes para o genocídio indígena.

        Nada a ver com intenção religiosa a perseguição às tribos ou os quase 15 milhões de indígenas que habitavam os Estados Unidos, e que sobraram menos de 10% depois que as estradas de ferro foram concretizadas.

        No caso da religião anglicana, devo te lembrar que foi criada por Henrique VIII, ao se desmembrar do catolicismo porque o Papa negara o seu divórcio.
        No ano de 1534, o chamado Ato de Supremacia criou a Igreja Anglicana.
        Segundo os ditames da nova Igreja, o rei da Inglaterra teria o poder de nomear os cargos eclesiásticos e seria considerado o principal mandatário religioso.
        A partir dessa nova medida, Henrique VIII casou-se com a jovem Ana Bolena.

        Diante do seu poder, o rei inglês passou a perseguir os católicos, e não protestantes contra protestantes.
        Então a fuga da Inglaterra daqueles que eram perseguidos pela nova religião dissidente da Apostólica Romana.

        Quanto aos nossos índios, devo ressaltar que só não foram exterminados graças aos jesuítas!

        A matança era generalizada pelos portugueses e BANDEIRANTES.
        A intenção era descobrir as tribos que conheciam o caminho do local onde havia ouro, o Eldorado.
        Pelo caminhos dos próprios indígenas, iam matando indiscriminadamente aldeias inteiras.

        O genocídio era tão absurdo e desnecessário, que somente muitas décadas depois, os jesuítas conseguiram diminuir o genocídio.
        A Lei sobre a Liberdade dos Gentios foi promulgada por Sebastião I de Portugal em 20 de março de 1570 e tratava da escravidão indígena no Brasil.

        A lei definiu a política portuguesa sobre a escravidão de índios na época, declarando todos os índios livres, exceto aqueles sujeitos à “Guerra Justa”.

        Agora, prá teu conhecimento, se os padres ajudaram na preservação indígena, e foram responsáveis pela manutenção da cultura, como idioma, modos e costumes, muitos sacerdotes e bispos tinham ESCRAVOS!
        Se, por um lado, havia a preocupação com os indígenas, com os negros não havia cuidado algum.

        Assim como os indígenas não se adaptaram à escravidão, os escravos traziam da África seus cultos religiosos, e não aceitavam a catequização.
        Considerados hereges, infiéis, um povo verdadeiramente inferior, nada melhor que colocá-los em trabalho escravo!

        • “No caso da religião anglicana, devo te lembrar que foi criada por Henrique VIII, ao se desmembrar do catolicismo porque o Papa negara o seu divórcio.
          No ano de 1534, o chamado Ato de Supremacia criou a Igreja Anglicana.
          Segundo os ditames da nova Igreja, o rei da Inglaterra teria o poder de nomear os cargos eclesiásticos e seria considerado o principal mandatário religioso.
          A partir dessa nova medida, Henrique VIII casou-se com a jovem Ana Bolena…”

          O surgimento do puritanismo está ligado às confusões amorosas do rei Henrique VIII (1509-1547) e à chegada do protestantismo continental à Inglaterra. O movimento puritano, em seus primórdios, foi claramente apoiado e influenciado por João Calvino (1509-1564), que a partir de 1548 passou a se corresponder com os principais líderes da reforma inglesa. Em 1534 foi promulgado o Ato de Supremacia, tornando o rei “cabeça supremo da Igreja da Inglaterra.” Com a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, tia de Carlos V, o rei Henrique VIII e o parlamento inglês separam a Igreja da Inglaterra de Roma, em 1536, adotando a doutrina calvinista apenas por comodismo. A Reforma, então, teve início na Inglaterra pela autoridade do rei e do parlamento. No ano de 1547, Eduardo VI, um menino muito enfermo, tornou-se rei.

          A Reforma protestante avançou rapidamente na Inglaterra, pois o Duque de Somerset, o regente do trono, simpatizava-se com a fé reformada. Thomas Cranmer, o grande líder da Reforma na Inglaterra, publicou o Livro de Oração Comum, dando ao povo a sua primeira liturgia em inglês.

          Quando Isabel I ascendeu ao trono aos 25 anos em 1558, estabeleceu o “Acordo Elisabetano,” que era insuficientemente reformado para satisfazer àqueles que logo seriam conhecidos como “puritanos.”

          Em seguida, promulgou o Ato de Uniformidade (1559), que autorizou o Livro de Oração Comum e restaurou o Ato de Supremacia. Em 1562, foram redigidos os Trinta e Nove Artigos da Religião, que são o padrão histórico da Igreja da Inglaterra, e a partir de janeiro de 1563, foram estabelecidos pelo parlamento como a posição doutrinária da Igreja Anglicana. Em torno de 1567-1568, uma antiga controvérsia sobre vestimentas atingiu seu auge na Igreja da Inglaterra. A questão imediata era se os pregadores tinham de usar os trajes clericais prescritos. A controvérsia marcou uma crescente impaciência entre os puritanos com relação à situação de uma igreja “reformada pela metade.”

          Thomas Cartwright, professor da Universidade de Cambridge, perdeu sua posição por causa de suas pregações sobre os primeiros capítulos do Livro dos Atos dos Apóstolos, nas quais argumentou a favor de um cristianismo simplificado e uma forma presbiteriana de governo eclesiástico.

          A primeira igreja presbiteriana foi a de Wandsworth, fundada em 1572. Um pouco antes disso, em 1570, Elisabete fora excomungada pelo Papa Pio V. A morte de Elisabete ocorreu em 1603, e ela não deixou herdeiro. Apenas indicou como seu sucessor James I, filho de Maria Stuart, que já governava a Escócia. Quando o rei foi coroado, os puritanos, por causa da suposta formação presbiteriana do rei, inicialmente tiveram esperança de que sua situação melhorasse. Para manifestar essa esperança, eles lhe apresentaram, quando de sua chegada em 1603, a Petição Milenar, assinada por cerca de mil ministros puritanos, na qual pediam que a igreja anglicana fosse completamente “puritana” na liturgia e administração.

          Em 1604, encontram-se com o novo rei na conferência de Hampton Court para apresentar seus pedidos. O rei ameaçou “expulsá-los da terra, ou fazer pior,” tendo dito que o presbiterianismo “se harmonizava tanto com a monarquia como Deus com o diabo”. Carlos I, opositor dos puritanos, foi coroado rei da Inglaterra em 1625. Já em 1628, William Laud tornou-se bispo de Londres (em 1633 foi nomeado Arcebispo de Cantuária) e empreendeu medidas severas para eliminar a dissidência da Igreja Anglicana. Ele buscou instituir práticas cerimoniais consideradas “papistas,” além de ignorar a justificação pela fé, por causa de suas ênfases pelagianas, oprimindo violentamente os puritanos e forçando-os a emigrarem para a América.

          Em 1630, John Winthrop liderou o primeiro grande grupo de puritanos até a baía de Massachusetts e, em 1636, foi fundado o Harvard College. Laud tentou impor o anglicanismo na Escócia, só que isto degenerou num motim que serviu para aliar puritanos e escoceses calvinistas. Em 1638, os líderes escoceses reuniram-se numa “Solene Liga e Aliança” e seus exércitos marcharam contra as tropas do rei, que fugiram.

          No ano de 1640, o parlamento restringiu o poder do rei Carlos I. As emigrações para a Nova Inglaterra estacionaram consideravelmente. A Assembleia de Westminster, assim chamada por reunir-se na Abadia de Westminster, templo anglicano de Londres, foi convocada pelo parlamento da Inglaterra em 1643 para deliberar a respeito do estabelecimento do governo e liturgia da igreja e “para defender a pureza da doutrina da Igreja Anglicana contra todas as falsas calúnias e difamações”.

        • “A Agora, prá teu conhecimento, se os padres ajudaram na preservação indígena, e foram responsáveis pela manutenção da cultura, como idioma, modos e costumes, muitos sacerdotes e bispos tinham ESCRAVOS!
          Se, por um lado, havia a preocupação com os indígenas, com os negros não havia cuidado algum…”

          Os portugueses tinham colônias também na África. Mesmo porque existiam negros cristianizados na África. Os negros cristianizados praticamente eram libertos; os negros pagãos, esses sim ainda eram escravizados.
          Uma informação interessante é que muitos negros monges vieram também para o Brasil para evangelizar negros que ainda não haviam sido cristianizados.

    • Até a década de 60 do século XX nos Estados Unidos os negros eram pendurados em galhos de arvores como punição.

      A tal “libertação dos escravos” nos Estados Unidos foi feita de uma forma estranha para simplesmente separar negros de brancos, mas que continuou ruim para os negros durante muitas décadas como eu mostrei ao se saber que nos Estados Unidos até a década de 60 negros eram mortos por serem negros.

      • Tu não podes confundir a política com racismo.

        O americano é racista no seu DNA, e até hoje vê os negros com indiferença e segregação.

        Os casos bárbaros, as atrocidades contra negros, a queima de suas igrejas, o terrorismo pela Ku Klux Klan, que chegou a ter 4 milhões de seguidores, a questão era pessoal e não política de governo, apesar de permitir que os racistas agissem impunemente!

        Por outro lado, se o negro americano atualmente possui uma vida bem melhor que nas décadas de cinquenta e sessenta, deve-se aos movimentos políticos, onde o negro percebeu que somente através desse meio, ele iria conseguir seus objetivos.

        Notáveis líderes se destacaram na luta pela igualdade racial nos Estados Unidos e, alguns deles, deram suas vidas em sacrifício à causa que lutavam:
        Martin Luther King Jr.
        Bayard Rustin.
        Malcolm X.
        W. E. B. Du Bois.
        Rosa Parks.
        Amelia Boynton Robinson.

        No Brasil, em razão de também sermos racistas, o negro ficou fora da política por quase 100 anos!
        A politização do negro brasileiro não existe, em consequência há falta gritante de líderes autênticos, legítimos, que desfraldassem a bandeira da luta pela igualdade racial!

        Se quiserem saber os porquês da diferença absurda do branco para o negro no aspecto social, a política é a origem desse distanciamento!

        Resumo:
        o negro tratou de ele mesmo vencer as suas dificuldades;
        não se uniu;
        não criou movimento algum de cunho não só político, como muitos que existem, porém sem conteúdo, mas na luta de melhores condições para os negros.

        A nossa miscigenação foi ilusão que brancos e negros se equiparassem.
        Tanto o braco que casou com uma negra ou vice-versa, ainda sofrem contestações pela união inter-racial.

        A maior população de dependentes do Bolsa Família é de negros.
        O governo os condenou à miséria, à pobreza, ao desemprego, e reserva as vagas ainda existentes nos presídios insalubres que temos no território nacional, para prendê-los pelos crimes cometidos.

        Ao branco, o beneplácito da lei; a prisão domiciliar;
        julgamentos postergados até as suas prescrições.

        Te todos os julgamentos que assisti pela TV Justiça, inexistem advogados de renome negros;
        quando Barbosa era membro do STF e chegou a presidi-lo, a curiosidade era tanta que constrangia qualquer pessoa, como se estivesse diante de um alienígena!

        Temos negros muito ricos no Brasil.
        Pagodeiros, funkeiros, sambistas, jogadores de futebol, atletas, atores e atrizes … e temos conosco o negro mais famoso do mundo:
        Pelé!

        Nunca presenciamos a reunião de negros para exigir o respeito dos governantes.
        A alienação é tanto para negros quanto brancos.

        Hoje, negros e brancos foram escravizados;
        negros e brancos vivem de esmolas;
        negros e brancos são pobres e miseráveis;
        negros e brancos estão desempregados;
        negros e brancos morrem pela violência;
        negros e brancos sofrem da falta de uma saúde pública, pelo menos razoável;
        negros e brancos são analfabetos absolutos e sociais.

        Conclusão:
        se negros e brancos não se unirem em um só grupo de seres humanos que exigem respeito das autoridades, negros jamais vão ser políticos, e brancos continuarão divorciados do Estado.

        • A elite brasileira é norte-americanizada e consequentemente o maior empecilho no crescimento dos negros e de outros.

          Aqui no Brasil a elite trabalha para o atraso, e consequentemente contra o avanço social.

          Não tem nada haver com racismo estruturado ou qualquer coisas que criem através de agendas programadas.

  6. Para amenizar o tema em questão:

    Precisei ir ao laboratório fazer uns exames de sangue agora, à tarde.

    Conheço as enfermeiras que trabalham neste estabelecimento, todas muito competentes.
    Quando chamam a pessoa para tirar sangue, entra-se por um corredor pequeno, dobra-se à direita, então a sala onde a enfermeira está a postos.

    Conheço a técnica de enfermagem há anos, pois sou cliente assíduo do laboratório:
    Morena, cabelos pretos naturais, lisos, naturalmente bonita, um sorriso cativante que, enquanto fico olhando o seu rosto e dentes, ela – zás -, enfia a agulha e tira o sangue sem eu perceber.

    No entanto, desta vez foi diferente porque a minha amiga encontra-se em férias. Trouxeram de uma outra filial do laboratório uma enfermeira que veio substituí-la nesse período.

    Ao ser chamado, e sabendo bem o caminho, quando entrei na sala me deparei com a planta original que Deus usou para fazer a Eva!

    A mulher era qualquer coisa de inimaginável (foi quando percebi a longa fila que se formava de homens que “precisavam” fazer exames).
    Do alto dos meus 71 no lombo, jamais eu vira uma mulher tão linda!

    Mesmo que eu queira ser pródigo nas palavras para descrevê-la, e rebuscando nos dicionários termos que se encaixem na visão que eu tivera do paraíso, o máximo que eu conseguiria dizer seria:
    Obrigado, Senhor!

    Vocês nunca virem o que eu vi; não têm ideia do exemplar feminino que me nocauteou, a ponto que meio me amparei nas paredes para não fazer um fiasco.
    Negra, rosto indescritível de tão lindo; dentes que eu me espelhava naquela dentadura perfeita; mãos de fada; voz sensual, que me levou a ter ideias nada ortodoxas em um delírio extra conjugal;.
    E o colo – ah! – o colo:
    Eu queria ser uma criança naquele momento para que esta mulher me levasse em seus braços.

    Che, quando ela me pegou pelo braço para me acompanhar até a sala do martírio, o meu cérebro disparou:
    Finjo que estou mal, de modo que ela me ampare, e me abrace?
    Dou-lhe um abraço e beijo como nova enfermeira?
    A mente era um microcomputador, querendo me dizer que eu fizesse algo de mais “concreto”, e não só idealizando devaneios e sonhos impossíveis de se realizarem.

    Sentei-me à mesa. Estiquei o braço, ela o alisou para descobrir uma veia melhor, e eu ali, estarrecido, olhando-a fixamente nos olhos, querendo que ela me dissesse que eu era o homem mais bonito, mais forte, mais elegante, mais enternecedor que ela vira na sua vida …
    – Seu Francisco, tá pronto.
    A minha surpresa foi uma decepção:
    – Como que está pronto? Já?

    Levantei-me – ainda bem que eu era mais alto – e exclamei, depois de muito pensar para deixá-la lembrando desse guapo gaúcho:
    – Aline – era esse o nome da minha Vênus -, sabias que és minha prima?
    – Sua prima, como assim?
    – Porque tu és a minha obra-prima!

    Se eu quisesse fazê-la rir, e tentasse algo divertido, eu receberia um sorriso que me abalaria as pernas e mais nada.
    Mas, a sua reação foi algo que me acrescentou dez anos de vida ou, lá pelas tantas, me tirou algumas semanas pela emoção:
    A incomparável beleza, o corpo magnífico, o colo cativante, a voz meiga e suave, o rosto que nunca eu vira nada parecido, a sua inata simpatia, abriram um sorriso largo, me deu um abraço apertado e um beijo no meu rosto!!!

    Quando cheguei em casa a mulher me olhou e perguntou:
    – Chico, por que estás com uma bandagem na face direita, o que houve, homem?

    Vou dizer para a minha esposa que vou ficar sem lavar o rosto por semanas?!
    Então, a bandagem, a proteção, a preservação, viera daqueles lábios carnudos e provocativos me beijando com delicadeza a minha cara feia, como somente as mulheres sabem como fazê-lo, e que nos deixam apaixonados imediatamente!

    Durante os 10 minutos até chegar em casa, também senti outra emoção inédita:
    LEVITEI!

    Resumo da ópera:
    Deixei marcados exames de sangue diariamente!
    Se der, até duas vezes ao dia.

    Boa noite ( só não sei se conseguirei pegar no sono ou pegar a morena ou fugir com a morena ou me declarar para a morena … espero que os meus sonhos eu não berre pelo nome da musa. Se a mulher ouvir, pegarei alguns meses de sofá)!

  7. Prezado Colega Sr. FRANCISCO BENDL,

    Que Artigo interessante o senhor escreveu comparando a formação e o desenvolvimento do BRASIL e dos EUA, que tem praticamente a mesma idade.

    O senhor escreveu de forma clara e compreensiva. Isso é que é uma Aula de História Comparada.

    Isso não se acha em outros Jornais Virtuais, mas só no TRIBUNA DA INTERNET, e vale bem uma Mensalidade de R$ 20.

    Muito Obrigado por tudo, e Parabéns.

    Abração.

  8. Sugestão de vídeo:

    Youtube – Morgan Freeman (ator de sucesso e negro)- Sobre o dia da consciência negra,

    PS-Morgan Freeman põe uma pá de cal nessa onda esquerdista sobre os negros.

    Uma aula de coerência.

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