Nova operação da Acrônimo devassa a Casa Civil de Fernando Pimentel

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Rezende, chefe da Casa Civil de Minas, é um dos alvos

Jailton de Carvalho
O Globo

A Polícia Federal cumpre hoje novas ordens judiciais relacionadas à 9ª fase da Operação Acrônimo, entre mandados de busca e apreensão e prisão. Entre as pessoas com prisão decretada, está um funcionário da Casa Civil do governo de Minas Gerais. Segundo o G1, o chefe da Casa Civil e de Relações Institucionais de Minas, Marco Antônio de Rezende Teixeira, seria um dos alvos.

A última fase da operação havia sido realizada no dia 15, tendo dois alvos diferentes: a investigação de supostas fraudes em licitações no Ministério da Saúde e a obtenção de vantagens indevidas em financiamentos junto ao BNDES para a realização de projetos no exterior. Foram cumpridos 20 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Distrito Federal.

A Operação Acrônimo teve início em maio deste ano e mirou empresários que doaram para partidos políticos na campanha de 2014. O principal alvo foi Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, dono de gráfica em Brasília, uma das quatro pessoas presas na primeira ação.

MUITAS ACUSAÇÕES – Bené foi solto 12 horas depois após pagar uma fiança de R$ 78 mil. Ele havia sido preso em flagrante por formação de quadrilha, mas a Polícia Federal não esclareceu o que o empresário estava fazendo no momento da prisão.

Em junho, relatório sigiloso da PF acusou Pimentel de prática de possíveis atos de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa supostamente chefiada por Benedito Oliveira. Entre os indícios de corrupção, a PF informa que o empresário pagou despesas com transporte e hospedagem do governador e da mulher dele, Carolina Oliveira, no Maraú Resort, numa praia da Bahia, entre 15 e 17 de novembro de 2013, quando Pimentel ainda era ministro do Desenvolvimento.

A PF também investiga pagamentos realizados por sindicatos mineiros a pessoas ligadas ao governador mineiro. A suspeita é de que os pagamentos ocorreram com o intuito de beneficiar direitamente o petista, em troca de vantagens no governo estadual.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As provas da corrupção de Pimentel abundam e envolvem o BNDES, na época em que foi ministro e o banco era subordinado a ele. Imitou o Lula e mandou o BNDES contratar sua amante Carolina Oliveira como assessora da presidência da instituição sem jamais trabalhar efetivamente. Depois, casou com ela, que está também investigada e acusada na operação Acrônimo. Como dizia nosso amigo Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe. (C.N.)

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